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segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Asfaltamento no Vieno


Panorama geral do Bairro Vieno (foto:  Edilvo Mota, http://www.saudenatela.blogspot.com/)
 O município lançou edital de pregão (licitação) para implantação de melhoria e infraestrutura no bairro Vieno. O objeto do futuro contrato é a elaboração de projetos de pavimentação de três vias daquele bairro (Av. Benedito Teodoro Naves, e Ruas Maria Moreira e Ana Batista). Consta ainda que serão feitos os serviços de drenagem superficial (sarjetas e meio-fios) nessas vias.
A dúvida é saber quais os critérios adotados para escolher somente essas três vias quando o bairro todo sofre com falta de infraestrutura. Mais que isso, é importante que seja esclarecido se há  algum planejamento no sentido de se dotarem as demais vias de infraestrutura básica. Por fim, é preciso que o município esclareça o porquê de se realizar drenagem superficial, ao invés da subterrânea ou profunda, nas ruas pavimentadas. Com a impermeabilização de parte das vias sem a devida drenagem, será que a quantidade de água empoçada em determinados setores do bairro não irá aumentar? É urgente reduzir os recorrentes transtornos sofridos pelos moradores daquele bairro.

Governo Marcão: está sendo bom pra você?



prefeito Marcos Coelho de Carvalho
 (foto extraída do Portal de Araguari)
Dê sua opinião sobre o governo Marcos Coelho, respondendo à enquete abaixo.
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Onde o Papai Noel irá morar?

Agora, é oficial. O prefeito Marcos Coelho reconheceu aquilo tudo que nós já sabíamos. A reforma da praça Getúlio Vargas (foto) não ficará pronta a tempo de receber o Papai Noel. Segundo o prefeito, os eventos públicos alusivos às festividades natalinas serão promovidos pela FAEC, que se pronunciará futuramente sobre o assunto.
Sinceramente, espero que essa questão esteja definida até o dia 25 de dezembro.

Funcionalismo: solução para o vale-alimentação


Em entrevista ao Programa Manhã Vitoriosa, o prefeito Marcos Coelho de Carvalho prometeu resolver a questão do vale-alimentação dos funcionários públicos municipais. Afirmou que, desde o início, quis pagar o auxílio, mas a licitação para contratar a empresa responsável pelo fornecimento dos cartões foi suspensa pelo Tribunal de Contas do Estado. Informou ter uma proposta para resolver o problema. Disse que irá ingressar na justiça trabalhista, propondo um acordo visando a incluir o benefício em folha de pagamento a partir deste mês e a pagar os atrasados a partir de outubro de 2010. Isso para quem não ingressou na Justiça. Aqueles funcionários que ingressaram judicialmente terão que aguardar o desfecho dos respectivos processos.
Alguns fatos nos causam estranheza nesse caso.
Se a licitação foi suspensa, porque o Sindicato não recorreu ao próprio Tribunal de Contas para prosseguir no certame? Estranhamente, o Sindicato ingressou apenas com ação no Tribunal de Justiça do Estado, não conseguindo destravar o processo licitatório. Vale dizer: não se valeu de todos os meios possíveis para resolver o problema dos sindicalizados.
Outro fato estranho. Por que o município não revogou ou anulou a licitação, realizando outra? Por que não corrigiu as falhas apontadas pelo Tribunal de Contas? Se tivesse agido assim, o problema já teria sido resolvido sem a necessidade de litígios judiciais e de desgaste político para o prefeito.
Tem mais. Por que o município paga um valor irrisório de ajuda alimentação aos seus funcionários? Sinceramente, o pagamento de 35 reais/mês para despesas com alimentação parece uma piada de mau gosto. Quais as medidas têm sido adotadas pelo Sindicato para corrigir esse valor?
Outro detalhe. Por que o município não paga a ajuda alimentação em dinheiro? Isso, hoje, é perfeitamente admissível e prática corriqueira na Administração Pública brasileira. Com isso, seriam evitados gastos desnecessários com a contratação de empresa para fornecer os vales-alimentação (cartões magnéticos).
Dessa forma, não posso acreditar que o prefeito tenha sido sincero ao afirmar que, desde o início, queria pagar o benefício. Se realmente quisesse, já teria resolvido o problema. Meios para isso ele possuía, conforme demonstrado neste post.  Aliás, se os governos se preocupassem efetivamente com o funcionalismo, já estariam pagando o benefício (em valor razoável) há tempos.

sábado, 19 de novembro de 2011

Pra refletir...

Como cidadão a gente fica matutando:


Em período eleitoral, pululam as críticas (às vezes justas) porém excessivamente ácidas, agressivas até, contra o governo de plantão. Foi assim em 2008, será assim em 2012 também.

O que impressiona, é a incapacidade de transformar críticas em projetos e planos de ação. A incapacidade de articular uma equipe de governo profissional e articulada e uma gestão pautada no planejamento, visando às prioridades da cidade.

A luta pelo poder, visando exclusivamente o poder e a acomodação de apaniguados em cargos vem condenando a cidade (há décadas) ao atraso, ao ranço político, ao ódio e à permanente discussão sobre quem é pior.

Os críticos de antes, são os omissos de agora. E a cidade fica condenada a assistir ao círculo vicioso da dança de cadeiras, sem objetivo claro senão os próprios interesses pessoais e de grupos.

Na campanha de 2008, nenhum dos candidatos a prefeito apresentou um plano de governo consistente, que fosse pautado numa clara demonstração da viabilidade das propostas. No geral, meras promessas, algumas delas fantasiosas, como por exemplo "ACABAR COM AS EMPREITEIRAS NO MEU PRIMEIRO DIA DE GOVERNO", ou "TRANSFORMAR A SAÚDE DE ARAGUARI", etc, etc... Deu no que todo mundo viu.

Hoje, uma das discussões (que já anda até cansando o e-leitor) é o tal hospital municipal. Concebido na lógica(?) da falta de planejamento, sem discussão de viabilidade, sem a participação dos diversos segmentos sociais, que sempre se omitem, gerou para a cidade um ônus social e econômico que é infinitamente maior que o ônus político.

Todos os que hoje criticam o "elefante branco" têm tanta culpa (por omissão) quanto os culpados por ação. Ou seja, pura hipocrisia, pois filho feio não tem pai.

Sinceramente, como cidadão, cansei disso tudo.

EDILVO MOTA

MEC não tem controle sobre criação de cursos, diz professor da USP

Após o anúncio de que pelo menos 37% das instituições de ensino superior avaliadas pelo Ministério da Educação (MEC) teve desempenho insatisfatório no Índice Geral de Cursos (IGC), divulgado esta semana, o professor da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (USP) Romualdo Portela de Oliveira afirmou que o resultado é fruto da falta de controle na criação de novos cursos. "Ao garantir autonomia às universidades na criação de vagas, o MEC se sujeita a pressões políticas, porque depois que os cursos são criados, é muito mais difícil fechá-los", disse o especialista em avaliação do ensino em entrevista ao Terra.
De acordo com a portaria 5773/2006 do MEC, as instituições de ensino designadas como faculdades precisam de autorização prévia do MEC para oferecer novos cursos. No entanto, as universidades e centros universitários não necessitam desta avaliação, tendo autonomia para criar vagas. O controle da qualidade do novo curso, neste caso, só é feita quando a primeira turma de alunos chega à metade do curso.
Segundo o professor, mesmo nas faculdades - onde há controle na criação de vagas - o mecanismo ainda é ineficiente. "O maior problema é que, depois de criados esses cursos, as instituições de baixa qualidade utilizam do seu poder político, da sua capacidade de fazer lobby junto ao MEC, ao Legislativo ao Conselho de Educação para que eles continuem operando", critica o professor. Para Oliveira, a medida anunciada pelo governo de cortar 50 mil vagas em instituições que tiveram baixo desempenho é positiva, mas ainda é tímida. "Não adianta apenas cortar algumas vagas e não fazer nada diante da criação de muitos cursos pelo País", critica.
A Universidade Presidente Antônio Carlos (Unipac), de Minas Gerais, é exemplo de instituição que conseguiu abrir cursos sem restrições do governo, mas que agora apresenta baixo desempenho em algumas áreas. O curso de Medicina do campus de Araguari tirou conceito um - o mais baixo no Conceito Preliminar de Cursos (CPC) divulgado ontem. A instituição, que oferece 50 vagas de Medicina, terá um corte de 10 vagas a partir do próximo semestre por causa da baixa qualidade.
Segundo o diretor do curso, José Orlean da Costa, a universidade vai pressionar o MEC para que revise a decisão. "Nós tivemos vários problemas aqui, de infraestrutura, de desorganização pedagógica, mas foi na administração anterior. Quando assumi a faculdade conseguimos melhorar. Essa semana mesmo, os avaliadores do MEC estiveram aqui e comprovamos que superamos o problema", diz o diretor, que foi conduzido ao cargo em 2010 pela reitoria da instituição particular.
Costa explica que entre os principais problemas apontados pelo MEC estão a falta de aulas práticas, um currículo que não é voltado para as especialidades médicas, além da desorganização administrativa. Mesmo assim, o curso, criado há sete anos, poderá oferecer 40 vagas no próximo semestre. Para o professor da USP, esse caso demonstra os problemas do sistema de controle de qualidade do MEC. "Antigamente o controle era feito na autorização dos cursos. Hoje, com o corte de apenas algumas vagas, o controle é muito ineficiente", afirma.
Preocupação com os lucros
O professor da USP diz ainda que o enfoque "mercadológico" de boa parte das instituições privadas também colabora para o baixo desempenho. "Muitas faculdades se preocupam somente com o lucro, em ter o maior número de alunos. Baixam os preços das mensalidades e baixam a qualidade dos cursos também. Assim, o nível do ensino cai muito, pois todas concorrem neste padrão", afirma.
Ele alerta ainda os estudantes que, antes de se inscreverem num curso, procurem informações sobre a instituição de ensino. "O baixo desempenho na avaliação do MEC já é um importante indicador da qualidade. É preciso se preocupar com o corpo docente, com o projeto pedagógico, com a estrutura, se não o estudante corre o risco de pagar por um curso que não será reconhecido", completa.

Leia o restante da reportagem no Portal Terra.
Veja as melhores e piores instituições na avaliação do MEC.

Pitaco do Blog
A postagem anterior sobre o tema recebeu um comentário do leitor Leandro Cezar Maniezo, que resume bem também o meu pensamento sobre o assunto. Clique aqui e leia.

Em resumo, falta de controle na abertura de cursos, pressão política sobre o MEC e preocupação excessiva (ou exclusiva) com o lucro são as características que fazem a péssima qualidade do ensino em algumas instituições. A situação causa-nos maior preocupação quando se fala no importante curso de Medicina e em uma instituição situada em Araguari.
Para buscar esse lucro fácil, as faculdades deixam de investir no essencial, que é a qualidade de ensino. Em Araguari, por exemplo, nem a Unipac nem a fugitiva Unitri investiram na construção de instalações físicas modernas e adequadas. Por economia, ambas se valeram de imóveis antigos, não contribuindo assim, como deveriam, para o desenvolvimento da cidade. Nesse ponto, lembro que investimentos em novas edificações geram muito mais impacto em termos econômicos do que a mera reforma de prédios antigos. Também para otimizar o lucro, essas instituições aproximaram-se perigosamente do poder público. Assim, obtiveram benefícios indevidos ou, no mínimo, mal explicados, a exemplo da cessão de um lote à Unitri e da abertura de estacionamentos nos canteiros em frente à Unipac. Isso sem falar nos benefícios políticos buscados pelos proprietários dessas instituições. Ao que parece, a busca de lucro fácil e desses benefícios é o principal objetivo desses empresários...
Em suma, infelizmente, Araguari ainda não tem um ensino superior compatível com a sua grandeza e com a demanda da sociedade. Malgrado, o inegável incremento  econômico trazido pela vinda do curso de Medicina, a cidade ainda carece de novos investimentos no setor. A instalação de uma universidade pública e a urgente realização de investimentos pela Unipac (com a construção de um campus próprio e de ambientes próprios para a aprendizagem prática da Medicina) são essenciais para colocar a cidade no lugar em que ela merece.

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Má conservação da Rodoviária


"Placa" indicando a localização dos banheiros que ainda estão
em funcionamento na Rodoviária
 O Gazeta do Triângulo de hoje noticia a interdição de parte do Terminal Rodoviário Tancredo Neves. Afirma a repórter Fabryne Obalhe que desde "o dia 1º de novembro problemas no abastecimento hidráulico têm ocasionado transtornos aos mais de 300 usuários que, mensalmente, passam pelo Terminal Rodoviário Tancredo de Almeida Neves, além de afetar o funcionamento da lanchonete existente no local.".  Leia reportagem completa clicando aqui.
Eu creio que a questão poderia ser abordada de outra forma. Na verdade, os problemas no terminal não são tão recentes nem se resumem à sua interdição parcial. Parte do 1º andar do prédio já está sem uso há tempos. É o que acontece, por exemplo, com a área onde funcionou um restaurante. Até questionamos aqui a falta de manutenção daquele espaço, que poderia ser perfeitamente aproveitado para abrigar algum órgão da Prefeitura. Mas, a Prefeitura de Araguari é assim: não cuida do que é seu, mas paga aluguel para terceiros.
Acredito que o agravamento dos problemas hidráulicos apenas serviram para chamar a atenção para a gravidade da situação. Antes, foram fechados alguns espaços não utilizados pelo público. Já o fechamento dos banheiros, essenciais num terminal rodoviário, gerou a necessidade, por exemplo, de se confeccionar uma "placa" de papelão (vide foto), indicando a localização dos banheiros restantes, bem menores que os interditados.
Além desse problema, o Terminal padece de outros. Vive cheio de pombos, que emporcalham o ambiente. O serviço de transporte coletivo urbano é péssimo (para não dizer inexistente). Os táxis não prestam serviços durante a madrugada, etc.
Bem, de uma forma ou de outra, Araguari, mais uma vez, será motivo de piada por parte daqueles que passam pela cidade. Não bastassem os buracos das avenidas que cortam a cidade, temos agora um terminal rodoviário funcionando na base do improviso e da gambiarra. Isso mostra, claramente, a falta de planejamento do governo municipal, que não consegue realizar sequer uma manutenção mínima nos prédios públicos.

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