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sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Ex-prefeito é condenado pela Justiça de Araguari

Marcos Alvim está condenado em Primeira Instância

    A Justiça Penal de Araguari julgou um processo criminal que foi aberto no ano de 2008 e que teve sua conclusão neste ano. Trata-se de uma ação iniciada pelo Ministério Público de Araguari, em 2008, envolvendo uma licitação para a construção do Centro de Cultura Afro-Brasileiro na cidade de Araguari.
    O Ministério Público entendeu que a verba federal destinada à obra foi empregada em desacordo com a lei de Licitações. A punição foi decretada pelo fato do governante do Município ter aumentado o valor da obra em mais R$ 22.702,00 (vinte e dois mil, setecentos e dois reais) sem qualquer autorização legal.
    A condenação total foi de três anos de detenção, mas também inclui o pagamento de trinta dias multa. A pena foi substituída pela prestação de serviços à comunidade, à razão de uma hora por dia, mais o pagamento de três (3) salários mínimos em favor de uma entidade social.
    O ex-prefeito tem o direito de recorrer ao Tribunal de Justiça de Minas Gerais, o que já foi feito pela defesa dele.
O DIÁRIO abre espaço para manifestação do ex-prefeito, se desejar.
Transcrito do jornal Diário de Araguari, 21/09/2012.


Pitaco do Blog

Esse processo judicial é uma decorrência da auditoria realizada pela União nos gastos com recursos federais, no caso, vindos do Ministério da Cultura.
Referida auditoria constatou outras possíveis irregularidades. Entre elas, a mais conhecida é a das falhas na construção do Hospital Municipal.
Em decorrência dessa fiscalização federal, o ex-prefeito vem respondendo a processos judiciais e administrativos, visando, especialmente, a reparação de supostos prejuízos causados aos cofres públicos.

Nepotismo


Abra o olho, eleitor!

Em períodos eleitorais, os cuidados do cidadão devem ser redobrados. Os candidatos mentem descaradamente, tentando ganhar o nosso voto. 
No passado, algumas mentiras ditas em período eleitoral ficaram famosas em Araguari. Lembro-me de que na década de 80, os jornais propagavam a notícia de que o governo do Estado construiria um prédio de doze andares na Av. Tiradentes, onde funcionaria a antiga Minas Caixa. Passaram as eleições. A Minas Caixa construiu uma pequena edificação com apenas um pavimento, onde a instituição funcionou até ser privatizada.
Onde eu quero chegar com essa história sem graça? Simples assim. Avancemos no tempo até os dias atuais. A imprensa da cidade, repercutindo informações vindas da Prefeitura, informou que uma montadora italiana e uma empresa de call center estariam de malas prontas para se instalarem na cidade, gerando centenas de empregos para os araguarinos.
Curiosamente, essas informações começaram a ser veiculadas pelo Correio de Araguari, um jornal umbilicalmente ligado ao governo Marcos Coelho. Pesquisando-se no Google, encontramos pouquíssimas informações sobre a vinda dessas empresas. Em regra, as raras notícias são justamente aquelas publicadas no periódico "oficial" da Prefeitura.
Como os integrantes do governo, que iniciaram a divulgação dessas notícias, estão se mostrando mentirosos contumazes durante o processo eleitoral, convém que desconfiemos dessas informações. Os nossos políticos especializaram-se em ludibriar cidadãos de boa-fé. Não esperemos verdades, sobretudo em períodos eleitorais. Para a vinda dessas empresas ser apenas mais um "estelionato eleitoral", não custa nada. Vamos aguardar.
Clique aqui e aqui e leia notícias sobre a possível vinda de empresas para a cidade.

terça-feira, 18 de setembro de 2012

Gabinete é alvo de críticas e secretária presta esclarecimentos junto à imprensa


A secretária de Gabinete, Livya D’Angela Povoa de Lima, concedeu entrevista à repórter Sávia de Lima, do jornal Gazeta do Triângulo, rebatendo críticas feitas ao trabalho daquela Pasta. Clique aqui para ler na íntegra. Pelo menos dois pontos da fala da secretária merecem ser abordados aqui.

Primeiro, acerca dos gastos de 1 milhão de reais com publicidade e propaganda, a secretária afirmou que "os meios de comunicação são responsáveis pela sua pauta e eu como secretária de Gabinete não controlo e nem interfiro, maior prova disso são os programas de algumas emissoras que insistem em faltar com a verdade. Em relação aos gastos do município com a imprensa, o que tenho a dizer é que estes recursos atendem as prioridades do governo e a comunicação dos atos de cada secretaria que, de certa forma, contribuem para a interação e participação dos munícipes com a administração. E tais recursos são investidos conforme a necessidade do governo por uma empresa contratada de acordo com a Lei de Licitações e que obedece todos os ditames da legislação vigente”.

Em seguida, ao responder as críticas sobre o fato de ser parente do prefeito, a secretária objetou: “Sou graduada em Administração com ênfase em Finanças e Marketing pela Escola Superior de Administração, Marketing e Comunicação (ESAMC). Além de ser araguarina, o meu currículo profissional prova que não sou secretária por qualquer outro motivo que não a competência e o perfil para ocupar o cargo. Sobre o nepotismo, o próprio Supremo Tribunal Federal se manifestou que a indicação de profissionais com algum grau de parentesco para cargos de natureza política, como é o caso dos secretários, não caracteriza nepotismo. Este entendimento não é meu, é do STF, então, se há alguém que afirma o contrário, está, no mínimo, desinformado".

Vamos analisar essas falas, começando pela primeira.

Os gastos com publicidade e propaganda do governo Marcos Coelho são exagerados. Demonstram que a gestão atual escolheu mal as suas prioridades. Afinal, não soa bem gastar muito com propaganda quando, por exemplo, a saúde pública vai mal. Já falamos algumas vezes disso aqui. 

Além disso, as despesas não se resumem a gastos com veiculação de peças publicitárias em emissoras de rádio e TV ou em jornais. Também foram feitos gastos com a confecção de um jornal, de legalidade duvidosa, enaltecendo, sobretudo, a imagem do prefeito. Além disso, foram gastos mais de 200 mil reais em um estranho convênio firmado com a Rede Integração (em troca de gastos com publicidade, a emissora instalaria uma antena de TV digital na cidade).

Também, não me parece condizente com a verdade bradar que os gastos são feitos dentro da lei. Primeiro, porque falta transparência na divulgação deles. Sem a devida publicidade, nenhum cidadão pode saber se as despesas são realmente legais. Além disso, o município descumpre, descaradamente, a Lei federal nº 12.232/2010, que exige sejam publicados, detalhadamente, os gastos com publicidade e propaganda oficiais, discriminando os valores destinados às agências de publicidade e aos veículos de comunicação social (nomes das rádios, jornais, etc.). O povo tem o direito de saber, por exemplo, se a emissora de rádio "V" recebe mais dinheiro do que a emissora "P". Isso nunca foi feito.

Quanto ao segundo tema (nepotismo), à lei (Constituição Federal) não interessa saber se o parente do prefeito é competente ou pós-graduado. Isso não importa quando a questão é objetiva: não se pode contratar parentes até o terceiro grau do prefeito.

O argumento de que parentes podem ser contratados para cargos políticos é válido apenas em parte. O Supremo Tribunal Federal realmente admite a contratação de parentes do prefeito para o cargo de secretário municipal. Entretanto, é preciso saber se a contratação de três parentes, ao mesmo tempo, para o secretariado não afronta aos princípios da moralidade, da impessoalidade e da razoabilidade (além da Lyvia, Marcão contratou o seu cunhado Sílvio Póvoa e a nora Thereza Christina Griep; antes, teve o seu sobrinho Rodrigo Póvoa como secretário-adjunto de Saúde). É isso que deve ser questionado, inclusive perante o Poder Judiciário. Para tanto, basta o Ministério Público ou algum cidadão denunciar o fato.

Resumindo: os parentes do prefeito são muito bons na hora de defender o patrão e parente. Entretanto, na prática, a atuação deles apenas reflete alguns vícios da gestão Marcos Coelho. É comum ver que alguns deles, em vez de efetivamente prestar serviços públicos, passam boa parte do tempo  fazendo campanha eleitoral pela reeleição (pela manutenção do emprego, pode-se dizer). Outros se envolveram em situações embaraçosas, como o rumoroso "caso dos eucaliptos". É por esses motivos que os assuntos públicos não podem ser tratados em reunião de família. Os interesses sociais quase nunca se confundem com os interesses familiares, alguns inconfessáveis.

Se você, caro(a) leitor(a), quiser maiores informações sobre alguns aspectos abordados neste post, acesse os links abaixo (existem outros):



sexta-feira, 14 de setembro de 2012

"Caso Vale": cadê o Ministério Público?

Sede do Ministério Público em Araguari.

De acordo com o jornal O Tempo, o prefeito Marcos Coelho  teria favorecido ilicitamente alguns familiares. Extraio dessa reportagem (clique aqui para ler) um trecho interessante. Ele diz assim:
"O Ministério Público em Araguari informou que acompanha o caso, mas que espera uma representação, ainda que anônima, para iniciar investigação."
Ora, o Ministério Público já acompanha o caso? Como? Foi instaurado algum procedimento de investigação preliminar? 
Afirma-se que o MP aguarda uma representação (uma denúncia feita por cidadão ou entidade). Ora, o MP, agora, precisa esperar a manifestação do cidadão? A função mais nobre da instituição é a de fiscal da lei. O MP pode requisitar documentos e ouvir pessoas de ofício (por conta própria). Não precisa aguardar que denúncias cheguem até o órgão. A própria reportagem do jornal pode servir para iniciar um processo investigatório.
Há algo estranho nessa informação. É preciso que o Ministério Público, em homenagem à transparência dos atos públicos, informe à sociedade o que efetivamente está sendo feito para investigar essas irregularidades supostamente praticadas pelo prefeito Marcos Coelho.

O jabuti e a campanha eleitoral


O que mais me impressiona é o fato de alguns funcionários públicos trabalharem mais na campanha eleitoral do que no serviço público propriamente dito. Não é pra isso que pagamos os salários deles. Tá na hora de repensar Araguari. É preciso uma reforma administrativa drástica. Necessário reduzir, e muito, o número de cargos comissionados, alguns verdadeiramente inúteis. 

Duvido que algum candidato, depois de eleito, tenha peito para enfrentar essa questão. Ungido pelas urnas, qualquer um deles terá que pagar tanta dívida com os apoiadores de campanha que não sobrará tempo de governar para o povo. Como sempre, haverá muitos jabutis em cima das árvores do Palácio dos Ferroviários.

Oportunismo?!


Gostaria de saber por que essas denúncias de falcatruas do Marcão e de sua turma (ainda não estou chamando de quadrilha) só são feitas no período eleitoral? Onde estavam os vigilantes oposicionistas durante o mandato? Todas essas malandragens foram praticadas nos últimos três anos e nove meses. Algumas delas contaram com a aprovação da Câmara. Portanto, eram de conhecimento dos senhores vereadores (dois deles são, inclusive, candidatos a prefeito). Por que não denunciaram na época? Agora, têm interesse em que o político supostamente corrupto não seja reeleito. Por que, então, não tentaram afastá-lo, legalmente, do poder à época? Oportunismo?! E o interesse público?

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