Os números oficiais da própria Prefeitura, relativos aos 4 últimos meses de 2025, escancaram uma realidade difícil de esconder: Araguari não prioriza a saúde básica da população.
R$ 324,6 milhões empenhados, ou seja, quase 70% de todo o dinheiro da saúde estão concentrados na assistência hospitalar, enquanto a atenção básica — porta de entrada do SUS — recebe apenas R$ 77,7 milhões (16,10%).
Traduzindo: o município prefere gastar com o paciente já doente no hospital do que investir para evitar que ele adoeça.
Isso não é acaso. É escolha.
E essa escolha tem consequência direta:
👉 postos de saúde fragilizados
👉 prevenção negligenciada
👉 sistema sobrecarregado e mais caro
Enquanto isso, a máquina administrativa consome 9,72% dos recursos, superando áreas estratégicas como vigilância epidemiológica e sanitária. Ou seja: gasta-se mais com estrutura burocrática do que com prevenção de doenças.
O resultado desse modelo é conhecido — e sentido pela população todos os dias: dificuldade de acesso, demora, ausência de atendimento básico e um sistema que só funciona quando o problema já virou urgência.
⚠️ Não falta dinheiro. Falta prioridade.
E, em Araguari, a prioridade está clara —
não é a prevenção, não é a base, não é o cidadão.
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