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segunda-feira, 6 de abril de 2026

💰⚠️ R$ 276 mil por ano: a “nova sede” que nunca será do município

 


🏥 "Inauguração" com aluguel: nova Farmácia Municipal não é patrimônio público

A Prefeitura de Araguari divulgou, com destaque, a inauguração da “nova sede” da Farmácia Municipal Dr. Darli Jeová do Amaral, realizada em 6 de abril de 2026, conforme convite oficial.

Mas há um detalhe importante que não aparece no material de divulgação: o imóvel não é público.

Trata-se de um prédio alugado, por meio do Contrato Administrativo nº 199/2025, firmado por inexigibilidade de licitação, com a empresa N&S Negócios Imobiliários LTDA, no valor de R$ 276 mil por ano — o que equivale a cerca de R$ 23 mil mensais.

📊 A conta não fecha

O contrato anterior da Farmácia Municipal previa aluguel de R$ 10.516,28 por mês.

Agora, o novo contrato mais que dobra o valor.

E mais: até 11 de maio de 2026, o município seguirá pagando dois aluguéis simultaneamente — o antigo e o novo.

Ou seja: inaugura-se hoje um prédio que já vinha sendo pago desde setembro de 2025.

🏗️ E o patrimônio público?

Diferentemente do que a palavra “inauguração” sugere, não há criação de patrimônio público.

O imóvel continuará sendo privado.

Não será legado para futuras administrações.

O município seguirá dependente de aluguel — com possibilidade de prorrogação indefinida.

E fica uma pergunta essencial:
👉 As adaptações feitas no prédio foram custeadas pelo município ou pelo proprietário?
Não há transparência sobre isso.

💬 PITACO DO OBSERVATÓRIO

Inaugurar prédio alugado não é avanço.

É aparência.

Gestão séria constrói patrimônio.

Planeja o futuro.

Entrega legado.

O resto é só cerimônia — com aluguel garantido.

segunda-feira, 30 de março de 2026

🚨 Radares de um lado, fim da Zona Azul do outro: alguém está planejando Araguari?



Em fevereiro, a Prefeitura defendeu radares e câmeras como instrumentos de organização e segurança no trânsito. Um discurso alegadamente técnico, alinhado ao que já existe em cidades como Uberlândia e municípios do interior de Goiás. Até aí, parece coerente.

Mas pouco mais de um mês depois, surge o anúncio do fim da Zona Azul. Sem debate público amplo. Sem estudo de impacto divulgado. Sem explicação clara de como ficará a rotatividade de vagas no centro.

E há um ponto que não pode ser ignorado: se houve, de fato, estudos técnicos para a implantação de novos radares e câmeras, é razoável supor que esses estudos consideraram a existência da Zona Azul no centro da cidade. Ou não? Porque, se consideraram, a mudança repentina revela falta de planejamento. Se não consideraram, o problema é ainda mais grave.

Fica a sensação de que as decisões não conversam entre si. De um lado, mais fiscalização. De outro, o abandono de um instrumento básico de organização urbana. Planejamento exige integração, previsibilidade e transparência — não respostas pontuais à pressão política ou a interesses imediatos.

No fim, a pergunta é simples: qual é o projeto de mobilidade para Araguari? Porque, do jeito que está, parece mais um conjunto de medidas soltas do que uma política pública consistente.

sexta-feira, 20 de março de 2026

⚠️ Muito hospital, pouca prevenção: para onde está indo o dinheiro da saúde?



Os dados do 3º quadrimestre de 2025 mostram um cenário claro:
69,16% dos gastos foram para hospitais, enquanto apenas 16,10% ficaram na atenção básica.

É verdade que Araguari atende toda a região em serviços de média e alta complexidade — e isso explica parte desses números.
Mas não explica tudo.

Os próprios dados indicam que os repasses de outros municípios são pequenos e não justificam esse desequilíbrio.

👉 O que fica é a dúvida:
estamos investindo mais em tratar do que em prevenir?

📊 O cenário exige transparência e investigação:

  • Quem está sendo atendido?

  • Quanto custa cada atendimento?

  • Quais metas estão sendo cumpridas?

  • E por que a atenção básica segue em segundo plano?

⚠️ Não é só sobre gastar. É sobre prioridade, eficiência e resultado.

#ObservatórioDeAraguari #SaúdePública #Transparência #SUS

quinta-feira, 19 de março de 2026

🚨 Patrimônio público abandonado?


O imóvel onde já funcionou a Secretaria de Obras apresenta sinais visíveis de deterioração. Estrutura desgastada, queda ou retirada do telhado, aparência de abandono e ausência de manutenção levantam um questionamento inevitável: por que um bem público chega a esse ponto?

Trata-se de um imóvel público que já abrigou a Secretaria de Obras — justamente a área responsável pela conservação urbana.

Mais do que a imagem negativa, a situação suscita dúvidas legítimas. Qual tem sido a política de conservação do patrimônio municipal? Há planejamento para utilização adequada desses imóveis?

Outro ponto que chama atenção é a aparente preferência por locações de imóveis privados, enquanto estruturas públicas existentes seguem subutilizadas ou degradadas. Trata-se de uma escolha técnica, administrativa ou há outros fatores que influenciam essas decisões?

A população tem o direito de compreender quais critérios orientam esses gastos e se há racionalidade econômica na opção por aluguéis em detrimento do uso de bens próprios.

⚠️ Cuidar do patrimônio público é obrigação, não opção.

O espaço está aberto para manifestação da Prefeitura, inclusive por meio do WhatsApp disponível neste site.


terça-feira, 17 de março de 2026

💰 R$ 324 milhões para hospitais… e hospitais fechando: onde está o problema?

 


Nos quatro últimos meses de 2025, os números oficiais dos gastos com a Saúde mostram:

💰 R$ 324,6 milhões empenhados na assistência hospitalar (69,16%)
💰 R$ 77,7 milhões na atenção básica (16,10%)

Ou seja: o município investe muito mais em hospitais do que na prevenção e nas UBS.

Mas o cenário real levanta um alerta ainda maior.

Mesmo com o aumento dos gastos na Saúde:

❌ O Hospital São Sebastião fechou as portas
❌ O Hospital Santo Antônio está caminhando para encerrar suas atividades após anos de crise

Hoje, restam praticamente dois hospitais privados recebendo recursos do SUS em Araguari:

🏥 Hospital Universitário Sagrada Família
🏥 Santa Casa de Misericórdia

Isso leva a perguntas inevitáveis:

Como os gastos aumentam, mas hospitais desaparecem?
Para onde está indo esse dinheiro?
Há concentração de recursos em poucos prestadores?

⚠️ O problema não é falta de dinheiro. É a forma como ele está sendo distribuído.

#ObservatórioDeAraguari #SaúdePública #Transparência #SUS

🚨 Saúde em Araguari: prioridade invertida e conta para o cidadão

 


Os números oficiais da própria Prefeitura, relativos aos 4 últimos meses de 2025, escancaram uma realidade difícil de esconder: Araguari não prioriza a saúde básica da população.

R$ 324,6 milhões empenhados, ou seja, quase 70% de todo o dinheiro da saúde estão concentrados na assistência hospitalar, enquanto a atenção básica — porta de entrada do SUS — recebe apenas R$ 77,7 milhões (16,10%).

Traduzindo: o município prefere gastar com o paciente já doente no hospital do que investir para evitar que ele adoeça.

Isso não é acaso. É escolha.

E essa escolha tem consequência direta:
👉 postos de saúde fragilizados
👉 prevenção negligenciada
👉 sistema sobrecarregado e mais caro

Enquanto isso, a máquina administrativa consome 9,72% dos recursos, superando áreas estratégicas como vigilância epidemiológica e sanitária. Ou seja: gasta-se mais com estrutura burocrática do que com prevenção de doenças.

O resultado desse modelo é conhecido — e sentido pela população todos os dias: dificuldade de acesso, demora, ausência de atendimento básico e um sistema que só funciona quando o problema já virou urgência.


⚠️ Não falta dinheiro. Falta prioridade.

E, em Araguari, a prioridade está clara —
não é a prevenção, não é a base, não é o cidadão.

quinta-feira, 12 de março de 2026

Indústria da Multa: Educação Zero, Caixa Cheio

 

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O trânsito se sustenta em três pilares: educação, sinalização e fiscalização. Quando um deles falha, todo o sistema se desequilibra.

Em Araguari, infelizmente, parece existir apenas um pilar: a fiscalização — e ainda assim voltada quase exclusivamente para multar. Não se vê investimento consistente em educação para o trânsito. Basta observar algo básico: faixas de pedestres são frequentemente ignoradas pelos motoristas, sinal claro de que falta orientação, campanhas e presença educativa do poder público.

O município também não possui uma estrutura moderna e transparente de gestão do trânsito. Não há um órgão técnico robusto, com engenheiros de tráfego, analistas e fiscais concursados, nem equipamentos e planejamento voltados para atuar de forma integrada nesse tripé essencial.

Enquanto isso, a contratação de empresas para instalar e operar radares e câmeras permanece envolta em nebulosidade. A Prefeitura nunca informou com clareza quantos equipamentos existem na cidade, nem quanto é pago à empresa contratada. Sem transparência, o cidadão sequer consegue comparar o custo desses equipamentos em Araguari com o de outras cidades.

O mais preocupante é ver certos veículos de imprensa chapa-branca comemorando o alto número de multas aplicadas, como se isso fosse sinal de sucesso da política de trânsito.

Multar muito não significa organizar o trânsito. Significa apenas que o sistema falhou antes — na educação, na gestão e na transparência.


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