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sexta-feira, 16 de janeiro de 2026

Dezembro dourado no Judiciário: supersalários, penduricalhos e a “Mega-Sena” togada


Os rendimentos pagos a magistrados em dezembro de 2025 expõem um escândalo que já virou rotina no Brasil: supersalários bancados pelo contribuinte, à margem do espírito republicano e muito acima da realidade do país.

📌 Uma desembargadora recebeu R$ 1.773.577,35 líquidos em apenas um mês. Um valor tão absurdo que lembra o prêmio principal da Mega-Sena — com a diferença de que, aqui, não houve sorteio. Houve folha de pagamento.

💸 O subsídio constitucional virou figurante. O protagonismo ficou com indenizações milionárias e “direitos eventuais” que driblam o teto constitucional, transformando exceção em regra e privilégio em sistema.

📊 Os números mostram que o problema é estrutural:

  • 10.844 magistrados receberam acima de R$ 100 mil líquidos no mês

  • Quase 800 embolsaram mais de R$ 200 mil líquidos

🚨 Enquanto isso, professores, profissionais da saúde e servidores da linha de frente enfrentam arrocho salarial, falta de recursos e cortes orçamentários. Dois Brasis convivendo: um submetido ao teto; outro, acima de qualquer limite ou pudor.

⚠️ Supersalários não são apenas um problema financeiro. São um problema moral, institucional e democrático. Eles corroem a confiança no Judiciário e reforçam a percepção de que há castas blindadas contra qualquer controle.

📣 Transparência não basta. É preciso fechar brechas, impor limites reais e resgatar o mínimo de vergonha institucional.

🎄 Para alguns, dezembro é mês de Natal. Para outros, é Natal + Ano Novo + Mega-Sena, tudo pago pelo cidadão.

Fonte dos dados: Ricardo Berezin @RicardoBerezin, Bacharelado em Jornalismo (Cásper Líbero) e Filosofia (USP). Mestre em Administração (UFRJ).

quinta-feira, 15 de janeiro de 2026

Fenacafé 2026: artista leva quase tudo, produção fica com migalhas



Na manhã da segunda-feira (12/01), a Prefeitura de Patrocínio publicou no DOMM o extrato do contrato firmado com a empresa Balada Eventos e Produções, responsável pelos shows de Gusttavo Lima em todo o Brasil.

De acordo com a planilha contratual, o valor global é de R$ 1.600.000,00, distribuído em diferentes percentuais. A maior fatia — 62,67% do total — é destinada diretamente ao artista, o que representa mais de R$ 1 milhão a título de pró-labore.

Os demais profissionais envolvidos na produção, com exceção do proponente, recebem apenas 4,5% do montante, o equivalente a R$ 72 mil.
O valor restante cobre despesas como hospedagem, alimentação, logística, impostos e outros tributos.

Fontes: Mais1Online: https://mais1online.com.br/prefeitura-publica-extrato-do-contrato-do-show-de-gusttavo-lima-na-fenacafe-2026/

Instagram (documentos): https://www.instagram.com/p/DTcuFbGDXsI/?igsh=YWFya2hsOHgxNzd3

Observatório de Araguari: https://observatoriodearaguari.blogspot.com/2026/01/show-milionario-patrocinio-paga-r-16.html

Show milionário: Patrocínio paga R$ 1,6 milhão a Gusttavo Lima e concentra metade do orçamento da Fenacafé


 
A Prefeitura de Patrocínio, no Alto Paranaíba, decidiu desembolsar R$ 1,6 milhão para a contratação do cantor Gusttavo Lima na Fenacafé 2026, evento que celebra os 184 anos do município. O valor corresponde a quase metade de todo o orçamento destinado às atrações musicais da festa neste ano, que soma R$ 3,3 milhões.

O montante reservado para os shows em 2026 representa um aumento de 61% em relação à edição de 2025, quando a prefeitura gastou R$ 2 milhões com apresentações musicais.

A Fenacafé está marcada para acontecer entre 6 e 9 de maio de 2026, e todas as contratações foram realizadas por inexigibilidade de licitação, conforme consta nas publicações do Diário Oficial do Município de Patrocínio (DOMM) desta segunda-feira (12).

O cachê do chamado “embaixador” chama atenção também pela evolução: mais que dobrou em relação à última apresentação do artista no aniversário da cidade, em maio de 2022, quando recebeu R$ 600 mil.

Na prática, o valor pago a Gusttavo Lima equivale quase à soma dos cachês das outras três atrações contratadas para a edição de 2026. Além do sertanejo, a programação musical inclui outros três artistas, além de etapas do rodeio internacional PBR. Os valores pagos são:

  • Nattan – R$ 700 mil

  • Murilo Huff – R$ 600 mil

  • João Bosco & Vinícius – R$ 400 mil

No ano passado, a Prefeitura de Patrocínio empenhou R$ 2 milhões para contratar cinco atrações. O maior cachê foi o de Ana Castela, no valor de R$ 720 mil, seguido por:

  • Hugo & Guilherme – R$ 554 mil

  • Israel & Rodolffo – R$ 350 mil

  • Guilherme & Santiago – R$ 200 mil

  • Luciano Camargo – R$ 180 mil

Os números levantam questionamentos sobre prioridades orçamentárias, critérios de gasto com recursos públicos e a crescente concentração de valores em um único artista, especialmente em um cenário de demandas sociais permanentes nos municípios do interior.

Fontes: Mais1Online: https://mais1online.com.br/prefeitura-publica-extrato-do-contrato-do-show-de-gusttavo-lima-na-fenacafe-2026/

Instagram (documentos): https://www.instagram.com/p/DTcuFbGDXsI/?igsh=YWFya2hsOHgxNzd3

Doação de R$ 2 milhões e silêncio: o que Tarcísio precisa explicar sobre o escândalo do Banco Master

 


É fundamental que o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), venha a público esclarecer, de forma objetiva e transparente, qual é a sua relação com Fabiano Zettel (cunhado de Daniel Vorcaro), preso ontem (14) no escândalo envolvendo o Banco Master. Zettel foi o principal doador pessoa física da campanha de 2022 do atual governador de São Paulo, tendo realizado a maior doação individual, no valor de R$ 2 milhões.

Diante da gravidade dos fatos, do envolvimento de figuras centrais em um esquema financeiro sob investigação e das pretensões eleitorais de Tarcísio — seja à reeleição em São Paulo, seja a uma eventual candidatura à Presidência da República —, o silêncio não é uma opção. Transparência não é favor: é dever.

quarta-feira, 14 de janeiro de 2026

Emenda Pix: 300 casas prometidas, só 1 construída

Reportagem do Estadão expôs mais um escândalo das chamadas emendas Pix: R$ 13 milhões foram destinados à construção de 300 casas populares em Iracema (RR), mas, mais de um ano depois, apenas uma casa foi construída — e está vazia. O terreno onde deveriam estar as outras 299 moradias permanece tomado pelo mato, sem qualquer fundação. O projeto virou propaganda política; a execução, abandono.

Os recursos partiram do então deputado Jhonatan de Jesus, hoje ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), e de seu pai, o senador Mecias de Jesus (Republicanos). O caso é ainda mais grave porque Jhonatan atualmente atua como relator de processos relevantes no TCU, órgão responsável por fiscalizar as contas públicas. Enquanto o ministro nega irregularidades e a prefeitura alega ter gasto os valores em “projetos técnicos”, famílias seguem sem moradia e o dinheiro público segue sem explicação clara — um retrato da falta de transparência, rastreabilidade e controle das emendas Pix.

Fonte da postagem e da imagem: Estadão.

A CASA DE R$ 13 MILHÕES


Aqui está ela.

Única. Solitária. Abandonada.

Segundo a promessa oficial, este imóvel faria parte de um conjunto de 300 casas populares.
Segundo a realidade, ele representa R$ 13 milhões em emenda parlamentar do então deputado Jhonatan de Jesus — hoje ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), justamente um dos responsáveis por fiscalizar as contas públicas.

Nenhum morador.
Nenhum bairro.
Nenhuma fundação ao redor.

Só uma casa…
e 299 promessas invisíveis, engolidas pelo mato e pelo silêncio institucional.

O dinheiro público virou propaganda política, “projeto técnico” e abandono físico.
Não é política habitacional.
É um monumento ao descaso e à falta de transparência.

Onde está o restante do dinheiro?
Quem fiscalizou a execução dessas emendas?
Quem foi responsabilizado?
E, diante desse histórico, como é que o deputado foi indicado, teve seu nome aprovado e foi nomeado ministro do TCU?

🏚️ Uma casa construída.
💸 Treze milhões transferidos.
🔍 E um silêncio que grita.

terça-feira, 13 de janeiro de 2026

Denúncia sobre concurso público em Araguari completa mais de um ano sem resposta do MPMG

 


Em 1º de outubro de 2024, protocolamos denúncia no Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) apontando possíveis ilegalidades e inconstitucionalidades no concurso público do Município de Araguari, regido pelo Edital nº 01/2023, realizado em parceria com o Instituto Brasileiro de Gestão e Pesquisa (IBGP).

Um resumo da denúncia foi publicado à época (leia aqui), garantindo transparência e controle social. Passado mais de um ano, o procedimento segue em tramitação no MPMG sem conclusão conhecida, o que causa preocupação quanto à demora na apuração de fatos relevantes.

O concurso previa inicialmente três vagas para o cargo de Médico Regulador. Após a realização das provas, a Lei Municipal nº 6.830/2023 criou mais nove cargos, totalizando doze vagas, o que permitiu a convocação da 12ª colocada, Ana Carolina Naves Fernandes, esposa do prefeito Major Renato Carvalho Fernandes.

Dados do Portal da Transparência reforçam os questionamentos. Atualmente, a Prefeitura conta com 7 médicos reguladores em atividade, número inferior às vagas criadas por lei. Ainda segundo a base oficial, em dezembro de 2025, a servidora recebeu remuneração bruta mensal de R$ 13.881,80, excluídos 13º salário e vale-alimentação.

A denúncia sustenta possível violação aos princípios da legalidade, moralidade e impessoalidade (art. 37 da CF), além de indícios de improbidade administrativa e abuso do poder legislativo e administrativo. O caso tramita sob a Notícia de Fato nº 02.16.0035.0128734/2024-20.

Cabe à sociedade acompanhar, cobrar e exigir respostas. O prolongamento injustificado da apuração fragiliza a confiança nas instituições de controle. O Observatório de Araguari seguirá monitorando o caso, reafirmando que fiscalização é dever cívico e que transparência não é ataque — é democracia.

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