O jornais Gazeta do Triângulo e Correio de Araguari repercutiram o início das transmissões de TV digital para a cidade, ocorrido no dia 29/08. Segundo se sabe, esse benefício decorre de uma parceria firmada entre TV Integração e a prefeitura.
Já falamos sobre o assunto (clique aqui e aqui também para ler). Em sã consciência, ninguém pode ser contrário à vinda do sinal digital de TV. Contudo, a forma como isso foi feito é extremamente questionável sobre o prisma da legalidade, da moralidade e da impessoalidade. Afinal, o município, que não tem recursos para garantir o direito à saúde dos seus moradores, injetou 220 mil reais na emissora uberlandense (empresa privada) para que a cidade receba a TV digital.
Ninguém, absolutamente, ninguém da prefeitura veio a público esclarecer esse assunto. Por causa dessa tradicional omissão do poder público, inclusive da Câmara de Vereadores, denunciamos o fato ao Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais, que está analisando se a tal parceria é legal ou não.
Rádio Viola - Araguari-MG - 100% caipira!
terça-feira, 30 de agosto de 2011
segunda-feira, 29 de agosto de 2011
Conheça os supersalários do Senado Federal
Em agosto de 2009, um ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) ganhava R$ 24.500,00. À época, o Tribunal de Contas da União identificou a existência de nada menos que 464 servidores do Senado que mensalmente recebiam vencimentos que ultrapassavam esse valor. O salário dos ministros do STF é determinado na Constituição como o teto salarial do funcionalismo. Em tese, ninguém poderia ganhar mais do que isso. O Congresso em Foco obteve com exclusividade cópia da auditoria do TCU, e publica agora, nome por nome, quem integra essa elite do Senado, detentora dos supersalários.
Clique aqui e leia a restante da reportagem no site Congresso em Foco.
Clique aqui e veja lista dos supersalários do Senado.
Clique aqui e leia a restante da reportagem no site Congresso em Foco.
Clique aqui e veja lista dos supersalários do Senado.
Próxima manchete do Correio de Araguari
O prefeito Marcos Coelho foi a Belo Horizonte assinar o contrato de empréstimo junto ao Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais. Com esses recursos (Projeto Somma), o município irá revitalizar as rodoavenidas e outras vias da cidade.
Esse fato, com certeza, será manchete da próxima edição do Correio de Araguari. Contudo, o jornal não abordará todas as faces da questão. Eu as enfrento.
Primeiro, o tal projeto Somma foi aprovado no início de 2010. O governo jogou pesado. Houve ataques aos vereadores que votaram contra a obtenção do empréstimo. Aprovado, o governo levou um ano e meio para assinar o contrato. Com mais trâmites burocráticos, as obras devem ser iniciadas somente no final do ano ou no início de 2012.
Segundo, a tal assinatura do contrato mostra que, mais importante que o fato, é a sua repercussão na mídia, sobretudo na subserviente. Um evento desses não poderia passar despercebido. As mariposas tinham que estar presentes. Adoram holofotes e flashs fotográficos.
Para se ter ideia do quanto alguns políticos adoram aparecer, eis a relação dos que viajaram a Belo Horizonte ao lado do prefeito:
- vice-prefeito Juberson do Santos Melo,
- secretária de Educação Eunice Mendes,
- secretário de Obras Sílvio Póvoa;
- presidente da Câmara, Rogerinho;
- vereadores Porcão e Evaldo.
Sobre essa viagem, algumas perguntas. Quanto custou o passeio? Quem vai pagar por ele? O que a secretária de Educação foi fazer em Belo Horizonte? E os vereadores?
Como sempre, sobrarão perguntas sem respostas e uma conta pra pagar.
Esse fato, com certeza, será manchete da próxima edição do Correio de Araguari. Contudo, o jornal não abordará todas as faces da questão. Eu as enfrento.
Primeiro, o tal projeto Somma foi aprovado no início de 2010. O governo jogou pesado. Houve ataques aos vereadores que votaram contra a obtenção do empréstimo. Aprovado, o governo levou um ano e meio para assinar o contrato. Com mais trâmites burocráticos, as obras devem ser iniciadas somente no final do ano ou no início de 2012.
Segundo, a tal assinatura do contrato mostra que, mais importante que o fato, é a sua repercussão na mídia, sobretudo na subserviente. Um evento desses não poderia passar despercebido. As mariposas tinham que estar presentes. Adoram holofotes e flashs fotográficos.
Para se ter ideia do quanto alguns políticos adoram aparecer, eis a relação dos que viajaram a Belo Horizonte ao lado do prefeito:
- vice-prefeito Juberson do Santos Melo,
- secretária de Educação Eunice Mendes,
- secretário de Obras Sílvio Póvoa;
- presidente da Câmara, Rogerinho;
- vereadores Porcão e Evaldo.
Sobre essa viagem, algumas perguntas. Quanto custou o passeio? Quem vai pagar por ele? O que a secretária de Educação foi fazer em Belo Horizonte? E os vereadores?
Como sempre, sobrarão perguntas sem respostas e uma conta pra pagar.
domingo, 28 de agosto de 2011
Parabéns, Araguari!
Brejo Alegre, Ventania, Serras Azuis, Rerigueri ou, simplesmente, Araguari. Não é apenas mais uma cidade. São mais de 110 mil pessoas da mesma família.
Alguns são filhos naturais; outros, generosamente acolhidos pela terra hospitaleira. Uma pequena parcela, por força do destino, tem que deixar a terra natal. Longe do colo da mãe, o sonho é o mesmo: um dia voltar para casa.
O mais importante é que, em qualquer lugar do planeta, nos reconhecemos araguarinos. Tá no sangue. No sotaque. Estampado na testa. A araguarinidade é um estado de espírito. Você pode sair de Araguari, mas Araguari não sai de você.
Hoje, essa jovem cidade completa 123 anos. Muito já foi feito. A cidade está em franco desenvolvimento. Mas queremos mais. Esse crescimento deve ser permanente. A cidade, mais justa. Acreditamos que progresso e boa qualidade de vida são compatíveis. Que crianças e velhos devem ser mais respeitados. Que o nível ético da nossa classe política necessita melhorar muito.
É com esses sonhos na cabeça que devemos comemorar o aniversário da cidade. Parabéns aos irmãos araguarinos! Parabéns, Araguari, feliz cidade!
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| Foto do rio Araguari, próximo a divisa com o estado de Goiás (Corumbaíba), disponível no http://www.panoramio.com/photo/2924157 |
Alguns são filhos naturais; outros, generosamente acolhidos pela terra hospitaleira. Uma pequena parcela, por força do destino, tem que deixar a terra natal. Longe do colo da mãe, o sonho é o mesmo: um dia voltar para casa.
O mais importante é que, em qualquer lugar do planeta, nos reconhecemos araguarinos. Tá no sangue. No sotaque. Estampado na testa. A araguarinidade é um estado de espírito. Você pode sair de Araguari, mas Araguari não sai de você.
Hoje, essa jovem cidade completa 123 anos. Muito já foi feito. A cidade está em franco desenvolvimento. Mas queremos mais. Esse crescimento deve ser permanente. A cidade, mais justa. Acreditamos que progresso e boa qualidade de vida são compatíveis. Que crianças e velhos devem ser mais respeitados. Que o nível ético da nossa classe política necessita melhorar muito.
É com esses sonhos na cabeça que devemos comemorar o aniversário da cidade. Parabéns aos irmãos araguarinos! Parabéns, Araguari, feliz cidade!
sábado, 27 de agosto de 2011
Levantamento mostra que faltam médicos generalistas no Saúde da Família
Rio de Janeiro - Apenas 5% das 32 mil equipes do programa Saúde da Família têm um médico especializado em medicina de família e comunidade, segundo constataram médicos espanhóis especializados em atenção primária à saúde (APS). Eles avaliaram o programa brasileiro entre abril e junho deste ano.
O levantamento, feito em centros de saúde pública de zonas urbanas e rurais de 19 estados brasileiros, a pedido da Sociedade Brasileira de Medicina de Família e Comunidade (SBMFC), mostra que as equipes do Saúde da Família precisarão se readequar para seguir as diretrizes do Ministério da Saúde.
Portaria publicada nesta quinta-feira (25/8) pelo Ministério da Saúde, no Diário Oficial da União, determina que todas as equipes do Saúde da Família “deverão ter responsabilidade sanitária por um território de referência, de modo que cada usuário seja acompanhando por um agente comunitário de saúde, um auxiliar ou técnico de enfermagem, um enfermeiro e um médico generalista ou de família”.
Diretor da SBMFC, o médico Thiago Trindade disse que a falta de médicos de família, conhecidos também como generalistas, pode prejudicar objetivos importantes do programa e produzir outros gastos em saúde. “O programa pretende prestar atenção integral, que inclui ações de prevenção e assistência à população. Como não tem o médico generalista, essa população, acaba indo direto procurar outros serviços ou fica completamente desassistida mesmo.”
Ainda de segundo o levantamento, em regiões metropolitanas como Brasília, Rio de Janeiro, São Paulo e Porto Alegre menos de 30% da população é coberta pelo Saúde da Família. “O Saúde da Família está mais presente nas cidades de pequeno e médio porte. As de grande porte têm maior dificuldade para conseguir profissionais”, assinalou Trindade.
Ele defende ainda uma política de incentivo à formação e manutenção dos profissionais no atendimento generalizado. Segundo ele, o número de alunos de medicina que optam pela especialidade vem caindo e é cada vez menor a permanência dos formados na atividade.
Apesar de constatar alguns problemas, o levantamento conclui que o programa é um modelo de sucesso na atenção básica no Brasil. “É o modelo que melhor mostrou resultado na atenção primária. Como um modelo de sucesso, precisa ser aprimorado para prestar um cuidado de excelência”, destacou Trindade.
Transcrito do Correio Braziliense
O levantamento, feito em centros de saúde pública de zonas urbanas e rurais de 19 estados brasileiros, a pedido da Sociedade Brasileira de Medicina de Família e Comunidade (SBMFC), mostra que as equipes do Saúde da Família precisarão se readequar para seguir as diretrizes do Ministério da Saúde.
Portaria publicada nesta quinta-feira (25/8) pelo Ministério da Saúde, no Diário Oficial da União, determina que todas as equipes do Saúde da Família “deverão ter responsabilidade sanitária por um território de referência, de modo que cada usuário seja acompanhando por um agente comunitário de saúde, um auxiliar ou técnico de enfermagem, um enfermeiro e um médico generalista ou de família”.
Diretor da SBMFC, o médico Thiago Trindade disse que a falta de médicos de família, conhecidos também como generalistas, pode prejudicar objetivos importantes do programa e produzir outros gastos em saúde. “O programa pretende prestar atenção integral, que inclui ações de prevenção e assistência à população. Como não tem o médico generalista, essa população, acaba indo direto procurar outros serviços ou fica completamente desassistida mesmo.”
Ainda de segundo o levantamento, em regiões metropolitanas como Brasília, Rio de Janeiro, São Paulo e Porto Alegre menos de 30% da população é coberta pelo Saúde da Família. “O Saúde da Família está mais presente nas cidades de pequeno e médio porte. As de grande porte têm maior dificuldade para conseguir profissionais”, assinalou Trindade.
Ele defende ainda uma política de incentivo à formação e manutenção dos profissionais no atendimento generalizado. Segundo ele, o número de alunos de medicina que optam pela especialidade vem caindo e é cada vez menor a permanência dos formados na atividade.
Apesar de constatar alguns problemas, o levantamento conclui que o programa é um modelo de sucesso na atenção básica no Brasil. “É o modelo que melhor mostrou resultado na atenção primária. Como um modelo de sucesso, precisa ser aprimorado para prestar um cuidado de excelência”, destacou Trindade.
Transcrito do Correio Braziliense
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