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terça-feira, 24 de fevereiro de 2026

🚨 TCE-MG aponta violação à Constituição na gestão de pessoal da Câmara de Araguari🚨

 

Manifestação técnica aponta desproporção entre efetivos e comissionados e possível afronta ao princípio do concurso público.

O processo que apura possíveis irregularidades na gestão de pessoal da Câmara Municipal de Araguari avançou para uma nova fase no Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais (TCE/MG).

🔎 O NÚMERO QUE CHOCA

Segundo dados oficiais do Portal da Transparência da Câmara de Vereadores de Araguari, apurados em novembro de 2025, a Câmara de Araguari mantém 31 servidores efetivos contra absurdos 109 servidores comissionados. Ao examinar essa situação, a Unidade Técnica do TCE/MG foi categórica: essa desproporção viola o princípio da proporcionalidade e a regra do concurso público (art. 37, II, da Constituição)

Após a análise das justificativas apresentadas pela Presidência do Legislativo aos questionamentos da Associação do Direito e da Cidadania de Araguari (ADICA), a Unidade Técnica do TCE/MG concluiu que a atual estrutura de pessoal da Câmara — marcada pela expressiva desproporção entre servidores efetivos e comissionados — afronta o princípio do concurso público e compromete a legalidade da gestão administrativa, em possível violação ao art. 37, II, da Constituição Federal.

📌 Em manifestação técnica juntada aos autos, os auditores foram categóricos ao afirmar que “a estrutura atual fere a Constituição, desvirtua o concurso público e compromete a legalidade da gestão de pessoal”.

⚖️ Diante desse entendimento, o processo passa agora a tramitar no âmbito do Ministério Público de Contas indo depois ao Relator. Ao final, poderão ser adotadas medidas voltadas à responsabilização dos gestores e à eventual determinação de correções estruturais na política de pessoal do Legislativo.

💬 Pitaco do Blog

A denúncia formulada por meio da ADICA levanta questionamentos muito contundentes sobre o possível uso indevido de cargos comissionados no Legislativo local (veja no final do post) Em bom português: o que está em jogo não é apenas a quantidade de nomeações, mas a própria finalidade desses cargos.

Vale lembrar que, na Administração Pública, a regra é o concurso público. Cargos comissionados são exceção — e só podem existir para funções de direção, chefia ou assessoramento. Quando essa lógica é invertida, abre-se espaço para aparelhamento político, fragilização institucional e uso da máquina pública fora dos limites constitucionais.

Agora, a pergunta que ecoa em Araguari é simples e incômoda:

👉 quem responde por esse desmonte do concurso público e por essa máquina inchada de comissionados na Câmara de Vereadores?

🔎 SAIBA MAIS.

Na peça que deu origem à investigação, a ADICA apontou os diversos indícios de irregularidades abaixo, sinalizando a existência de um modelo de poder sustentado por cargos comissionados em excesso, com indícios de aparelhamento políticodesvio de finalidade e uso do dinheiro público como moeda eleitoral.

  • Falta de comprovação de que cargos comissionados exercem exclusivamente funções de direção, chefia ou assessoramento, como manda o art. 37, V, da Constituição;

  • Descumprimento ou esvaziamento do Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) firmado com o Ministério Público de Minas Gerais, além da existência de ação judicial em curso na 3ª Vara Cível de Araguari;

  • Criação de cargos comissionados sem estudos técnicos, sem critério de necessidade e sem respeito à proporcionalidade;

  • Servidores “fantasmas funcionais”, formalmente lotados em setores administrativos, mas atuando de fato em gabinetes parlamentares;

  • Caso emblemático da servidora Telma Maria Borges do Prado, que atuava no gabinete do vereador Sebastião Joaquim Vieira, embora não constasse oficialmente como servidora vinculada ao gabinete, levantando forte suspeita de irregularidade administrativa;

  • Cessão contínua de servidores da Prefeitura para a Câmara, mesmo após concurso público realizado em 2018 — prática que pode burlar o TAC e o princípio do concurso;

  • Fragilidade — ou omissão — do controle interno da Câmara, que deveria fiscalizar nomeações, cessões e possíveis desvios de função;

  • Ausência de planejamento para corrigir a distorção entre efetivos e comissionados;

  • E, no ponto mais grave, suspeitas explícitas de desvio de função, “rachadinha”, uso político de cargos comissionados, compra de votos, distribuição indevida de benefícios e utilização de servidores públicos para propaganda política de vereadores.


Quando o interesse público deixa de ser prioridade

 



No cenário atual, cresce a percepção de que determinadas políticas públicas municipais não são formuladas a partir de estudos técnicos ou das reais necessidades da população, mas sim da influência exercida por grupos empresariais com forte proximidade junto ao Poder Executivo.

Em vez de planejamento estratégico e transparência, o que se observa é a prevalência de decisões que parecem atender a interesses privados em prejuízo do interesse coletivo.

Na prática, o roteiro costuma seguir alternativas bastante convenientes para determinados grupos:

📌 No trânsito

  • ❓ Criar um quadro próprio de agentes concursados, com controle público e estabilidade institucional
    ou

  • 💰 Contratar empresas privadas para instalação e operação de radares e câmeras, com contratos milionários e pouca transparência?

💧 No fornecimento de água

  • ❓ Manter o serviço público, sem fins lucrativos, com reinvestimento local
    ou

  • 💰 Privatizar esse serviço essencial, transformando um direito básico em fonte de lucro?

🏥 Na saúde

  • ❓ Distribuir os recursos de forma equilibrada, fortalecendo diversas instituições
    ou

  • 💰 Concentrar a maior parte do orçamento em uma única empresa, sufocando a concorrência e reduzindo a pluralidade de atendimento?

🎤 Na cultura e eventos

  • ❓ Investir prioritariamente em serviços públicos essenciais
    ou

  • 💰 Bancar shows artísticos com valores questionáveis e contratos inflados, enquanto áreas básicas enfrentam carências?

🧹 Na limpeza urbana

  • ❓ Manter estrutura própria, com servidores públicos e controle direto
    ou

  • 💰 Terceirizar o serviço reduzir a fiscalização, ampliando custos para o contribuinte e lucros para o setor privado?

🏢 Na estrutura administrativa

  • ❓ Utilizar prédios públicos já existentes que hoje estão abandonados
    ou

  • 💰 Alugar imóveis pertencentes a empresários com vínculos políticos com o prefeito, gerando despesas permanentes ao erário?


O debate que se impõe não é ideológico. É moral e administrativo. Quando decisões estratégicas passam a refletir interesses restritos de empresários bem posicionados no poder, a população paga a conta: seja em tarifas mais altas, serviços precarizados ou recursos desviados de áreas prioritárias. É a denominada corrupção de prioridades.

O verdadeiro desafio para qualquer município é romper com práticas que confundem gestão pública com balcão de negócios. Transparência, controle social e critérios técnicos precisam voltar ao centro das decisões.

Porque política pública não deve ser instrumento de conveniência e enriquecimento ilícito de políticos e empresários — deve ser compromisso com toda a coletividade.

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2026

Prefeitura está gastando demais com cargos de confiança? Requerimento cobra explicações

 

Requerimento busca esclarecer se despesas estão dentro do que permite a Lei de Responsabilidade Fiscal.

O Requerimento nº 135/2026, de autoria da vereadora Isabel Cristina Pimenta Pires, aprovado pela Câmara Municipal em 20 de janeiro de 2026, solicita à Prefeitura informações sobre os gastos com cargos de confiança. O objetivo é saber quanto o Município está gastando atualmente com esses cargos e se essas despesas estão dentro dos limites permitidos pela Lei de Responsabilidade Fiscal.

Embora não aponte nenhuma irregularidade, o pedido busca verificar se o dinheiro público está sendo utilizado corretamente, dentro da lei e com transparência. Esse tipo de informação é importante para que a população possa acompanhar como os recursos do Município estão sendo aplicados.


⚠️ Pitaco do Blog

É importante lembrar que, na Administração Pública, a regra é a contratação por meio de concurso público, garantindo amplo e igual acesso aos cargos públicos, como determina a Constituição Federal. Os cargos de confiança são exceção e devem ser utilizados apenas para funções de direção, chefia e assessoramento — e não como alternativa à contratação de servidores efetivos.

Após o envio das informações solicitadas, é fundamental que a autora dê ciência dos dados às entidades e cidadãos que exercem o controle social, além de adotar medidas de fiscalização no âmbito do Poder Legislativo e, caso sejam identificados problemas, encaminhar denúncia ao Ministério Público e ao Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais.

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026

Supersalários no serviço público chegam a R$ 3 milhões por ano, revela Folha




Pagamentos extras elevam remunerações a mais de R$ 260 mil mensais

Uma reportagem publicada pela Folha de S.Paulo nesta quinta-feira (19) revelou que servidores públicos brasileiros chegaram a receber até R$ 3,1 milhões em apenas um ano, considerando salários líquidos somados a verbas indenizatórias e outros benefícios. O valor equivale a uma média mensal superior a R$ 260 mil, muito acima do teto constitucional vigente no país, atualmente fixado em cerca de R$ 46 mil mensais — correspondente à remuneração dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).

De acordo com o levantamento, baseado em dados do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e em informações disponíveis em portais de transparência entre agosto de 2024 e julho de 2025, a promotora Maria de Nazaré Pires de Sousa Martins, do Ministério Público do Rio de Janeiro, lidera o ranking, com ganhos líquidos anuais de R$ 3,16 milhões no período analisado.

A reportagem destaca que tais valores incluem não apenas salários regulares, mas também verbas classificadas como indenizatórias — como compensações por férias não gozadas, licenças-prêmio convertidas em dinheiro, auxílios diversos e pagamentos retroativos — que, segundo entendimento institucional, não estão sujeitos ao teto constitucional.

Entre os dez maiores rendimentos identificados, oito pertencem a membros do Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJ-SC), todos já aposentados, o que evidencia o impacto de direitos eventuais e indenizações acumuladas ao longo da carreira sobre os contracheques finais. Em alguns casos, benefícios convertidos em pecúnia, como folgas e afastamentos não usufruídos, contribuíram significativamente para a elevação dos ganhos.

O Ministério Público do Rio de Janeiro afirmou que a remuneração de seus membros respeita rigorosamente o teto constitucional, mas reconheceu a ocorrência eventual de pagamentos de natureza indenizatória que escapam à limitação. O caso reacende o debate sobre a efetividade do teto remuneratório no serviço público e sobre os mecanismos que permitem sua flexibilização por meio de benefícios acessórios.

sexta-feira, 16 de janeiro de 2026

Dezembro dourado no Judiciário: supersalários, penduricalhos e a “Mega-Sena” togada


Os rendimentos pagos a magistrados em dezembro de 2025 expõem um escândalo que já virou rotina no Brasil: supersalários bancados pelo contribuinte, à margem do espírito republicano e muito acima da realidade do país.

📌 Uma desembargadora recebeu R$ 1.773.577,35 líquidos em apenas um mês. Um valor tão absurdo que lembra o prêmio principal da Mega-Sena — com a diferença de que, aqui, não houve sorteio. Houve folha de pagamento.

💸 O subsídio constitucional virou figurante. O protagonismo ficou com indenizações milionárias e “direitos eventuais” que driblam o teto constitucional, transformando exceção em regra e privilégio em sistema.

📊 Os números mostram que o problema é estrutural:

  • 10.844 magistrados receberam acima de R$ 100 mil líquidos no mês

  • Quase 800 embolsaram mais de R$ 200 mil líquidos

🚨 Enquanto isso, professores, profissionais da saúde e servidores da linha de frente enfrentam arrocho salarial, falta de recursos e cortes orçamentários. Dois Brasis convivendo: um submetido ao teto; outro, acima de qualquer limite ou pudor.

⚠️ Supersalários não são apenas um problema financeiro. São um problema moral, institucional e democrático. Eles corroem a confiança no Judiciário e reforçam a percepção de que há castas blindadas contra qualquer controle.

📣 Transparência não basta. É preciso fechar brechas, impor limites reais e resgatar o mínimo de vergonha institucional.

🎄 Para alguns, dezembro é mês de Natal. Para outros, é Natal + Ano Novo + Mega-Sena, tudo pago pelo cidadão.

Fonte dos dados: Ricardo Berezin @RicardoBerezin, Bacharelado em Jornalismo (Cásper Líbero) e Filosofia (USP). Mestre em Administração (UFRJ).

quinta-feira, 15 de janeiro de 2026

Fenacafé 2026: artista leva quase tudo, produção fica com migalhas



Na manhã da segunda-feira (12/01), a Prefeitura de Patrocínio publicou no DOMM o extrato do contrato firmado com a empresa Balada Eventos e Produções, responsável pelos shows de Gusttavo Lima em todo o Brasil.

De acordo com a planilha contratual, o valor global é de R$ 1.600.000,00, distribuído em diferentes percentuais. A maior fatia — 62,67% do total — é destinada diretamente ao artista, o que representa mais de R$ 1 milhão a título de pró-labore.

Os demais profissionais envolvidos na produção, com exceção do proponente, recebem apenas 4,5% do montante, o equivalente a R$ 72 mil.
O valor restante cobre despesas como hospedagem, alimentação, logística, impostos e outros tributos.

Fontes: Mais1Online: https://mais1online.com.br/prefeitura-publica-extrato-do-contrato-do-show-de-gusttavo-lima-na-fenacafe-2026/

Instagram (documentos): https://www.instagram.com/p/DTcuFbGDXsI/?igsh=YWFya2hsOHgxNzd3

Observatório de Araguari: https://observatoriodearaguari.blogspot.com/2026/01/show-milionario-patrocinio-paga-r-16.html

Show milionário: Patrocínio paga R$ 1,6 milhão a Gusttavo Lima e concentra metade do orçamento da Fenacafé


 
A Prefeitura de Patrocínio, no Alto Paranaíba, decidiu desembolsar R$ 1,6 milhão para a contratação do cantor Gusttavo Lima na Fenacafé 2026, evento que celebra os 184 anos do município. O valor corresponde a quase metade de todo o orçamento destinado às atrações musicais da festa neste ano, que soma R$ 3,3 milhões.

O montante reservado para os shows em 2026 representa um aumento de 61% em relação à edição de 2025, quando a prefeitura gastou R$ 2 milhões com apresentações musicais.

A Fenacafé está marcada para acontecer entre 6 e 9 de maio de 2026, e todas as contratações foram realizadas por inexigibilidade de licitação, conforme consta nas publicações do Diário Oficial do Município de Patrocínio (DOMM) desta segunda-feira (12).

O cachê do chamado “embaixador” chama atenção também pela evolução: mais que dobrou em relação à última apresentação do artista no aniversário da cidade, em maio de 2022, quando recebeu R$ 600 mil.

Na prática, o valor pago a Gusttavo Lima equivale quase à soma dos cachês das outras três atrações contratadas para a edição de 2026. Além do sertanejo, a programação musical inclui outros três artistas, além de etapas do rodeio internacional PBR. Os valores pagos são:

  • Nattan – R$ 700 mil

  • Murilo Huff – R$ 600 mil

  • João Bosco & Vinícius – R$ 400 mil

No ano passado, a Prefeitura de Patrocínio empenhou R$ 2 milhões para contratar cinco atrações. O maior cachê foi o de Ana Castela, no valor de R$ 720 mil, seguido por:

  • Hugo & Guilherme – R$ 554 mil

  • Israel & Rodolffo – R$ 350 mil

  • Guilherme & Santiago – R$ 200 mil

  • Luciano Camargo – R$ 180 mil

Os números levantam questionamentos sobre prioridades orçamentárias, critérios de gasto com recursos públicos e a crescente concentração de valores em um único artista, especialmente em um cenário de demandas sociais permanentes nos municípios do interior.

Fontes: Mais1Online: https://mais1online.com.br/prefeitura-publica-extrato-do-contrato-do-show-de-gusttavo-lima-na-fenacafe-2026/

Instagram (documentos): https://www.instagram.com/p/DTcuFbGDXsI/?igsh=YWFya2hsOHgxNzd3

Doação de R$ 2 milhões e silêncio: o que Tarcísio precisa explicar sobre o escândalo do Banco Master

 


É fundamental que o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), venha a público esclarecer, de forma objetiva e transparente, qual é a sua relação com Fabiano Zettel (cunhado de Daniel Vorcaro), preso ontem (14) no escândalo envolvendo o Banco Master. Zettel foi o principal doador pessoa física da campanha de 2022 do atual governador de São Paulo, tendo realizado a maior doação individual, no valor de R$ 2 milhões.

Diante da gravidade dos fatos, do envolvimento de figuras centrais em um esquema financeiro sob investigação e das pretensões eleitorais de Tarcísio — seja à reeleição em São Paulo, seja a uma eventual candidatura à Presidência da República —, o silêncio não é uma opção. Transparência não é favor: é dever.

quarta-feira, 14 de janeiro de 2026

Emenda Pix: 300 casas prometidas, só 1 construída

Reportagem do Estadão expôs mais um escândalo das chamadas emendas Pix: R$ 13 milhões foram destinados à construção de 300 casas populares em Iracema (RR), mas, mais de um ano depois, apenas uma casa foi construída — e está vazia. O terreno onde deveriam estar as outras 299 moradias permanece tomado pelo mato, sem qualquer fundação. O projeto virou propaganda política; a execução, abandono.

Os recursos partiram do então deputado Jhonatan de Jesus, hoje ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), e de seu pai, o senador Mecias de Jesus (Republicanos). O caso é ainda mais grave porque Jhonatan atualmente atua como relator de processos relevantes no TCU, órgão responsável por fiscalizar as contas públicas. Enquanto o ministro nega irregularidades e a prefeitura alega ter gasto os valores em “projetos técnicos”, famílias seguem sem moradia e o dinheiro público segue sem explicação clara — um retrato da falta de transparência, rastreabilidade e controle das emendas Pix.

Fonte da postagem e da imagem: Estadão.

A CASA DE R$ 13 MILHÕES


Aqui está ela.

Única. Solitária. Abandonada.

Segundo a promessa oficial, este imóvel faria parte de um conjunto de 300 casas populares.
Segundo a realidade, ele representa R$ 13 milhões em emenda parlamentar do então deputado Jhonatan de Jesus — hoje ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), justamente um dos responsáveis por fiscalizar as contas públicas.

Nenhum morador.
Nenhum bairro.
Nenhuma fundação ao redor.

Só uma casa…
e 299 promessas invisíveis, engolidas pelo mato e pelo silêncio institucional.

O dinheiro público virou propaganda política, “projeto técnico” e abandono físico.
Não é política habitacional.
É um monumento ao descaso e à falta de transparência.

Onde está o restante do dinheiro?
Quem fiscalizou a execução dessas emendas?
Quem foi responsabilizado?
E, diante desse histórico, como é que o deputado foi indicado, teve seu nome aprovado e foi nomeado ministro do TCU?

🏚️ Uma casa construída.
💸 Treze milhões transferidos.
🔍 E um silêncio que grita.

terça-feira, 13 de janeiro de 2026

Denúncia sobre concurso público em Araguari completa mais de um ano sem resposta do MPMG

 


Em 1º de outubro de 2024, protocolamos denúncia no Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) apontando possíveis ilegalidades e inconstitucionalidades no concurso público do Município de Araguari, regido pelo Edital nº 01/2023, realizado em parceria com o Instituto Brasileiro de Gestão e Pesquisa (IBGP).

Um resumo da denúncia foi publicado à época (leia aqui), garantindo transparência e controle social. Passado mais de um ano, o procedimento segue em tramitação no MPMG sem conclusão conhecida, o que causa preocupação quanto à demora na apuração de fatos relevantes.

O concurso previa inicialmente três vagas para o cargo de Médico Regulador. Após a realização das provas, a Lei Municipal nº 6.830/2023 criou mais nove cargos, totalizando doze vagas, o que permitiu a convocação da 12ª colocada, Ana Carolina Naves Fernandes, esposa do prefeito Major Renato Carvalho Fernandes.

Dados do Portal da Transparência reforçam os questionamentos. Atualmente, a Prefeitura conta com 7 médicos reguladores em atividade, número inferior às vagas criadas por lei. Ainda segundo a base oficial, em dezembro de 2025, a servidora recebeu remuneração bruta mensal de R$ 13.881,80, excluídos 13º salário e vale-alimentação.

A denúncia sustenta possível violação aos princípios da legalidade, moralidade e impessoalidade (art. 37 da CF), além de indícios de improbidade administrativa e abuso do poder legislativo e administrativo. O caso tramita sob a Notícia de Fato nº 02.16.0035.0128734/2024-20.

Cabe à sociedade acompanhar, cobrar e exigir respostas. O prolongamento injustificado da apuração fragiliza a confiança nas instituições de controle. O Observatório de Araguari seguirá monitorando o caso, reafirmando que fiscalização é dever cívico e que transparência não é ataque — é democracia.

sexta-feira, 9 de janeiro de 2026

Vila dos Esportes: da propaganda oficial ao abandono do patrimônio público


Em novembro de 2022, a Prefeitura de Araguari anunciou com entusiasmo a inauguração da chamada Vila dos Esportes, apresentada como um moderno complexo esportivo integrado à Praça Professora Latifa Cafrune. Segundo o discurso oficial, tratava-se de uma obra emblemática, com investimento de R$ 1,2 milhão de recursos públicos, destinada a promover lazer, esporte, convivência comunitária e inclusão social.Três anos depois, as imagens atuais escancaram uma realidade bem diferente — e profundamente preocupante.
O que se vê hoje é um espaço visivelmente abandonado: portões quebrados e improvisados, telas rasgadas, portas arrancadas ou danificadas, instalações elétricas expostas, bebedouros inutilizados, equipamentos depredados, sinais claros de vandalismo, falta de limpeza, ausência de manutenção básica e nenhum indício de funcionamento regular. A sensação é de descaso absoluto com um equipamento público que custou caro ao contribuinte.
Não há qualquer sinal de vigilância, de controle de acesso ou de presença permanente do poder público. Um espaço que deveria ser de convivência segura para crianças, adolescentes e famílias se transformou em área vulnerável, sujeita à deterioração acelerada e ao uso indevido.
Mais grave ainda é a ausência de projetos esportivos, sociais ou culturais no local. Não há escolinhas, oficinas, campeonatos, atividades orientadas ou programação contínua. A Vila dos Esportes existe apenas no discurso institucional — na prática, está entregue à própria sorte.
A Vila dos Esportes de Araguari tornou-se um símbolo do que não pode ser normalizado: obras inauguradas com pompa, usadas como vitrine política e, depois, abandonadas. O Observatório de Araguari cobra respostas, providências e, sobretudo, respeito ao dinheiro público e à população, que deveria ser a verdadeira beneficiária dessas políticas.
Sem zelo, sem fiscalização e sem compromisso, políticas públicas deixam de ser concretizada. Resta apenas desperdício.


quinta-feira, 8 de janeiro de 2026

⚠️ Quando a polícia vira instrumento do autoritarismo, qualquer um vira alvo

 


O autoritarismo não nasce só no topo do poder.
Durante a ditadura, Pedro Aleixo deixou um alerta que atravessa o tempo:
“Das mãos honradas do presidente eu não tenho medo. Meu medo é o guarda da esquina.”

Quando o poder perde limites, ele desce a hierarquia, contamina instituições e transforma forças policiais em instrumentos de medo.

Costuma atingir primeiro negros, imigrantes e pobres. Mas não escolhe vítimas.
O caso de Renee Nicole Good, norte-americana, branca, 37 anos, mãe de três filhos, morta em uma ação da Polícia de Imigração dos EUA (ICE), escancara isso.

Sem controle democrático, qualquer pessoa pode ser o próximo alvo.


quarta-feira, 7 de janeiro de 2026

🚨 R$ 1,3 TRILHÃO SEM TRANSPARÊNCIA? O alerta é grave no Novo PAC

 


A Transparência Internacional – Brasil acaba de alertar que, apesar do Novo PAC prever R$1,3 trilhão em investimentos até o fim de 2026, somente uma pequena fração desses recursos possui dados públicos detalhadosaproximadamente 5,67% (R$79,5 bilhões) com informações acessíveis além da simples identificação das obras. (Transparência Internacional - Brasil)

➡️ Do total de 23.059 obras cadastradas, apenas cerca de 35,98% têm algum detalhamento disponível em portais públicos. 

📉 A ONG avaliou 99 indicadores de transparência em nove módulos ao longo do ciclo dos investimentos: seis desses módulos não apresentaram qualquer informação disponível, incluindo dados sobre planejamento, licitações, riscos e impactos socioambientais

⚠️ Riscos à vista: segundo a Transparência Internacional, essa escassez de dados facilita fraudes, corrupção, má gestão e dificulta o controle social dos recursos públicos — especialmente em obras de grande impacto, como usinas, infraestrutura energética e projetos com efeitos ambientais significativos. 

🔎 A crítica reforça que a baixa transparência também dificulta o monitoramento dos impactos sociais e ambientais, assim como a avaliação do uso e destino dos bilhões investidos em nossas cidades e regiões. 

📌 Conclusão: Uma política pública tão relevante como o PAC precisa de transparência total, com dados abertos, integrados e atualizados — não apenas para prevenir irregularidades, mas para fortalecer o controle social e a participação cidadã.

#ObservatórioDeAraguari #NovoPAC #Transparência #ControleSocial #IntegridadePública


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