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quarta-feira, 15 de novembro de 2017

Como usar o Judiciário para calar as mídias


Este post não fala obviamente de alguns jornalistas que, no dizer de um amigo, são unha e carne com políticos e outras autoridades. Refere-se, isto sim, a profissionais da imprensa e, hoje em dia, a cidadãos comuns que atuam nas mais diversas mídias. Como essas pessoas estão sendo caladas?

Simples! Movidas pelo autoritarismo latente no ser humano, essas autoridades usam o aparato judiciário (entenda-se: Judiciário, Ministério Público e Polícia) para intimidar aqueles que ousarem criticar-lhes alguma conduta. 

Pressionados, muitos jornalistas e usuários das mídias sociais acabam fazendo acordos judiciais para não terem que pagar indenizações definidas por setores do Judiciário contaminados pelo corporativismo e por igual autoritarismo. Vários perdem o espírito crítico, essencial ao exercício da profissão e da cidadania. Tornam-se, ao lado dos venais, dóceis reprodutores do discurso daquelas autoridades.  

Nesse contexto, não faltarão elogios às autoridades autoritárias. Mas, continuará lhes faltando caráter. Nem seria necessário dizer, mas a sociedade e a democracia perdem muito com isso.

Bagunça


Até hoje, o governo diz não saber a dívida herdada da gestão anterior. Imagine a bagunça: fornecedores querendo receber, mas sem contrato e nota de empenho. Por ineficiência, teve que contratar um fundação para realizar auditoria e apurar o tamanho do rombo. Mas, até o momento, os trabalhos não foram concluídos. 

Bebê tem a cabeça arrancada durante parto


Mais um absurdo! Mas, casos assim vão se tornando comuns num país onde o direito básico à saúde é constantemente negado à população. Ineficiência gerencial, corporativismo, excessiva ganância por lucro, corrupção, tudo isso molda o retrato macabro da saúde pública. E a dor dessa família? Quem irá reparar?

terça-feira, 14 de novembro de 2017

Democracia e transparência em falta



A Prefeitura que vai gastar mais de R$ 3,5 milhões com publicidade/ano é a mesma que não atualiza o portal da transparência.

sábado, 11 de novembro de 2017

SUSfácil?


Com fratura na perna, mulher espera há mais de uma semana na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) por um encaminhamento para cirurgia. 

Vergonha em dose dupla


É vexatório construir esse tipo de coisa e dizer que é um abrigo para usuários do [péssimo] serviço transporte coletivo. Igualmente vergonhoso é pagar R$ 2 mil ao jornal do pai de um servidor público comissionado por uma página de publicidade enaltecendo a "obra" como parte do tal "corredor turístico". 

Ameaças

Gazeta, Radar, 2/11/17

Em Araguari é comum parte da imprensa ser usada como garoto de recados. Isso ocorre nos sucessivos casos em que autoridades, sentindo-se incomodadas com críticas, usam a mídia para tentar intimidar, perseguir e calar adversários. Detalhe: o conceito de adversário é tão relativo que muitos agentes públicos costumam criar inimigos imaginários. Curioso notar que, em plena democracia, ainda existem agentes públicos exageradamente incomodados com as críticas da sociedade. Óbvio que, se ocorrerem abusos, existe o Poder Judiciário que, mesmo cheio de mazelas, tem a função de corrigi-los ou repará-los. De preferência, o agente público deve contratar advogado particular para se defender. Não pega bem utilizar advogados pagos com dinheiro público para isso! Usar o Ministério Público como muleta, então, nem pensar! 

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