O trânsito se sustenta em três pilares: educação, sinalização e fiscalização. Quando um deles falha, todo o sistema se desequilibra.
Em Araguari, infelizmente, parece existir apenas um pilar: a fiscalização — e ainda assim voltada quase exclusivamente para multar. Não se vê investimento consistente em educação para o trânsito. Basta observar algo básico: faixas de pedestres são frequentemente ignoradas pelos motoristas, sinal claro de que falta orientação, campanhas e presença educativa do poder público.
O município também não possui uma estrutura moderna e transparente de gestão do trânsito. Não há um órgão técnico robusto, com engenheiros de tráfego, analistas e fiscais concursados, nem equipamentos e planejamento voltados para atuar de forma integrada nesse tripé essencial.
Enquanto isso, a contratação de empresas para instalar e operar radares e câmeras permanece envolta em nebulosidade. A Prefeitura nunca informou com clareza quantos equipamentos existem na cidade, nem quanto é pago à empresa contratada. Sem transparência, o cidadão sequer consegue comparar o custo desses equipamentos em Araguari com o de outras cidades.
O mais preocupante é ver certos veículos de imprensa chapa-branca comemorando o alto número de multas aplicadas, como se isso fosse sinal de sucesso da política de trânsito.
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