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sexta-feira, 30 de março de 2012

Coronelismo redivivo ou a revitalização do voto de cabresto


Desde 2009, estamos falando aqui sobre condutas irregulares da Administração Pública. Muitas dessas irregularidades acabam sendo toleradas pelos órgãos de controle. A Câmara de Vereadores é um órgão praticamente inexistente quando o assunto é fiscalização. Já o Ministério Público em Araguari é bastante leniente, tolerando condutas ilegais dos governantes. Agora, próximo das eleições, veremos as consequências dessa omissão. Vamos aos exemplos?
Durante o governo Marcos Coelho, houve inegável abuso de contratações sem concurso público. Privilegiou-se a contratação de temporários, comissionados e estagiários. Não estou dizendo que esse tipo de contratação não deva ser feito; afirmei que ocorreram excessos. A regra do concurso público foi solenemente ignorada pela gestão atual. Câmara e Ministério Público fizeram muito pouco para coibir isso.
Agora, tentando a reeleição, prefeito e vice cobram a conta dos contratados. Como boa parte desses agentes tem seus vínculos contratuais se encerrando logo após as eleições, os candidatos à reeleição costumam usar de chantagem para conseguir alguns votos entre essa clientela. "Olha, se eu não ganhar as eleições, não sei o que será do seu emprego". Essa deve ser a frase mais ouvida por estagiários, temporários e comissionados.
Percebam, senhores, que tudo está interligado. Políticos espertos não dão ponto sem nó. Em muitos casos, essas contratações servem como instrumento de barganha com o Legislativo omisso. Vereadores, inclusive de oposição, costumam arrumar um lugarzinho para seus apadrinhados debaixo do generoso guarda-chuva do Executivo. Pior: esses abusos servem não somente para quitar dívidas com os apoiadores eleitorais, mas também para assegurar a permanência no poder mediante a cooptação de eleitores. Estamos diante da versão moderna do "voto de cabresto". É o novo modelo de coronelismo.

quinta-feira, 29 de março de 2012

Resumo da Reunião "Técnica" entre o prefeito e os agentes de endemias

Os Agentes de Endemias foram convocados para uma reunião “técnica”, que ocorreu hoje a partir das 07h00min da manhã. Ao chegarmos no local, vimos de longe o prefeito e seu vice cumprimentando a todos. De técnica, a reunião não teve nada. Foi uma propaganda escancarada, puxada oralmente pelo Vice Juberson, Já que o prefeito não é bom no falar.
Começou com aquele “jornal” das supostas obras de Marcos Coelho. Enalteceu a construção de casas populares como se fosse de iniciativa exclusiva do governo municipal . Prometeu, lógico, nas entrelinhas, que mais casas populares seriam construídas. Garantiu ainda vestibular UFU ainda este ano, dizendo que já temos inclusive duas faculdades de Engenharia garantidas para a cidade.

Houve pedido de votos, não escancarado, mas, por exemplo, os contratados tiveram a permanência vinculada até 31 de janeiro, onde segundo Jubão e Marcão, será a data que eles podem garantir a permanência do pessoal que trabalha de contrato. Inclusive, Marcos Coelho sugeriu que, nas nossas visitas domiciliares, confirmássemos as obras do panfleto. Novamente enfatizando que poderiam garantir aos contratados que a permanência de seus contratos seria até 31 de dezembro, e que não sabiam o que aconteceria se outro gestor assumisse. Inclusive na saída do “evento (nem café da manhã serviram), assessores do Juberson, de nomes Vagner e Juninho Beregeno, encontravam-se na saída distribuindo os panfletos para os agentes. Entregando com dificuldades, pois muitos de nós recusamos a pegar.

Nessa comédia toda, onde promessas novamente foram feitas e votos pedidos, na única ocasião qem ue abriu a discussão para o serviço,  e onde poderíamos ter conseguido  melhoras significativas, fomos tristemente podados pela coordenadora, Melissa dos Reis. Ao ser questionado sobre a possibilidade de nós agentes voltarmos a cargo horária de 6 horas, o prefeito não soube responder e passou a palavra ao Juberson, que disse: “A coordenadora de vocês é a técnica responsável, ela que saberia dizer”.

A reposta da coordenadora foi áspera e sem toques de humanização do trabalho: "Vocês fizeram concurso para 8 horas e esse assunto não está em pauta.  Não vamos voltar as 6 horas”. É o tipo de pessoas que temos no comando do trabalho, insensíveis e sem compromisso com a classe de trabalhadores. E ainda pedem votos.

 Agentes de Endemias da cidade de Araguari

Pitaco do Blog
É impossível mudar o caráter de alguns políticos. Como diz um ditado latino, quem lava cabeça de burro velho desperdiça água e sabão. Logo, seria bom que o Ministério Público Eleitoral fiscalizasse, com maior rigor, a conduta de agentes públicos em periodo pré-eleitoral, em especial dos candidatos à reeleição.

Recado do Millôr Fernandes

Recado sempre atual do Millôr aos jornalistas e radialistas que vendem opinião:

"Imprensa é oposição. O resto é armazém de secos e molhados."
Millôr Fernandes (1924-2012)

quarta-feira, 28 de março de 2012

Fraudes na Saúde Pública: causa e efeito

Combate à Corrupção nas Prefeituras I

"Nenhum projeto de desenvolvimento prospera em um ambiente onde predomina a corrupção. As administrações se corrompem, e os cidadãos de bem se retiram, deixando a área livre para a atuação de quadrilhas. É o círculo vicioso se iniciando. Às vezes, é preciso uma crise de grandes proporções para quebrar o círculo vicioso e a cidadania imperar livremente."
Fonte: O Combate à Corrupção nas Prefeituras do Brasil, cartilha editada por Amigos Associados de Ribeirão Bonito (Amarribo).
Acesse o site da Amarribo, clicando aqui.

Campanha eleitoral extemporânea?

Numa rede social, circula a informação de que o prefeito, com seu staff, já iniciou a campanha eleitoral com vistas às reeleições.

Afirma-se que o grupo palaciano está se reunindo com servidores municipais, durante o expediente, no local de trabalho, para falar das "realizações do governo".

Ainda, de acordo com informações passadas por uma estagiária, o staff do prefeito estaria tentando "sensibilizar" os (estagiários) a votar na reeleição. Com isso, teriam os seus "empregos" garantidos num eventual segundo mandato.

Consta ainda que, na quinta-feira, o grupo do prefeito irá se reunir com os funcionários que trabalham no combate à dengue.

Será que o Ministério Público, que muitas vezes não consegue evitar abusos nas contratações de comissionados, temporários e estagiários, terá força suficiente para conter as irregularidades praticadas em época de campanha eleitoral? Fica a dúvida.

terça-feira, 27 de março de 2012

Banco ou Farmácia?

Dias atrás, o colunista das "Curtas" do Diário de Araguari noticiou que um candidato a vereador teria ido a uma agência bancária para saber quanto poderia obter de empréstimo a partir de 2013 com o salário de vereador. A informação é interessante. Mostra não somente uma certeza de eleição, mas também o tipo de preocupação que se passa pela cabeça de alguns pré-candidatos. Não convém sonhar com dias melhores na política araguarina. Para a maioria dos políticos, exercer o cargo de vereador, que nem deveria ser remunerado, virou uma profissão rentável. Isso para não falar na possibilidade de receber dinheiro de fontes ilícitas.
Se fosse uma pessoa séria, esse pré-candidato agiria de forma diversa. Em vez de se preocupar em contrair empréstimos lastreados no futuro e incerto salário, ele deveria ir a uma farmácia. Para quê? Para comprar todo o estoque disponível de Plasil e Dramin. Só assim conseguiria, se eleito, evitar náuseas e vômitos causados pela convivência com "raposas velhas" e "filhotes de coronéis", que estarão (continuarão) presentes na próxima legislatura.

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