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sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Louca Paixão... pelo Dinheiro Público

Da coluna Acertando o Alvo, escrita por Paulo Bolsas, Jornal Correio de Araguari, 02/09/2010:
Saúde II
Quanto aos serviços prestados pela Santa Casa, que por sinal não mais condiz ao nome “Santa Casa de Misericórdia”, para mim isso não passa de simplesmente CASA, de Santa e de Misericórdia não tem nada, como disse muito bem o Vereador Antonio Tosta (Tiboca). Veja, por ex: para prosseguir os atendimentos dos internos da psiquiatria, quer receber diferença de 30 mil reais ou a Secretaria terá que manter 10 enfermeiros para este procedimento. O que acontece de verdade é que a chamada SANTA “Casa de Misericórdia” recebeu o repasse do PROHOSP, um montante de 150 mil para reforma e equipamentos, no entanto, vemos o prédio desta instituição de fins não lucrativos, crescer e não expandir em todas as áreas da saúde, como é o caso da reforma da Psiquiatria propriamente dita. Será que a Santa em nossa cidade tem duas conotações e misericórdia também tem outro significado. Bons tempos aqueles em que você era internado e bem atendido, mesmo quando muitos não queriam mesmo nem ir para aquela Casa de Atendimento médico nem de graça. De que valeu agora esta beleza pomposa, já que não se atende sem pressão e sem que haja um repasse na frente? Nossa saúde está mal em todos os aspectos legais do chamado bom atendimento. Os pacientes psiquiátricos estão sendo tratados em casa e, quando tem suas crises, ficam sob observação no que também deveria ser chamado Pronto Socorro, que teve sabotado seu repasse na Capital Federal para ser enviado somente após as eleições, por pessoas inescrupulosas, que não querem nem um pouco o bem de Araguari e de sua gente ordeira. Que busquemos melhores condições – isso, claro, tem que se fazer.
Pitacos do blog:

É muito estranha a relação entre o Poder Público (entenda-se: dos agentes políticos - Prefeito, Vice, Secretários, etc.) e as empresas privadas da área de saúde (ainda que escondidas sob o manto de entidades supostamente sem fins lucrativos). O texto do colunista, mesmo tratando de um caso específico, mostra o quanto esse assunto precisa ser melhor examinado por todos nós, que pagamos impostos e recebemos muito pouco em troca.
Na verdade, esse estranho amor dos governantes pelos empresários (médicos, donos de laboratórios e clínicas) não é privilégio do governo atual. Há muito tempo, esse romance pernicioso vem ocorrendo. É por causa desse louco amor que Araguari não tem um hospital ou um laboratório públicos. Afinal, se o município prestar diretamente esses serviços, muita gente poderosa irá perder essa lucrativa boquinha. 
Assim, em vez de ficarmos mendigando, junto a vereadores ou políticos, um atendimento melhor para um parente nosso, deveríamos, isto sim, exigir uma melhor qualidade dos serviços de saúde para todos nós. Isso passa pela conscientização e fiscalização desse amor parasita que os empresários do setor de saúde nutrem pelo dinheiro público fácil. É preciso evitar que a viúva sofra mais esse golpe do bau.

terça-feira, 31 de agosto de 2010

Matutando...

Será?!
Será que as empreiteiras continuarão cobrando pela retirada do capim que nascia entre as pedras das ruas recentemente asfaltadas?

Saúde I
De que adianta fazer cirurgia de alta complexidade na Santa Casa se grande maioria da população não recebe um atendimento básico decente no Pronto Socorro Municipal, nos Postos de Saúde e, pasmem, na própria Santa Casa?

Saúde II
A Prefeitura enche as burras dos médicos da associação que comanda a Santa Casa, mas é incapaz de consertar um simples aparelho de raio-x.

Coisas de Araguari
Saiu o resultado do processo seletivo para contratar pessoal para a área da Saúde. Por incrível que pareça, na publicação desse resultado não consta a nota dos candidatos que vão para a próxima etapa do concurso. Consta, isto sim, nomes de parentes de políticos da city. Sem novidades, portanto.

domingo, 29 de agosto de 2010

Parabéns, Rerigueri!!!

Eu não tenho talento pra escrever. Mas tenho amigos talentosos. Por isso, pedi socorro ao Aristeu para homenagear a nossa bela Ar-agua-ri.

Araguaristeu


Quando eu a conheci
Ela tinha oitenta anos.
Era a grande Araguari
A terceira flor do Triângulo!

Chegamos ali fugidos
De uma vida pobre e tal.
Somos hoje agradecidos
Por esta terra vital.

Ela nos deu o pão
Como o suor que Deus nos deu.
Nossas dores não foram em vão
Cada qual muito cresceu.

Lá no Santa Teresinha
Entre a Brejo Alegre e Ventania
- onde só poeira tinha -
Minha família crescia...

Hoje eu me perco nela
O progresso a redesenhou
Cresce forte, firme e bela,
Mesmo se o político a roubou!

Vão bem falar da sua água
e mal falar da sua gente,
Mas a sua maior mágoa
É ter um filho ausente.

Além de suas fronteiras
Podemos até bem nos dar,
Mas é uma vida inteira
Pensando em regressar.

Tenho-na na memória

Cheia de trilhos e apitos,
Ruas de pedras e história...
Suspiro e quase grito!

Meu campinho de futebol
Hoje é uma "Lan hause".
Minha bola - o meu sol -
Hoje chamam de "mause".

São coisas de gerações,
É assim todo o mundo.
O que fica são lições
Que Araguari marcou fundo!

O estilingue, o bodoque,
Casas só nas taramelas,
As feiras e o meu Bosque...
Fora de ti é uma cela.

Parabéns, Araguari!
Com este quase meu repente,
Por não voltar para ti
É o que me deixa doente...

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

FELIZ CIDADE

Mais um Presente de Aniversário para a Cidade

Aniversário da cidade chegando. Tem mais um presente para o povo. Basta ler a edição de hoje do Gazeta do Triângulo. Lá, podemos ver o caos em que mergulhou (mergulharam) a saúde pública em Araguari.  Quem são os responsáveis por isso?
Para encontrá-los, temos que fugir das respostas simplistas. Nada de culpar o político "A" ou o "B". A culpa é de todos eles. Mas é também nossa. Fomos nós quem escolhemos mal os administradores da cidade. Por um motivo ou outro, acabamos vendendo nosso voto em troca de migalhas e favores pessoais. O interesse público? Fugimos dele...
Irregularidades na construção do "Hospital Municipal". Péssimo atendimento no Pronto Socorro Municipal e nos Postos de Saúde. Contratos escusos com os hospitais particulares, clínicas e laboratórios. Falta de manutenção de equipamentos básicos. Falta de profissionais de saúde. Descumprimento de jornada de trabalho pelos médicos. Enfim, péssima gestão. Esses são os presentes que os nossos governantes vêm dando à cidade.
Vejam a reportagem:
 
Sem receber da prefeitura, Santa Casa cancela cirurgias eletivas pelo SUS
por Fabryne Obalhe

A área da saúde que é um dos principais setores, senão o mais importante dentro da máquina da administração pública é sempre motivo de discussões e polêmica. Esta semana surgiram pela cidade boatos de que os médicos da Santa Casa de Misericórdia estavam se negando a realizar atendimentos pelo SUS - Sistema Único de Saúde -, mas a situação parece não ser bem assim.


Procurado por nossa equipe de reportagem, Alfredo Paroneto, médico e provedor da Santa Casa de Misericórdia, explicou que os atendimentos aos pacientes encaminhados pelo Pronto-Socorro Municipal; os casos de urgência e emergência; partos e UTI estão todos funcionando normalmente, com exceção das cirurgias eletivas (aquelas que são agendadas; procedimento, que não é considerado de urgência). Isso porque, segundo ele, a prefeitura está em dívida com o hospital: “Na verdade, estamos reduzindo as cirurgias eletivas por uma contenção de gastos, devido ao fato de que a prefeitura tem um débito conosco, relativo a este ano, de mais de R$ 500 mil. E para um hospital que tem um faturamento pequeno e que sobrevive com mais de 80% do SUS, quando não recebe do município realmente a dificuldade é grande. Até porque além desse valor existe ainda a dívida do governo anterior que também não foi paga, e que chega a aproximadamente R$ 400 mil. Independente de qual tenha sido a gestão, essa dívida chega a quase 1 milhão de reais”.


Para demonstrar sua opinião e em nome de toda classe médica da Santa Casa ele citou um velho ditado popular: ‘casou com a viúva, tem que cuidar dos filhos’. Então, se assumiu a prefeitura com dívida tem que honrar, porque o que nós honramos, cumprimos. Isso tudo nos deixa preocupados com o futuro em relação aos pacientes do setor público. A Santa Casa vai continuar sobrevivendo até porque é uma instituição que só vem crescendo no conceito em toda região, mas infelizmente, precisamos receber o que a prefeitura nos deve. Não há mais como esperar,” desabafou Alfredo Paroneto.


De acordo com ele, apenas a boa vontade dos médicos não basta. “Fazemos nossa parte, mas infelizmente a saúde tem custos. É preciso comprar material, medicamento, instrumental, comprar todos os equipamentos porque a tecnologia evolui muito rápido e é preciso acompanhar essa tecnologia para dar segurança aos profissionais e ao paciente e isso custa caro”, frisou Paroneto.


A expectativa é que as autoridades locais, os poderes executivo e legislativo, vejam a situação com responsabilidade e resolvam o problema. “Sabemos que todas as áreas de abrangência do município são importantes, mas também percebemos o descrédito e o descaso para com a área da saúde de Araguari. Infelizmente, notamos isso em todos os governos que passam. Mudam-se os governantes, mas a precariedade com a saúde continua, e a população está vendo essa dificuldade a cada ano. É preciso, antes de tudo, mudar essa visão com relação à saúde pública de Araguari, valorizando a vida humana, coisa que os políticos da cidade não têm feito”, destacou o médico. 


Para encerrar, Alfredo Paroneto garantiu que a volta aos atendimentos, especificamente aos casos cirúrgicos eletivos, somente será imediata se a prefeitura efetuar o pagamento das dívidas.


A Santa Casa


Nos últimos anos a evolução e o crescimento da Santa Casa de Misericórdia em Araguari foram notórios. A instituição cresceu de forma assutadora e positiva. Hoje, a unidade oferece aos pacientes UTI Adulto, UTI Neo-Natal, qualidade nos atendimentos e vêm salvando vidas. Um cenário completamente diferente do que se via na cidade, quando crianças, homens, mulheres, enfim, cidadãos, morriam dentro de ambulâncias e onde também gestantes chegaram a dar à luz. Inúmeras vezes pacientes saiam de Araguari em busca de uma vaga em cidades vizinhas, como Uberlândia.
Fonte: http://www.gazetadotriangulo.com.br/site/index.php?option=com_content&task=view&id=13104&Itemid=29

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Coisas de Araguari

A classe política da cidade é surpreendente. A cada dia, vemos novidades negativas. Coisas que só acontecem em Araguari.
Araguari é uma das poucas cidades do Brasil onde os moradores pagam duas vezes para asfaltar as ruas. Pagam os impostos. Depois, pagam às empreiteiras. Uma indecência sem igual. Nunca vi nada assim em outras cidades onde morei.
Agora, temos mais uma novidade (nem tão nova). Para serem servidos de rede de esgotos, os moradores do Bairro Palmeiras do Império precisam adquirir, com o dinheiro do próprio bolso, a tubulação necessária à execução da obra. Em outras palavras, o dinheiro gasto por eles com impostos e taxas de água e esgoto não é suficiente para a SAE prestar o serviço. Para aonde vai esse dinheiro?
O que mais me impressiona é que tudo isso é muito natural em Araguari. Ninguém abre o bico. É um silêncio criminoso, sobretudo dos vereadores. Omissos por conveniência, nem mesmo os representantes da oposição questionam essas ilegalidades e imoralidades. Sabem que isso sempre existiu, inclusive nos governos em que eram situação.
Também, o Ministério Público não se incomoda com o problema. Cara de paisagem, os membros da instituição parecem viver num paraíso. Com bons salários garantidos e em ambiente refrigerado e tranquilo, assistem a tudo passivamente. Nada os incomoda.
Enquanto isso, o bordão do radialista Eurípedes Martins continua ecoando e fazendo sucesso em Araguari: paaaaaaaaaga, povo!!!!!!!!!

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Comissão Legislativa de Inquérito? Para quê?

Em junho de 2009, numa das primeiras postagens aqui no blog, questionamos o porquê de a Câmara de Vereadores não ter instalado, tempestivamente, uma comissão legislativa de inquérito para apurar as irregularidades cometidas durante a construção do Hospital Municipal de Araguari. Mais de um ano depois, eis que a Câmara resolve investigar o caso.
Àquela época, a atuação daquela Casa Legislativa ainda poderia ser útil e necessária à elucidação dos fatos. Hoje, não mais. A Casa perdeu o bonde da história.
Essa atuação intempestiva agora traz mais dúvidas que esclarecimentos. Vejamos.
Por que só agora, em ano eleitoral, a Casa resolveu atuar? Ora, desde a época da construção do Hospital, a Câmara deveria ter agido, fiscalizando os projetos e a execução da obra. Por que não o fez? A resposta parece-nos óbvia: é que, à época, o grupo político que agora ataca a gestão do ex-prefeito Marcos Alvim simplesmente fechou os olhos para as irregularidades. É o caso, por exemplo, do ex-vereador Juberson dos Santos Melo, então lider do governo na Câmara.
Além disso, a realização da CLI não se mostra mais necessária jurídica e economicamente. Isso porque, juridicamente, os seus resultados não acrescentarão nada ao que já está sendo examinado, em fase bem avançada, pela Controladoria-Geral da União, Ministério da Saúde e Justiça Federal. Ainda que a apuração feita pela Câmara fosse séria e tempestiva, dificilmente seria eficiente. É que, como sabemos, o quadro de pessoal permanente daquela Casa não é dotado de técnicos especializados nas áreas contábil, jurídica e de engenharia, capazes de aprofundar o exame dos fatos com a qualidade necessária. Lá, em regra, só há espaço para os cargos de confiança, cujas preocupações são basicamente politiqueiras.
Também sob o prisma econômico, a instalação da CLI não se mostra razoável. Produzirá, isto sim, mais gastos desnecessários para o município. Por exemplo, consta da imprensa que vereadores já foram a Brasília buscar informações sobre as apurações feitas pelo Ministério da Sáude. Inegável desperdício de recursos públicos! Diárias, passagens e mordomias para obter documentos que poderiam ser encontrados no Ministério Público Federal em Uberlândia e na própria internet, como alguns utilizados por este blog.
Assim, a conclusão a que se chega aponta para a total desnecessidade de a Câmara apurar esses fatos agora. Trata-se de puro desperdício de tempo e dinheiro para realizar tão-somente alguns desejos eleitoreiros, nada além disso. Como parte dos vereadores tem o rabo preso, o resultado dos trabalhos, obviamente, será pífio.

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