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quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

Prefeitura: uma caçamba cheia de suspeitas



Ouvi parte do depoimento do empresário Juliano ( Disk Caçamba) na Câmara. As acusações contra integrantes do governo são graves. Ele alega que prestou serviços de cascalhamento de vias públicas, limpeza de terrenos e outros sem ter sido formalmente contratado e sem o devido pagamento. Afirmou, ainda, que a pouca quantia recebida foi paga em espécie, suspeitando de que parte dos recursos tenham sido embolsada por agentes públicos. Mencionou nomes.

Claro, todas as pessoas mencionadas terão o direito de se defender (se é que a provável Comissão Legislativa de Inquérito (CLI) e o Ministério Público (MP) irão realmente investigar esses fatos). Contudo, pelos detalhes trazidos pelo empresário e pelo histórico nada abonador da atual gestão, a maior parte dos fatos narrados tem grandes chances de ser verdadeira. 

As práticas relatadas em seu depoimento correspondem exatamente ao que ocorreu na Prefeitura em outras ocasiões. Execução de serviços sem cobertura contratual, por exemplo, ocorreu na festa da posse do prefeito Raul Belém e na "prestação de serviços" feita pelo advogado Tomaz Chayb no período de abril a setembro de 2013. Não se trata de novidade, portanto. Da mesma forma, o pagamento feito "por baixo dos panos". Nas escutas da Operação Tarja Preta, fica bem claro que agentes públicos falavam do pagamento ao advogado Chayb (normalmente, a forma desse pagamento era discutida via Skype). 

Esse tipo de prática, ao que parece, comum na Prefeitura de Araguari, caracteriza a famosa "química contratual". Paga-se uma quantia a uma determinada empresa, contratada regularmente, sem ela prestar serviços ou fornecer produtos ao órgão público. Daí, o empresário repassa o dinheiro ou parte dele para os agentes públicos supostamente pagarem outro fornecedor que tenha prestado serviços sem contrato. Como se vê, não há controle algum sobre valores e destinação do dinheiro. O dinheiro público entra numa espécie de "caixa dois". Num limbo contábil. Os agentes públicos tanto podem pagar algum fornecedor quanto podem embolsar os valores (corrupção). 

Descobrir a origem e o real fim desses recursos não será fácil. O empresário disse que não recebeu. A CLI (a Câmara) não tem condições técnicas de investigar os contratos de onde poderiam ter saído esses recursos. No máximo, se tiver um pouco de vontade de trabalhar, poderá quebrar ou pedir a quebra de alguns sigilos para achar o rastro de parte dos valores. Se eu pudesse arriscar um palpite, diria que a CLI será instaurada, mas, no final, não irá chegar a lugar algum. No máximo, irá causar novo desgaste político ao péssimo prefeito, Raul Belém, e a fritura de um ou outro lambari. Mas, o cheiro deixado no ar, como sempre, será o de pizza.

Caçamba!


domingo, 18 de janeiro de 2015

Novo sorteio: apostila Banco do Brasil


Mais uma apostila inteiramente "de grátis". Desta vez, visando ao concurso do Banco do Brasil. O sorteio seguirá os mesmos padrões. Será de acordo com o resultado da Loteria Federal, extração do dia 14 de fevereiro. Inscrições até as 18 horas desse dia. Inscrições por meio de comentários neste post ou no Facebook, bem como via e-mail: marcos@observatoriodearaguari.com.

Aceito sugestões de apostilas para os próximos sorteios mensais.

Boa sorte! 

Atualizado às 02h40 do dia 7 de fevereiro para adiar a data do sorteio para 14 de fevereiro. 

Apostila da UFU: saiu a ganhadora!


Conforme combinado (clique aqui), realizamos ontem o sorteio de uma apostila para o concurso de Assistente de Educação da Universidade Federal de Uberlândia. 

A ganhadora foi Amanda Soares, que concorreu, entre outros, com número 04, correspondente à dezena sorteada (29.704) no primeiro prêmio da Loteria Federal ontem (clique aqui).

sábado, 17 de janeiro de 2015

Lixão na saída do Capim Branco é persistente



Fonte: Linha Dura, TV Vitoriosa.



Pitaco do blog
Diversas reportagens já foram feitas no local. Aqui no blog mesmo temos algumas postagens sobre o "Lixão do Capim Branco". Apesar disso, indivíduos sujões, contando com a omissão do poder público, continuam dando vida ao lixão.  Não era pra ser assim. Os recursos públicos deveriam ser aplicados para educar e, se for o caso, punir os sujões, evitando o descarte irregular de materiais nesse e em outros locais. Contudo, em Araguari, pretender que a Prefeitura cumpra regularmente as suas obrigações é como fazer careta pro trem de ferro.

Veja mais sobre o assunto:

Lixão do Capim Branco continua incomodando

Lixão na saída para o Capim Branco continua sendo alvo de reclamações

quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

Desperdício de água pela SAE



Fonte: Linha Dura, TV Vitoriosa.



Pitaco do blog

A água é um bem cada vez mais valioso. Porém, o mesmo governo que aumenta o seu preço e exige o fim do desperdício não dá o exemplo. Esse é um tipo de problema que deveria ser solucionado com urgência pela Superintendência de Água e Esgoto (SAE). Entretanto, o que se vê, como reportado, é a demora em atender aos reclamos do cidadão que denunciou o desperdício.

APARA: Nova entidade protetora dos animais


Outra entidade que merece todo o apoio da sociedade araguarina é a Associação de Proteção dos Animais de Araguari (APARA). Mais um trabalho de pessoas abnegadas no afã de proteger os animais, suprindo, assim, mais uma omissão do poder público na cidade. A fundação da associação e a posse da sua diretoria ocorrerão amanhã, 16. O convite feito pelo senhor Roberto Paganini, reconhecidamente uma pessoa apaixonada pela causa animal, é, agora, estendido aos leitores do blog:



Postagem em destaque

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