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quinta-feira, 26 de maio de 2011

Municipalização do trânsito: tema ainda a ser debatido

Rua Rui Barbosa - Foto extraída do site do Gazeta do Triângulo

As pautas mudam com imensa velocidade em Araguari. O IPTU e o toco perderam fôlego. A bola da vez agora é a municipalização do trânsito. Tramita na Câmara um projeto de lei criando a Secretaria Municipal de Trânsito. Aprovado o projeto e implementadas diversas  medidas subsequentes, Araguari poderá se integrar ao Sistema Nacional de Trânsito. Vale dizer: poderá assumir a responsabilidade pelo planejamento, projeto, operação e fiscalização do trânsito não apenas no perímetro urbano, mas também nas estradas municipais. A prefeitura passaria, então, a desempenhar tarefas de fiscalização, aplicação de penalidades e educação de trânsito.

Como se vê, cuida-se de uma proposta relevante, de inegável interesse público. Isso, por si só, justificaria uma maior divulgação do assunto. Entretanto, não é isso o que se vê.

Como sói acontecer em Ventania, o tema vem sendo abordado apenas por uns gatos pingados, aparentemente todos sem conhecimento do assunto. O motivo é simples: falta de publicação do projeto de lei e da respectiva exposição de motivos. Como a Prefeitura só gasta dinheiro para propagandear que o mundo é azul, só saberemos das mudanças quando a lei for publicada.

O pouco que ouvi sobre o assunto já me assustou. Fico com dois exemplos. Primeiro, o senhor prefeito. Ele afirmou em uma emissora de rádio que, com a aprovação da lei, poderá instalar pardais nas avenidas-rodovias e cobrar multas dos viajantes que por ali passarem em velocidade acima da permitida. Vejam só a preocupação do nosso mandatário maior. Ele só quer arrecadar. É um caso de delírio arrecadatório. Pior: de forma leviana, tem a coragem de dizer que só os viajantes desavisados irão pagar multa. Ora, pardal pega qualquer um, não escolhendo a vítima pela origem do seu veículo. Bola fora!

Segundo exemplo. O radialista Valmir Brasileiro, no programa Linha Dura, da Rádio Vitoriosa, vem se mostrando um ardoroso defensor do projeto de lei. Igual ao prefeito, vale-se de falsos argumentos para justificar a aprovação de afogadilho. Afirma peremptoriamente que não aguenta mais ver a quantidade de acidentes, de feridos e de mortos no trânsito. Chega ao ponto de dizer que não importa o quanto será gasto na criação da Secretaria. Para ele, não é relevante, por exemplo, saber como e por quanto serão contratados os servidores para o novo órgão. Há dois pecados evidentes nesse pensamento. A simples criação de uma secretaria e a municipalização do trânsito, por si sós, não evitarão a ocorrência de acidentes e de mortes nas vias públicas da cidade. O custo e a forma de criação desse órgão também são relevantes. As funções de agente de trânsito, por exemplo, são típicas de servidores efetivos, não podendo ser desempenhadas por comissionados. Mais que isso: para exercerem o poder de polícia de trânsito, terão que se submeter a treinamentos. A criação de uma secretaria "meia-boca" só irá causar problemas, tais como: contratação de apaniguados políticos, desperdício de recursos públicos, anulação de multas por infrações de trânsito, etc.

Por essas e outras, o debate sobre o tema ainda está muito verde e restrito. Necessita de aprofundamento e pluralização. Ouçam-se a sociedade e os técnicos no assunto. Democracia faz bem. O que faz mal é ver uma Câmara, de joelhos perante o Executivo, aprovar,  na calada da noite, leis feitas nas coxas.

Leia mais sobre o assunto no Olhar Urbano, na Gazeta do Triângulo e aqui mesmo no blog.

A RÁDIO É VITORIOSA; ARAGUARI É A PERDEDORA

“Mudar de ideia por razões honestas é sinal de inteligência. Mudar de ideia por oportunismo é covardia”. Essa frase combina perfeitamente com o momento político pelo qual estamos passando em Araguari.
É com muita tristeza que tento por em palavras sentimentos ruins de decepção e impotência diante de pessoas que se acham “poderosas”.
Decepção. Essa palavra não me sai da cabeça. Nem do coração. Em um passado nem tão distante vi um amigo perder o emprego por não se sujeitar as regras impostas na empresa em que trabalhava, até então a
nossa velha e querida rádio Araguari. Durante esse tempo pude acompanhar  seu sofrimento em ser mais um desempregado na cidade.
Com o passar do tempo, como diz um velho ditado popular: “POLÍTICA É COMO NUVEM”, o que foi dito ontem já não vale mais nada hoje e, possivelmente, o que está sendo acertado hoje, amanhã será outro dia. Esse mesmo amigo foi chamado de volta e finalmente pôde expor suas opiniões sinceras em relação aos acontecimentos políticos locais não, sem ser perseguido, é claro.
O engraçado é que outro amigo que coincidentemente também trabalhava nessa emissora foi demitido ao tentar entrevistar certo secretário da prefeitura municipal de Araguari. Eu mais uma vez sofri junto,
pois mesmo não concordando com sua postura de defensor do governo sempre respeitei suas escolhas partidárias.
Não me canso de observar como o cenário político é flexível. MAIS UMA VEZ A NUVEM MUDOU DE FORMA. Agora mais dois não tão amigos e, nem por isso, menos importantes, já que são pessoas que aprendi a ouvir sempre e a gostar também. Mesmo que um  deles consiga me irritar muito com sua postura nem um pouco imparcial, o que nos causa boas discussões e também boas risadas, nunca quis ou desejei esse acontecimento.
Agora vejo com imensa tristeza e um grande sentimento de perda que a nossa tão querida rádio Araguari, que hoje se tornou “rádio Vitoriosa Araguari”, não pertence mais a nossa cidade.

Sandra Lúcia Ferreira

Torrando dinheiro público com propaganda

A Câmara de Vereadores começou a publicar os seus gastos e receitas no site http://www.camaraaraguari.mg.gov.br/ . Oportunamente, provaremos que essa publicação não atende ao que determina a Lei da Transparência. Inclusive, encaminharemos denúncia ao Tribunal de Contas do Estado nesse sentido. Por ora, chamamos a atenção para alguns gastos.
Você sabia que somente no mês de março a Câmara pagou R$ 40.978,80 (quarenta mil, novecentos e setenta e oito reais e oitenta centavos) à empresa André Ferreira Franco? São gastos com publicidade da Casa. Esse gasto corresponde a mais 7% das despesas da Câmara.
Esses gastos são muito elevados (irrazoáveis), sobretudo se considerarmos que Araguari é uma cidade pobre, onde a maior parte da população não tem acesso a serviços públicos de qualidade. A conclusão é mais grave se considerarmos que, mesmo gastando tanto, a Câmara não publica informações essenciais à população, tais como: os projetos de leis em tramitação, a prestação de contas dos gastos com as verbas de gabinete, etc. O Código Tributário e as contas do governo Marcos Alvim, por exemplo, foram aprovados na calada da noite, na surdina.

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Lendas Urbanas

Todo lugar tem seu folclore, suas lendas. Araguari não é diferente. Só que aqui as lendas parecem bem reais. Fala-se, por exemplo, na empreiteira do Tiboca, nos postos de gasolina do "Mama", sobrinho do ex-prefeito Marcos Alvim, e em outras estórias ou histórias  urbanas.
Seriam apenas lendas? Qual sua opinião? Acrescente outras lendas ao já rico folclore araguarino.

Ninho de Amor ou de Cobras?

A publicidade do Novo Modelo de Divulgação diz que a cidade é um ninho de amor. Se a referência for ao estilo cordial da população da cidade, tudo bem. Agora, se a propaganda se referisse apenas à classe política araguarina, inclusive ao atual governo, melhor seria qualificá-la como um ninho de cobras. 

Coincidência?

Na Rádio Vitoriosa, só dá publicidade da Prefeitura. O prefeito aparece por lá todos os dias para dar entrevistas. Seria mera coincidência?

Mônica Costa é homenageada no Palácio dos Ferroviários



"Escrito por Sávia de Lima   
Qua, 25 de Maio de 2011 00:00
Ontem, dia 24, foi um dia de muita emoção para Mônica Costa, jovem araguarina que participou do programa Ídolos 2011 da Rede Record e encheu de orgulho todos os seus conterrâneos. Além de ser homenageada logo pela manhã em um café realizado no Palácio dos Ferroviários, a cantora foi aplaudida na sede do Poder Legislativo que, em sua sessão semanal, ofereceu flores a Mônica em forma de reconhecimento ao seu talento e brilhante desempenho na competição. 


Foto: Ludmilla Penna Rodrigues / Ação Social
Ao lado de familiares e amigos, cantora 
recebeu a homenagem das autoridades do município

No Palácio dos Ferroviários, familiares, amigos e autoridades se reuniram para homenagear Mônica que ouviu do prefeito Marcos Coelho (PMDB) o agradecimento em nome toda a cidade. “O que nós queremos dizer é que você é o orgulho de Araguari. Muito obrigado por ter representado a nossa cidade tão bem durante o programa”, disse o chefe do Executivo.

A cantora também foi homenageada pelos servidores e presenteada com peças de artesanato produzidas pela equipe da secretaria de Trabalho e Ação Social. “A participação da Mônica no programa foi um momento muito especial em que a cidade parou para ver uma filha honrar o nome do município em âmbito nacional tanto em sua atuação musical como em sua humildade. Mas, principalmente, por ela ter assumido e valorizado o nome de sua terra natal”, disse Virgínia Alcântara, secretária de Ação Social. 

Elogios tecidos também pelo vereador Rogério Bernardes Coelho (PTC) presidente da Câmara Municipal. “Sem dúvida, a Mônica representou muito bem a cidade de Araguari durante a competição e, independente do resultado, o que temos a dizer é que ela nos orgulhou e muito. Temos certeza de que este é apenas o início de uma trajetória muito bem sucedida que ela ainda irá traçar”, comentou."



Transcrito do Gazeta do Triângulo, 25/05


Pitaco do Blog
As homenagens são merecidas. Isso é indiscutível. Todo talento merece elogios e reconhecimento.
De se ressaltar, como sempre, o oportunismo da classe política da cidade. Bem ao estilo Lula, o prefeito e o presidente da Câmara aproveitaram para extrair alguns dividendos políticos da situação. 
Seria bom avisar a esses senhores que existem outras formas de homenagear os talentos da cidade. Uma delas seria criar políticas públicas na área cultural, incentivando os artistas, escritores, artesãos araguarinos. Gastar melhor os recursos públicos nessa área já seria um bom começo. Por exemplo, o desperdício de dinheiro público no pagamento de alugueis e reforma do tal "teatro municipal" é um fato que, em vez de ajudar a classe artística, causa-nos vergonha.
Fora, oportunismo e a incompetência! Parabéns, Mônica! Que o seu exemplo motive o surgimento de várias "Mônicas".

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