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terça-feira, 20 de novembro de 2012
E o governo de transição?
O governo Marcos Coelho passou quatro anos escondendo informações públicas da população. Agora, no apagar das luzes, a "cereja do bolo". Ao que tudo indica, Marcos Coelho e seus competentes assessores resolveram dificultar os trabalhos do "governo de transição". Até hoje, não foi publicado o decreto instituindo essa comissão. A pergunta que não quer calar: o que Marcão está tentando, mais uma vez, esconder da sociedade?
sexta-feira, 16 de novembro de 2012
Há quatro meses sem repasse da prefeitura, Emater paralisa atendimento em Araguari
Escritório poderá ser fechado caso o pagamento não seja negociado até o fim do mês
TALITA GONÇALVES, Araguari - Nos últimos dias, o escritório da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais – Emater/MG em Araguari interrompeu o atendimento. Há quatro meses sem receber o repasse da prefeitura, a unidade pode fechar no final do mês caso o pagamento não seja realizado. A informação é do gerente da unidade regional de Uberlândia, Milton Flávio Nunes.
Após autorização da Câmara Municipal, no primeiro semestre a prefeitura renovou o convênio com a Emater/MG por mais cinco anos. Foi estabelecido o repasse à Emater no total de R$ 459.968,40, pagando mensalmente R$ 7.666,14. O documento prevê ainda que a prefeitura deveria ceder em regime de comodato (empréstimo gratuito) os bens necessários para o funcionamento da unidade em Araguari e ainda designar um servente durante os cinco anos. Conforme Milton Nunes, a interrupção das atividades é prevista no convênio caso não haja o pagamento. A diminuição no repasse do FPM- Fundo de Participação dos Municípios refletiu na dificuldade da prefeitura para arcar com o compromisso, de acordo com o secretário de Fazenda, Joaquim Militão “A prefeitura pretende pagar, mas ainda não encontramos uma solução para isso. A queda do FPM nesse segundo semestre foi acima do previsto. O município contribui, auxilia, mas a responsabilidade principal é do Estado,” disse. Assistência técnica em geral, consultoria e assessoria para obtenção de financiamentos bancários de programas oficiais são algumas das principais funções da Emater, cujas ações refletem principalmente em melhorias para produtores de agricultura familiar. Presidente do Sindicato dos Produtores Rurais, Túlio Rodrigues da Cunha afirmou que os pequenos produtores serão prejudicados sem o serviço. “Principalmente devido aos projetos de financiamento,” disse. Caso o pagamento não seja efetuado ou negociado até o final do mês, o escritório da Emater em Araguari poderá ser fechado. Ele está localizado na rua Wenceslau Braz nº 242, no centro da cidade. Para mais informações, o telefone é 3242-3218.
Transcrito do Gazeta do Triângulo, 15/11/2012.
Pitaco do Blog
Resumindo a notícia numa expressão: DESORGANIZAÇÃO ORÇAMENTÁRIA E FINANCEIRA.
A atividade pública não pode parar por falta de recursos financeiros. Existe um tal "princípio da continuidade dos serviços públicos". Se parar, é porque algo está errado.
Era previsível a redução dos recursos do Fundo de Participação dos Municípios? Claro que sim! Há tempos o governo federal vem prorrogando o acordo que reduziu impostos sobre a produção de alguns bens. Isso, obviamente, iria se refletir na receita dos municípios. Caberia ao administrador municipal agir com a cautela exigível, reduzindo gastos ou remanejando recursos.
Pelo que se comenta na cidade, outros setores da Administração Pública estão sendo prejudicados pelas medidas adotadas no fim do mandato. Consta, por exemplo, que os anestesistas estão sem receber o complemento de honorários previsto em lei municipal. Repito: a causa da falta de recursos é, em regra, a DESORGANIZAÇÃO ORÇAMENTÁRIA E FINANCEIRA. Tomara que a população não seja penalizada, mais do já foi, pela falta de planejamento no governo Marcos Coelho.
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Quer ser bom prefeito? É só não roubar
Eduardo Gaevski, prefeito da modesta cidade de Realeza-PR, tem muito a nos ensinar sobre a forma correta de administrar um município. É uma lição que deveria ter sido aprendida pelo atual prefeito de Araguari, Marcos Coelho, e que, espera-se, seja conhecida e colocada em prática pelo prefeito eleito, Raul Belém. Leiam até o fim a reportagem. Vale a pena.
'Quer ser bom prefeito? É só não roubar’
14/11/2012
Gestor de Realeza virou referência de boa administração com gestos simples de transparência, como deixar o próprio celular para reclamações nos postos de saúde.
Em 2008, o prefeito de Realeza, cidade de 16 mil habitantes no Sudoeste do Paraná, foi questionado pela Justiça sobre a cor de uns ônibus enormes que começavam a circular pela cidade. Eduardo Gaevski é do PT e os veículos têm o mesmo vermelho do partido. A polêmica foi parar na Justiça e só acabou quando ele conseguiu explicar a origem dos dois biarticulados e dois articulados utilizados no transporte escolar. Eles haviam sido cedidos sem custo pelo então prefeito de Curitiba, Beto Richa, e apenas mantinham as mesmas cores de quando rodavam na capital.
Ainda assim, permanece a dúvida: como um prefeito de uma cidadezinha arranjou os ônibus, negociando com um político de um partido oposto ao seu? Essa é uma das peripécias administrativas de Gaevski, cuja gestão é citada como exemplo de boas práticas por uma das maiores entidades sociais de combate à corrupção no Brasil, a Amarribo, representante no país da Transparência Internacional. Na semana passada, ele participou como convidado da 15.ª Conferência Internacional Anticorrupção, em Brasília.
Gaevski é curto e grosso ao falar sobre o que diferencia as gestões municipais. "Quer ser bom prefeito? É só não roubar." Outra ousadia, principalmente sob o ponto de vista do sistema político brasileiro: não comprometer nenhum cargo com indicação partidária ou pessoal. "Não dá para colocar parente, nem gente que depois você não possa demitir."
Por outro lado, o prefeito conta que chegou ao poder, em 2004, sem ter plano de governo. Pautou toda a administração na transparência – as contas da prefeitura estão expostas em um painel numa praça da cidade. E em ouvir a população. "As pessoas queriam, em primeiro lugar, melhorar a saúde. Depois, que se criasse condições de estudo e emprego para que os jovens não saíssem da cidade."
A primeira tarefa não foi fácil. Para entender o tamanho da confusão na saúde de Realeza, passou os três primeiros meses de gestão entregando senhas de consultas durante a madrugada. Descobriu que os médicos não cumpriam os horários e que havia desvios na entrega de medicamentos. À medida que o dinheiro parou de escoar pelo ralo da corrupção, a prefeitura conseguiu ampliar o quadro de médicos, dentistas, enfermeiros e farmacêuticos. Gaevski hoje se compromete pessoalmente com o atendimento. Nas paredes dos postos de saúde há cartazes com o celular dele, para reclamações.
"Pode até parecer estranho, mas funciona tudo exatamente desse jeito", confirma o presidente da Amarribo, Leo Torresan, que foi à cidade para ver e conferir tudo e, depois, incluir o caso na quinta edição do livro O Combate à Corrupção nas Prefeituras do Brasil – espécie de cartilha administrativa para os municípios.
Apesar dos feitos na saúde, Gaevski diz que seu orgulho é a educação. Em 2009, ele conseguiu atrair para a cidade um câmpus da Universidade Federal da Fronteira Sul.
Mas a principal transformação está no ensino fundamental. O material de estudo até a 5.ª série é o mesmo das escolas do Positivo, uma das redes privadas mais tradicionais do país. O ensino integral é prioridade, principalmente na zona rural. Mas tudo começa pelo incentivo à leitura, com os "baús do conhecimento", trenzinhos com livros que circulam entre as crianças. "É só livro de primeira qualidade. Se não for assim, não tem como ganhar do computador, da televisão", diz o prefeito.
Há escolas com consultórios de dentistas. Quando a distância aperta, motoristas da prefeitura levam as crianças aos serviços públicos de saúde. Os feitos geram reconhecimento: em 2008, o município foi citado entre os 37 modelos no país pela Unicef.
Já o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) subiu de 5,0, em 2007 para 6,7 em 2011, o que coloca a cidade entre as dez melhores do Paraná. Como prêmio, Gaevski distribuiu um bônus de R$ 4,8 mil por professor – quase quatro vezes o valor do salário.
A propósito dos caminhos para melhorar a educação, os biarticulados que transitam pela cidade são chamados pelas crianças de "minhocões". Ao mesmo tempo em que negociou os ônibus com Curitiba, trouxe as estações-tubo de Foz do Iguaçu. "A prefeitura de lá comprou e não deu certo por causa do calor. Conversamos com eles e trouxemos algumas para cá." Em Realeza, não há dúvidas de que elas couberam direitinho.
De executivo de multinacional a petista
A carreira de Eduardo Gaevski mudou com um acidente de carro do outro lado do mundo. Em 2002, o hoje petista era executivo da multinacional de alimentos Kraft e havia acabado de ganhar um robusto bônus salarial como prêmio pelo trabalho na fusão da empresa com a Nabisco. Viajou à Nova Zelândia para aproveitar o dinheiro, mas relaxou tanto que se confundiu com a mão inglesa utilizada por lá e bateu de frente com outro automóvel em uma rodovia.
"Minha esposa ficou presa nas ferragens, o outro motorista também se machucou bastante. Foi uma tragédia. Como a culpa era minha, respondi a processo e fui condenado a pagar o equivalente a 10 mil dólares de multa, o que foi justo", diz ele.
O susto fez o executivo e a mulher repensarem a vida que levavam. "Decidimos viver um dia de cada vez." Nessa época conheceu o fotógrafo Juca Varella, que lhe deu de presente uma das primeiras versões do livro O Combate à Corrupção nas Prefeituras do Brasil. Varella era um dos entusiastas da Associação dos Amigos de Ribeirão Bonito (Amarribo).
Fundada em 1999, a Amarribo virou referência de controle social da gestão pública. O grupo era formado por gente nascida na cidade, que já tinha construído uma carreira profissional sólida e que queria dar um basta na corrupção. Graças à pressão da entidade, dois prefeitos e cinco vereadores envolvidos em desvios no município foram cassados na última década.
Amor
Gaevski se empolgou com o exemplo e criou a Amor – Amigos Associados de Realeza, associada à rede Amarribo. "Depois de um tempo, o pessoal da cidade começou a falar: se esse louco quer fiscalizar tanto, por que não faz algo que preste e se candidata? Aí eu me candidatei."
Não foi fácil. Gaevski diz que escolheu o PT por ser o único partido da cidade que não estava envolvido com as famílias que dominavam a política local. "Falavam que eu não tinha nada a ver com o PT porque eu era um executivo de multinacional. A deputada do partido na região tinha vergonha de tirar foto comigo."
Gaevski começou com 0,8% das intenções de voto, mas venceu em 2004 com 67% dos votos válidos. Quatro anos depois, a reeleição veio com 83%. Em outubro de 2012, elegeu o sucessor, o secretário de saúde Milton Andreoli, também petista, com 70% dos votos.
O prefeito em fim de mandato não tem planos de se candidatar a novos cargos. "Quero ajudar a Amarribo a divulgar boas práticas de gestão e colaborar com os municípios do Sudoeste do Paraná."
Fonte: Gazeta do Povo
Araguari ganhará canal próprio de comunicação da TV Vitoriosa
Uma boa notícia para os moradores de Araguari. Em breve, a cidade vai ganhar um canal próprio de comunicação, do grupo da TV Vitoriosa, do ex-senador Wellington Salgado. A Rede Brasil Norte abraçará o Chumbo Grosso, Linha Dura Araguari e outros programas jornalísticos.
É mais uma conquista para o povo araguarino.
Transcrito do Portal Uipi
quinta-feira, 25 de outubro de 2012
De nada adianta asfalto debaixo de água
Abre aspas para a coluna "Em Foco" do Correio de Araguari, 25/10:
Depois das eleições, o Correio de Araguari resolveu admitir a lambança que foi feita pelo governo Marcos Coelho no Bairro Vieno. Mais um caso de cinismo, típico dos atuais gestores e daqueles que, gratuitamente ou não, o apoiam. Por que o próprio jornal não questionou as falhas de projeto anteriormente?
O asfaltamento de ruas sem a prévia construção de galerias pluviais é, na essência, uma falha e, por vezes, um ato meramente eleitoreiro. Ao asfaltar algumas ruas daquele bairro, o governo teve em mira apenas amealhar votos de seus sofridos moradores. Nada mais. Agora, com a chegada das chuvas, escancaram-se as falhas de projeto que, aliás, eram de conhecimento de todos, inclusive de alguns incompetentes e mal intencionados integrantes do atual governo.
Espera-se que, de agora em diante, os governantes não se valham mais dessa estratégia irresponsável e prejudicial à população, até porque, conforme demonstrado nas urnas, isso nem sempre rende votos. Contudo, essa expectativa tende a se frustrar se nós, cidadãos, não questionarmos, efetivamente, as ações do poder público. Esse tipo de controle social mostra-se cada vez mais importante, uma vez que, além de governantes mal intencionados, temos, por vezes, a omissão do Poder Legislativo e do Ministério Público, que deveriam fiscalizar a gestão pública independentemente da atuação dos cidadãos comuns.
GALERIASNão há dúvida que a pavimentação de parte do Bairro Vieno foi uma grande conquista. Mas já se vê que será necessária a construção de galerias pluviais. De nada adianta asfalto debaixo de água. Construções de galerias pluviais são obras caras, que, segundo os próprios políticos, não dão votos.
Depois das eleições, o Correio de Araguari resolveu admitir a lambança que foi feita pelo governo Marcos Coelho no Bairro Vieno. Mais um caso de cinismo, típico dos atuais gestores e daqueles que, gratuitamente ou não, o apoiam. Por que o próprio jornal não questionou as falhas de projeto anteriormente?
O asfaltamento de ruas sem a prévia construção de galerias pluviais é, na essência, uma falha e, por vezes, um ato meramente eleitoreiro. Ao asfaltar algumas ruas daquele bairro, o governo teve em mira apenas amealhar votos de seus sofridos moradores. Nada mais. Agora, com a chegada das chuvas, escancaram-se as falhas de projeto que, aliás, eram de conhecimento de todos, inclusive de alguns incompetentes e mal intencionados integrantes do atual governo.
Espera-se que, de agora em diante, os governantes não se valham mais dessa estratégia irresponsável e prejudicial à população, até porque, conforme demonstrado nas urnas, isso nem sempre rende votos. Contudo, essa expectativa tende a se frustrar se nós, cidadãos, não questionarmos, efetivamente, as ações do poder público. Esse tipo de controle social mostra-se cada vez mais importante, uma vez que, além de governantes mal intencionados, temos, por vezes, a omissão do Poder Legislativo e do Ministério Público, que deveriam fiscalizar a gestão pública independentemente da atuação dos cidadãos comuns.
quarta-feira, 24 de outubro de 2012
Abre aspas: Cezinha
Abre aspas para o vereador eleito Cezar Batista de Oliveira (Cezinha) a respeito dos contratos que sua empresa tem com o município de Araguari:
"Fui eleito para ser vereador e vou honrar cada voto em mim confiado nas urnas com o meu mandato. Em relação a minha empresa, estava ciente de que se eleito e uma vez diplomado, deveria abrir mão de eventuais contratos firmados com o Município de Araguari. E este será o ônus a mim imposto para servir ao povo."
Transcrito do Gazeta do Triângulo, 24/10
sexta-feira, 19 de outubro de 2012
A nova Câmara será melhor que a atual?
Algumas pessoas estão esperançosas com a nova Câmara de Vereadores. Gostaria de ter a mesma sensação. Entretanto, continuo sendo pessimista (ou realista?). Na minha modesta opinião, não teremos mudanças significativas na qualidade dos trabalhos e na ética do Legislativo.
Tenho razões para isso. Algumas delas estão no fato de terem sido (re)eleitas algumas pessoas que, pelas condutas do passado, dificilmente terão condições de moralizar aquela Casa.
Exemplos? Vamos lá! O segundo vereador mais bem votado é um dos principais responsáveis pela "pizza" na Comissão Legislativa de Inquérito que deveria apurar irregularidades no caso dos pagamentos indevidos pela manutenção do mamógrafo e na compra de refeições no Pronto Socorro Municipal. Outro eleito foi o responsável pela contratação, sem licitação, da banca organizadora do concurso público e pela elaboração do irregular edital do certame. Ainda, há outro que, com certeza, será um dos defensores dos interesses de empreiteiras que prestam serviços à Prefeitura. Temos, ainda, uma vereadora que, entre outras façanhas, na condição de presidente da Câmara, apressou a votação do inconstitucional Código Tributário Municipal, empurrando goela abaixo da população um absurdo aumento do IPTU.
E você, leitor, acredita numa Câmara de Vereadores melhor em 2013?
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