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quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026

Vereadora Requer Transparência sobre Endividamento Municipal e Passivos Previdenciários

 

O Requerimento nº 134/2026, de autoria da vereadora Isabel Cristina Pimenta Pires, aprovado pela Câmara Municipal de Araguari em 20 de janeiro de 2026, solicita ao Poder Executivo o encaminhamento de informações atualizadas acerca da Dívida Consolidada do Município. Entre os dados requeridos, destacam-se o montante da Dívida Consolidada Líquida (DCL), o detalhamento da dívida fundada interna (com indicação de instituições credoras e saldos devedores), o passivo decorrente de precatórios judiciais com respectivo cronograma de pagamento para o exercício de 2026, bem como eventuais débitos previdenciários junto ao regime próprio de previdência ou ao INSS.

Embora não haja apontamento expresso de irregularidades, o teor do requerimento evidencia possível insuficiência na transparência ativa da Administração Pública quanto à divulgação de informações fiscais estratégicas, cuja publicidade é indispensável ao adequado acompanhamento da sustentabilidade orçamentária e da capacidade de investimento do Município. Nesse sentido, o nível de endividamento municipal possui impacto direto sobre a alocação de recursos em políticas públicas essenciais e sobre a aptidão do ente federativo para a celebração de convênios e captação de financiamentos.

A iniciativa apresenta relevância institucional no âmbito do controle social da gestão fiscal, na medida em que viabiliza o acesso a dados necessários à fiscalização das finanças públicas. Espera-se, portanto, que a autora, após o recebimento das informações solicitadas, promova sua ampla divulgação às entidades e cidadãos que exercem controle social, bem como adote as medidas fiscalizatórias cabíveis no âmbito do Poder Legislativo e, se for o caso, encaminhe representação ao Ministério Público e Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais para apuração de eventuais inconsistências ou irregularidades identificadas.

Supersalários no serviço público chegam a R$ 3 milhões por ano, revela Folha




Pagamentos extras elevam remunerações a mais de R$ 260 mil mensais

Uma reportagem publicada pela Folha de S.Paulo nesta quinta-feira (19) revelou que servidores públicos brasileiros chegaram a receber até R$ 3,1 milhões em apenas um ano, considerando salários líquidos somados a verbas indenizatórias e outros benefícios. O valor equivale a uma média mensal superior a R$ 260 mil, muito acima do teto constitucional vigente no país, atualmente fixado em cerca de R$ 46 mil mensais — correspondente à remuneração dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).

De acordo com o levantamento, baseado em dados do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e em informações disponíveis em portais de transparência entre agosto de 2024 e julho de 2025, a promotora Maria de Nazaré Pires de Sousa Martins, do Ministério Público do Rio de Janeiro, lidera o ranking, com ganhos líquidos anuais de R$ 3,16 milhões no período analisado.

A reportagem destaca que tais valores incluem não apenas salários regulares, mas também verbas classificadas como indenizatórias — como compensações por férias não gozadas, licenças-prêmio convertidas em dinheiro, auxílios diversos e pagamentos retroativos — que, segundo entendimento institucional, não estão sujeitos ao teto constitucional.

Entre os dez maiores rendimentos identificados, oito pertencem a membros do Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJ-SC), todos já aposentados, o que evidencia o impacto de direitos eventuais e indenizações acumuladas ao longo da carreira sobre os contracheques finais. Em alguns casos, benefícios convertidos em pecúnia, como folgas e afastamentos não usufruídos, contribuíram significativamente para a elevação dos ganhos.

O Ministério Público do Rio de Janeiro afirmou que a remuneração de seus membros respeita rigorosamente o teto constitucional, mas reconheceu a ocorrência eventual de pagamentos de natureza indenizatória que escapam à limitação. O caso reacende o debate sobre a efetividade do teto remuneratório no serviço público e sobre os mecanismos que permitem sua flexibilização por meio de benefícios acessórios.

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Vereadora Requer Transparência sobre Endividamento Municipal e Passivos Previdenciários

  O Requerimento nº 134/2026 , de autoria da vereadora Isabel Cristina Pimenta Pires , aprovado pela Câmara Municipal de Araguari em 20 de j...