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| Alegação. Marcos Coelho, que tenta a reeleição, afirmou que pensa apenas no "progresso da cidade" |
O prefeito de Araguari, no Triângulo Mineiro, Marcos Coelho (PMDB), é suspeito de alterar o projeto de asfaltamento da cidade, o Plano Comunitário, para beneficiar um empreendimento localizado no bairro Novo Horizonte e que pertence aos filhos do administrador. O peemedebista é candidato à reeleição.
Coelho levou o asfalto para as proximidades do estacionamento, que gera lucro mensal de R$ 360 mil. O Ministério Público em Araguari informou que acompanha o caso, mas que espera uma representação, ainda que anônima, para iniciar investigação.
A mudança no Plano Comunitário só foi possível depois de uma série de manobras. O local, que era considerado área rural, teve o seu perímetro transformado em área urbana para receber as verbas para a pavimentação e o asfaltamento de dois quilômetros.
A segunda mudança que permitiu a obra foi a alteração do projeto de acesso de caminhões de carga à subsidiária da Vale, recém-instalada na cidade. O projeto inicial, de autoria da própria mineradora, previa o investimento de R$ 3 milhões no trajeto. A proposta era de construção de
uma rodovia entre a BR-050 e a subsidiária.
Com a mudança do caminho determinada pela prefeitura, os caminhões, até chegar à Vale, têm que passar por dentro do bairro e, consequentemente, pelo estacionamento da família do prefeito antes de serem descarregados. Os moradores do bairro reclamam de ter que conviver com o tráfego diário de 600 carretas.
Procurado pela reportagem, Marcos Coelho não negou que o estacionamento pertença à família e desligou o telefone no meio da entrevista, sem responder quanto foi gasto na obra. "Só penso no progresso da cidade", afirmou.
Frustração. A chegada do asfalto tão esperada pelos moradores do Novo Horizonte se transformou em um pesadelo. Há nove meses, eles têm que conviver com o trafego diário das carretas carregadas de minério. O comerciante José Eustáquio de Araújo lembra que um atropelamento terminou com a morte de uma jovem de 32 anos. "Presenciei essa tragédia, e o que vemos é que outra pode acontecer a qualquer momento", disse.
A Polícia Militar informou que o bairro não tem estrutura para abrigar esse trânsito. "No último ano, o número de ocorrências, como atropelamentos e roubos, cresceu 55%. Os congestionamentos são comuns. A solução seria o cumprimento do projeto inicial de uma rodovia passando diretamente da BR-050 para a Vale", disse um militar, que pediu anonimato.
Em agosto, a Vale, em uma audiência com o promotor André Luis Alves de Melo, se comprometeu a melhorar as condições da via. A empresa informou que está investindo em sinalização.
Pitaco do Blog
A construção do terminal da Vale em Araguari trouxe inegáveis benefícios à cidade. Isso não se discute.
Entretanto, os negócios envolvendo a instalação do terminal sempre foram cercados de dúvidas. A começar pelo fato de o imóvel ter sido comprado pela Vale junto ao irmão do prefeito Marcos Coelho. De plano, esse tipo de operação suscitou diversos questionamentos: i) o prefeito sabia dessa transação e de alguma forma dela participou? ii) houve mudança de destinação da área passando-a de rural para urbana?; iii) esse negócio causou valorização ao restante do imóvel pertencente ao irmão do prefeito?
A essas dúvidas iniciais soma-se, agora, o noticiado pelo jornal O Tempo. As peças vão se encaixando no quebra-cabeças. O prefeito Marcos Coelho, cuja honestidade é tão divulgada pelos seus correligionários, tem muito o que explicar à população araguarina.
A segunda mudança que permitiu a obra foi a alteração do projeto de acesso de caminhões de carga à subsidiária da Vale, recém-instalada na cidade. O projeto inicial, de autoria da própria mineradora, previa o investimento de R$ 3 milhões no trajeto. A proposta era de construção de
uma rodovia entre a BR-050 e a subsidiária.
Com a mudança do caminho determinada pela prefeitura, os caminhões, até chegar à Vale, têm que passar por dentro do bairro e, consequentemente, pelo estacionamento da família do prefeito antes de serem descarregados. Os moradores do bairro reclamam de ter que conviver com o tráfego diário de 600 carretas.
Procurado pela reportagem, Marcos Coelho não negou que o estacionamento pertença à família e desligou o telefone no meio da entrevista, sem responder quanto foi gasto na obra. "Só penso no progresso da cidade", afirmou.
Frustração. A chegada do asfalto tão esperada pelos moradores do Novo Horizonte se transformou em um pesadelo. Há nove meses, eles têm que conviver com o trafego diário das carretas carregadas de minério. O comerciante José Eustáquio de Araújo lembra que um atropelamento terminou com a morte de uma jovem de 32 anos. "Presenciei essa tragédia, e o que vemos é que outra pode acontecer a qualquer momento", disse.
A Polícia Militar informou que o bairro não tem estrutura para abrigar esse trânsito. "No último ano, o número de ocorrências, como atropelamentos e roubos, cresceu 55%. Os congestionamentos são comuns. A solução seria o cumprimento do projeto inicial de uma rodovia passando diretamente da BR-050 para a Vale", disse um militar, que pediu anonimato.
Em agosto, a Vale, em uma audiência com o promotor André Luis Alves de Melo, se comprometeu a melhorar as condições da via. A empresa informou que está investindo em sinalização.
Pitaco do Blog
A construção do terminal da Vale em Araguari trouxe inegáveis benefícios à cidade. Isso não se discute.
Entretanto, os negócios envolvendo a instalação do terminal sempre foram cercados de dúvidas. A começar pelo fato de o imóvel ter sido comprado pela Vale junto ao irmão do prefeito Marcos Coelho. De plano, esse tipo de operação suscitou diversos questionamentos: i) o prefeito sabia dessa transação e de alguma forma dela participou? ii) houve mudança de destinação da área passando-a de rural para urbana?; iii) esse negócio causou valorização ao restante do imóvel pertencente ao irmão do prefeito?
A essas dúvidas iniciais soma-se, agora, o noticiado pelo jornal O Tempo. As peças vão se encaixando no quebra-cabeças. O prefeito Marcos Coelho, cuja honestidade é tão divulgada pelos seus correligionários, tem muito o que explicar à população araguarina.


A Câmara dos Deputados, por sua vez, reservou R$ 6 mil para o fornecimento de duas unidades de aquecedor elétrico de acumulação vertical com capacidade de 200 litros. O pedido foi realizado pela Coordenação de Habitação da Casa.
