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terça-feira, 24 de fevereiro de 2026

🚨 TCE-MG aponta violação à Constituição na gestão de pessoal da Câmara de Araguari🚨

 

Manifestação técnica aponta desproporção entre efetivos e comissionados e possível afronta ao princípio do concurso público.

O processo que apura possíveis irregularidades na gestão de pessoal da Câmara Municipal de Araguari avançou para uma nova fase no Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais (TCE/MG).

🔎 O NÚMERO QUE CHOCA

Segundo dados oficiais do Portal da Transparência da Câmara de Vereadores de Araguari, apurados em novembro de 2025, a Câmara de Araguari mantém 31 servidores efetivos contra absurdos 109 servidores comissionados. Ao examinar essa situação, a Unidade Técnica do TCE/MG foi categórica: essa desproporção viola o princípio da proporcionalidade e a regra do concurso público (art. 37, II, da Constituição)

Após a análise das justificativas apresentadas pela Presidência do Legislativo aos questionamentos da Associação do Direito e da Cidadania de Araguari (ADICA), a Unidade Técnica do TCE/MG concluiu que a atual estrutura de pessoal da Câmara — marcada pela expressiva desproporção entre servidores efetivos e comissionados — afronta o princípio do concurso público e compromete a legalidade da gestão administrativa, em possível violação ao art. 37, II, da Constituição Federal.

📌 Em manifestação técnica juntada aos autos, os auditores foram categóricos ao afirmar que “a estrutura atual fere a Constituição, desvirtua o concurso público e compromete a legalidade da gestão de pessoal”.

⚖️ Diante desse entendimento, o processo passa agora a tramitar no âmbito do Ministério Público de Contas indo depois ao Relator. Ao final, poderão ser adotadas medidas voltadas à responsabilização dos gestores e à eventual determinação de correções estruturais na política de pessoal do Legislativo.

💬 Pitaco do Blog

A denúncia formulada por meio da ADICA levanta questionamentos muito contundentes sobre o possível uso indevido de cargos comissionados no Legislativo local (veja no final do post) Em bom português: o que está em jogo não é apenas a quantidade de nomeações, mas a própria finalidade desses cargos.

Vale lembrar que, na Administração Pública, a regra é o concurso público. Cargos comissionados são exceção — e só podem existir para funções de direção, chefia ou assessoramento. Quando essa lógica é invertida, abre-se espaço para aparelhamento político, fragilização institucional e uso da máquina pública fora dos limites constitucionais.

Agora, a pergunta que ecoa em Araguari é simples e incômoda:

👉 quem responde por esse desmonte do concurso público e por essa máquina inchada de comissionados na Câmara de Vereadores?

🔎 SAIBA MAIS.

Na peça que deu origem à investigação, a ADICA apontou os diversos indícios de irregularidades abaixo, sinalizando a existência de um modelo de poder sustentado por cargos comissionados em excesso, com indícios de aparelhamento políticodesvio de finalidade e uso do dinheiro público como moeda eleitoral.

  • Falta de comprovação de que cargos comissionados exercem exclusivamente funções de direção, chefia ou assessoramento, como manda o art. 37, V, da Constituição;

  • Descumprimento ou esvaziamento do Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) firmado com o Ministério Público de Minas Gerais, além da existência de ação judicial em curso na 3ª Vara Cível de Araguari;

  • Criação de cargos comissionados sem estudos técnicos, sem critério de necessidade e sem respeito à proporcionalidade;

  • Servidores “fantasmas funcionais”, formalmente lotados em setores administrativos, mas atuando de fato em gabinetes parlamentares;

  • Caso emblemático da servidora Telma Maria Borges do Prado, que atuava no gabinete do vereador Sebastião Joaquim Vieira, embora não constasse oficialmente como servidora vinculada ao gabinete, levantando forte suspeita de irregularidade administrativa;

  • Cessão contínua de servidores da Prefeitura para a Câmara, mesmo após concurso público realizado em 2018 — prática que pode burlar o TAC e o princípio do concurso;

  • Fragilidade — ou omissão — do controle interno da Câmara, que deveria fiscalizar nomeações, cessões e possíveis desvios de função;

  • Ausência de planejamento para corrigir a distorção entre efetivos e comissionados;

  • E, no ponto mais grave, suspeitas explícitas de desvio de função, “rachadinha”, uso político de cargos comissionados, compra de votos, distribuição indevida de benefícios e utilização de servidores públicos para propaganda política de vereadores.


Quando o interesse público deixa de ser prioridade

 



No cenário atual, cresce a percepção de que determinadas políticas públicas municipais não são formuladas a partir de estudos técnicos ou das reais necessidades da população, mas sim da influência exercida por grupos empresariais com forte proximidade junto ao Poder Executivo.

Em vez de planejamento estratégico e transparência, o que se observa é a prevalência de decisões que parecem atender a interesses privados em prejuízo do interesse coletivo.

Na prática, o roteiro costuma seguir alternativas bastante convenientes para determinados grupos:

📌 No trânsito

  • ❓ Criar um quadro próprio de agentes concursados, com controle público e estabilidade institucional
    ou

  • 💰 Contratar empresas privadas para instalação e operação de radares e câmeras, com contratos milionários e pouca transparência?

💧 No fornecimento de água

  • ❓ Manter o serviço público, sem fins lucrativos, com reinvestimento local
    ou

  • 💰 Privatizar esse serviço essencial, transformando um direito básico em fonte de lucro?

🏥 Na saúde

  • ❓ Distribuir os recursos de forma equilibrada, fortalecendo diversas instituições
    ou

  • 💰 Concentrar a maior parte do orçamento em uma única empresa, sufocando a concorrência e reduzindo a pluralidade de atendimento?

🎤 Na cultura e eventos

  • ❓ Investir prioritariamente em serviços públicos essenciais
    ou

  • 💰 Bancar shows artísticos com valores questionáveis e contratos inflados, enquanto áreas básicas enfrentam carências?

🧹 Na limpeza urbana

  • ❓ Manter estrutura própria, com servidores públicos e controle direto
    ou

  • 💰 Terceirizar o serviço reduzir a fiscalização, ampliando custos para o contribuinte e lucros para o setor privado?

🏢 Na estrutura administrativa

  • ❓ Utilizar prédios públicos já existentes que hoje estão abandonados
    ou

  • 💰 Alugar imóveis pertencentes a empresários com vínculos políticos com o prefeito, gerando despesas permanentes ao erário?


O debate que se impõe não é ideológico. É moral e administrativo. Quando decisões estratégicas passam a refletir interesses restritos de empresários bem posicionados no poder, a população paga a conta: seja em tarifas mais altas, serviços precarizados ou recursos desviados de áreas prioritárias. É a denominada corrupção de prioridades.

O verdadeiro desafio para qualquer município é romper com práticas que confundem gestão pública com balcão de negócios. Transparência, controle social e critérios técnicos precisam voltar ao centro das decisões.

Porque política pública não deve ser instrumento de conveniência e enriquecimento ilícito de políticos e empresários — deve ser compromisso com toda a coletividade.

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2026

Prefeitura está gastando demais com cargos de confiança? Requerimento cobra explicações

 

Requerimento busca esclarecer se despesas estão dentro do que permite a Lei de Responsabilidade Fiscal.

O Requerimento nº 135/2026, de autoria da vereadora Isabel Cristina Pimenta Pires, aprovado pela Câmara Municipal em 20 de janeiro de 2026, solicita à Prefeitura informações sobre os gastos com cargos de confiança. O objetivo é saber quanto o Município está gastando atualmente com esses cargos e se essas despesas estão dentro dos limites permitidos pela Lei de Responsabilidade Fiscal.

Embora não aponte nenhuma irregularidade, o pedido busca verificar se o dinheiro público está sendo utilizado corretamente, dentro da lei e com transparência. Esse tipo de informação é importante para que a população possa acompanhar como os recursos do Município estão sendo aplicados.


⚠️ Pitaco do Blog

É importante lembrar que, na Administração Pública, a regra é a contratação por meio de concurso público, garantindo amplo e igual acesso aos cargos públicos, como determina a Constituição Federal. Os cargos de confiança são exceção e devem ser utilizados apenas para funções de direção, chefia e assessoramento — e não como alternativa à contratação de servidores efetivos.

Após o envio das informações solicitadas, é fundamental que a autora dê ciência dos dados às entidades e cidadãos que exercem o controle social, além de adotar medidas de fiscalização no âmbito do Poder Legislativo e, caso sejam identificados problemas, encaminhar denúncia ao Ministério Público e ao Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais.

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026

Supersalários no serviço público chegam a R$ 3 milhões por ano, revela Folha




Pagamentos extras elevam remunerações a mais de R$ 260 mil mensais

Uma reportagem publicada pela Folha de S.Paulo nesta quinta-feira (19) revelou que servidores públicos brasileiros chegaram a receber até R$ 3,1 milhões em apenas um ano, considerando salários líquidos somados a verbas indenizatórias e outros benefícios. O valor equivale a uma média mensal superior a R$ 260 mil, muito acima do teto constitucional vigente no país, atualmente fixado em cerca de R$ 46 mil mensais — correspondente à remuneração dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).

De acordo com o levantamento, baseado em dados do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e em informações disponíveis em portais de transparência entre agosto de 2024 e julho de 2025, a promotora Maria de Nazaré Pires de Sousa Martins, do Ministério Público do Rio de Janeiro, lidera o ranking, com ganhos líquidos anuais de R$ 3,16 milhões no período analisado.

A reportagem destaca que tais valores incluem não apenas salários regulares, mas também verbas classificadas como indenizatórias — como compensações por férias não gozadas, licenças-prêmio convertidas em dinheiro, auxílios diversos e pagamentos retroativos — que, segundo entendimento institucional, não estão sujeitos ao teto constitucional.

Entre os dez maiores rendimentos identificados, oito pertencem a membros do Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJ-SC), todos já aposentados, o que evidencia o impacto de direitos eventuais e indenizações acumuladas ao longo da carreira sobre os contracheques finais. Em alguns casos, benefícios convertidos em pecúnia, como folgas e afastamentos não usufruídos, contribuíram significativamente para a elevação dos ganhos.

O Ministério Público do Rio de Janeiro afirmou que a remuneração de seus membros respeita rigorosamente o teto constitucional, mas reconheceu a ocorrência eventual de pagamentos de natureza indenizatória que escapam à limitação. O caso reacende o debate sobre a efetividade do teto remuneratório no serviço público e sobre os mecanismos que permitem sua flexibilização por meio de benefícios acessórios.

sexta-feira, 16 de janeiro de 2026

Dezembro dourado no Judiciário: supersalários, penduricalhos e a “Mega-Sena” togada


Os rendimentos pagos a magistrados em dezembro de 2025 expõem um escândalo que já virou rotina no Brasil: supersalários bancados pelo contribuinte, à margem do espírito republicano e muito acima da realidade do país.

📌 Uma desembargadora recebeu R$ 1.773.577,35 líquidos em apenas um mês. Um valor tão absurdo que lembra o prêmio principal da Mega-Sena — com a diferença de que, aqui, não houve sorteio. Houve folha de pagamento.

💸 O subsídio constitucional virou figurante. O protagonismo ficou com indenizações milionárias e “direitos eventuais” que driblam o teto constitucional, transformando exceção em regra e privilégio em sistema.

📊 Os números mostram que o problema é estrutural:

  • 10.844 magistrados receberam acima de R$ 100 mil líquidos no mês

  • Quase 800 embolsaram mais de R$ 200 mil líquidos

🚨 Enquanto isso, professores, profissionais da saúde e servidores da linha de frente enfrentam arrocho salarial, falta de recursos e cortes orçamentários. Dois Brasis convivendo: um submetido ao teto; outro, acima de qualquer limite ou pudor.

⚠️ Supersalários não são apenas um problema financeiro. São um problema moral, institucional e democrático. Eles corroem a confiança no Judiciário e reforçam a percepção de que há castas blindadas contra qualquer controle.

📣 Transparência não basta. É preciso fechar brechas, impor limites reais e resgatar o mínimo de vergonha institucional.

🎄 Para alguns, dezembro é mês de Natal. Para outros, é Natal + Ano Novo + Mega-Sena, tudo pago pelo cidadão.

Fonte dos dados: Ricardo Berezin @RicardoBerezin, Bacharelado em Jornalismo (Cásper Líbero) e Filosofia (USP). Mestre em Administração (UFRJ).

quinta-feira, 15 de janeiro de 2026

Fenacafé 2026: artista leva quase tudo, produção fica com migalhas



Na manhã da segunda-feira (12/01), a Prefeitura de Patrocínio publicou no DOMM o extrato do contrato firmado com a empresa Balada Eventos e Produções, responsável pelos shows de Gusttavo Lima em todo o Brasil.

De acordo com a planilha contratual, o valor global é de R$ 1.600.000,00, distribuído em diferentes percentuais. A maior fatia — 62,67% do total — é destinada diretamente ao artista, o que representa mais de R$ 1 milhão a título de pró-labore.

Os demais profissionais envolvidos na produção, com exceção do proponente, recebem apenas 4,5% do montante, o equivalente a R$ 72 mil.
O valor restante cobre despesas como hospedagem, alimentação, logística, impostos e outros tributos.

Fontes: Mais1Online: https://mais1online.com.br/prefeitura-publica-extrato-do-contrato-do-show-de-gusttavo-lima-na-fenacafe-2026/

Instagram (documentos): https://www.instagram.com/p/DTcuFbGDXsI/?igsh=YWFya2hsOHgxNzd3

Observatório de Araguari: https://observatoriodearaguari.blogspot.com/2026/01/show-milionario-patrocinio-paga-r-16.html

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