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sexta-feira, 9 de janeiro de 2026

Vila dos Esportes: da propaganda oficial ao abandono do patrimônio público


Em novembro de 2022, a Prefeitura de Araguari anunciou com entusiasmo a inauguração da chamada Vila dos Esportes, apresentada como um moderno complexo esportivo integrado à Praça Professora Latifa Cafrune. Segundo o discurso oficial, tratava-se de uma obra emblemática, com investimento de R$ 1,2 milhão de recursos públicos, destinada a promover lazer, esporte, convivência comunitária e inclusão social.Três anos depois, as imagens atuais escancaram uma realidade bem diferente — e profundamente preocupante.
O que se vê hoje é um espaço visivelmente abandonado: portões quebrados e improvisados, telas rasgadas, portas arrancadas ou danificadas, instalações elétricas expostas, bebedouros inutilizados, equipamentos depredados, sinais claros de vandalismo, falta de limpeza, ausência de manutenção básica e nenhum indício de funcionamento regular. A sensação é de descaso absoluto com um equipamento público que custou caro ao contribuinte.
Não há qualquer sinal de vigilância, de controle de acesso ou de presença permanente do poder público. Um espaço que deveria ser de convivência segura para crianças, adolescentes e famílias se transformou em área vulnerável, sujeita à deterioração acelerada e ao uso indevido.
Mais grave ainda é a ausência de projetos esportivos, sociais ou culturais no local. Não há escolinhas, oficinas, campeonatos, atividades orientadas ou programação contínua. A Vila dos Esportes existe apenas no discurso institucional — na prática, está entregue à própria sorte.
A Vila dos Esportes de Araguari tornou-se um símbolo do que não pode ser normalizado: obras inauguradas com pompa, usadas como vitrine política e, depois, abandonadas. O Observatório de Araguari cobra respostas, providências e, sobretudo, respeito ao dinheiro público e à população, que deveria ser a verdadeira beneficiária dessas políticas.
Sem zelo, sem fiscalização e sem compromisso, políticas públicas deixam de ser concretizada. Resta apenas desperdício.


quinta-feira, 8 de janeiro de 2026

⚠️ Quando a polícia vira instrumento do autoritarismo, qualquer um vira alvo

 


O autoritarismo não nasce só no topo do poder.
Durante a ditadura, Pedro Aleixo deixou um alerta que atravessa o tempo:
“Das mãos honradas do presidente eu não tenho medo. Meu medo é o guarda da esquina.”

Quando o poder perde limites, ele desce a hierarquia, contamina instituições e transforma forças policiais em instrumentos de medo.

Costuma atingir primeiro negros, imigrantes e pobres. Mas não escolhe vítimas.
O caso de Renee Nicole Good, norte-americana, branca, 37 anos, mãe de três filhos, morta em uma ação da Polícia de Imigração dos EUA (ICE), escancara isso.

Sem controle democrático, qualquer pessoa pode ser o próximo alvo.


quarta-feira, 7 de janeiro de 2026

🚨 R$ 1,3 TRILHÃO SEM TRANSPARÊNCIA? O alerta é grave no Novo PAC

 


A Transparência Internacional – Brasil acaba de alertar que, apesar do Novo PAC prever R$1,3 trilhão em investimentos até o fim de 2026, somente uma pequena fração desses recursos possui dados públicos detalhadosaproximadamente 5,67% (R$79,5 bilhões) com informações acessíveis além da simples identificação das obras. (Transparência Internacional - Brasil)

➡️ Do total de 23.059 obras cadastradas, apenas cerca de 35,98% têm algum detalhamento disponível em portais públicos. 

📉 A ONG avaliou 99 indicadores de transparência em nove módulos ao longo do ciclo dos investimentos: seis desses módulos não apresentaram qualquer informação disponível, incluindo dados sobre planejamento, licitações, riscos e impactos socioambientais

⚠️ Riscos à vista: segundo a Transparência Internacional, essa escassez de dados facilita fraudes, corrupção, má gestão e dificulta o controle social dos recursos públicos — especialmente em obras de grande impacto, como usinas, infraestrutura energética e projetos com efeitos ambientais significativos. 

🔎 A crítica reforça que a baixa transparência também dificulta o monitoramento dos impactos sociais e ambientais, assim como a avaliação do uso e destino dos bilhões investidos em nossas cidades e regiões. 

📌 Conclusão: Uma política pública tão relevante como o PAC precisa de transparência total, com dados abertos, integrados e atualizados — não apenas para prevenir irregularidades, mas para fortalecer o controle social e a participação cidadã.

#ObservatórioDeAraguari #NovoPAC #Transparência #ControleSocial #IntegridadePública


quarta-feira, 17 de dezembro de 2025

Aluguel pago, prédio próprio apodrecendo: quem está lucrando com o abandono em Araguari?












Enquanto a Prefeitura de Araguari torra dinheiro público com aluguéis de imóveis para abrigar órgãos municipais, um prédio próprio — o da antiga Secretaria de Obras — apodrece a céu aberto, abandonado, virando símbolo do desperdício e da má gestão.

Ficam duas perguntas incômodas (e inevitáveis): quem está recebendo esses aluguéis? E onde estão os vereadores e os promotores do patrimônio público, pagos para fiscalizar justamente esse tipo de absurdo? Em Araguari, o dinheiro some, os prédios públicos caem, e a fiscalização… também.

terça-feira, 16 de dezembro de 2025

Mapa do dinheiro: os deputados campeões de emendas Pix

Com base em dados do site De Olho em Você, um levantamento revela quem são os deputados federais que mais receberam recursos por meio das chamadas emendas Pix — modalidade marcada pela transferência direta de verbas, com baixa rastreabilidade. Abaixo, a lista parcial divulgada pelo portal, com destaque para valores idênticos recebidos por diferentes parlamentares, apesar do número variado de emendas.

Deputados federais que mais receberam emendas Pix



















Apesar de legais, as emendas Pix são alvo de fortes críticas por causa da falta de transparência, da dificuldade de fiscalização e do risco de uso político-eleitoral dos recursos. Esses vícios levaram o Supremo Tribunal Federal (STF) a abrir investigações e impor limites e exigências mínimas de controle, justamente para evitar que bilhões de reais do orçamento público circulem sem critérios claros, prestação de contas efetiva e controle social.

quinta-feira, 11 de dezembro de 2025

Água mais cara em Araguari: aumento supera inflação e levanta suspeita sobre futura PPP


A Superintendência de Água e Esgoto (SAE) de Araguari anunciou um reajuste de 11,8% nas tarifas de água e esgoto, válido para todas as faixas de consumo e categorias, a partir das contas emitidas em janeiro de 2026. O aumento foi aprovado pela Arisb-MG, conforme a Resolução nº 368/2025, após consulta pública realizada entre 3 e 21 de outubro e análise de estudo técnico apresentado ao Conselho Municipal de Regulação.

Segundo a SAE, o reajuste busca equilibrar custos operacionais, manutenção e investimentos em infraestrutura. A tarifa de esgoto permanece fixada em 80% do valor da água. A autarquia informa que consumidores podem obter esclarecimentos pelos canais oficiais de atendimento.

Apesar do discurso de justificativa técnica, o reajuste de 11,8% supera de forma expressiva a inflação projetada para 2025 — estimada entre 3,5% e 4,5% — e destoa do aumento previsto para o salário mínimo de 2026, que deve ser bastante inferior ao índice aplicado pela SAE. Na prática, trata-se de um aumento que pressiona o orçamento das famílias sem que a renda acompanhe esse salto tarifário.

Há ainda um ponto político-econômico relevante: um reajuste acima da inflação pode ter sido adotado como estratégia para tornar a autarquia mais atraente ao mercado, já que Araguari caminha para um modelo de parceria público-privada (PPP) na gestão do saneamento. Tarifas mais altas elevam a expectativa de receita futura e, consequentemente, o apetite de investidores interessados no processo de privatização parcial dos serviços. Esse tipo de movimento, comum em processos de concessão, merece atenção por parte da sociedade e dos órgãos de controle, especialmente quando o serviço prestado ainda apresenta falhas sensíveis em diversos bairros.

quarta-feira, 10 de dezembro de 2025

Justiça suspende show com cachê de R$ 550 mil contratado pelo município de Santa Bárbara do Tugúrio-MG



A pedido do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), a Justiça deferiu liminar determinando ao município de Santa Bárbara do Tugúrio, no Campo das Vertentes, que suspenda o contrato e deixe de efetuar pagamentos para custeio da apresentação da cantora Joelma, que seria realizada no dia 27 de dezembro, em comemoração ao aniversário da cidade, com custo de R$ 550 mil. A decisão judicial também determina à empresa J Music Editora e Produções Artísticas que não realize o show e devolva valores eventualmente já recebidos.

A liminar foi proferida em Ação Civil Pública proposta pela Promotoria de Justiça de Defesa do Patrimônio Público de Barbacena, comarca à qual pertence o município de Santa Bárbara do Tugúrio, que alega que o gasto com o show é desproporcional em relação às despesas do município e que o valor do contrato está acima da média do que foi cobrado em outros shows da mesma artista em outras cidades, o que configuraria superfaturamento.

O município e a empresa já são alvos de uma outra ação que busca o ressarcimento de dano causado aos cofres públicos em razão de superfaturamento apontado em outro show da cantora realizado em 2022. No final de 2024, o município tentou mais uma vez contratar a artista, desta vez no valor de R$ 500 mil, o que foi impedido por decisão judicial.

A 2ª Vara Cível da Comarca de Barbacena arbitrou multa de um milhão de reais em caso de descumprimento da decisão por parte dos réus, sendo extensiva ao chefe do executivo municipal de Santa Bárbara do Tugúrio e aos que realizarem o evento.

Fonte: Portal do MPMG

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