| Escrito por Talita Gonçalves |
| Qua, 25 de Maio de 2011 00:00 |
Não é de hoje que o Pronto-Socorro Municipal é um dos principais motivos de reclamação da população araguarina, e o Sistema Único de Saúde – SUS do país, alvo de queixas de todos os brasileiros que não possuem condições de receber assistência médica em consultórios particulares. ![]() O atendimento no Pronto Socorro tem deixado a população revoltada A Gazeta do Triângulo recebe frequentemente, diversos apelos de leitores e internautas quanto às condições físicas do prédio, que não suporta a quantidade de pacientes em espera, e quanto ao atendimento, tido como péssimo para a maioria. Na tarde de ontem a reportagem esteve no local: lotado na sala de espera interna, muitos se acomodavam nos bancos na parte externa, e outros se sentavam no paralelepípedo do estacionamento. Uma mulher que preferiu não se identificar aguardava o atendimento do irmão. “Moro em Belo Horizonte, mas minha família é daqui. Vi pessoas que estavam sendo atendidas depois de três, quatro horas esperando. É péssimo isso. Os postos de saúde também não são bons,” disse. Railda Maria de Jesus acompanhava o marido, que está doente. “Sempre que eu passo mal, venho ao Pronto-Socorro, pois não temos como pagar um médico particular. Tirando a demora, que sempre é constante, às vezes sou bem atendida, às vezes não. Alguns remédios receitados não adiantam. Meu marido trabalha na fazenda, e está com suspeita de dengue ou alguma doença provocada por rato. Estamos preocupados, pois ele fez o exame de sangue e ainda não ficou pronto,” conta. Para ela, a possível transferência do Pronto-Socorro para o Hospital Municipal poderia resolver o problema. “Acho que o espaço aqui é pequeno. As pessoas ficam no sol do lado de fora, e se tiver chovendo, acho que até se molham. Seria melhor, lá o espaço é bom, caberia mais pacientes.” O irmão de Suelena Schultz Rocha sofreu um acidente e segundo ela, machucou a cabeça. Para ela, a Saúde em Araguari é péssima. “Nem animais deveriam ser tratados assim. Os banheiros estão horríveis. A humilhação aqui começa da portaria. Ele está desmaiando, tem um ferimento na cabeça. Não é a primeira vez que tive de trazê-lo aqui: da outra o médico receitou um remédio simples e disse que ele estava bom. Perdi dois irmãos em acidentes, não vou perder outro. Já não espero mais nada do governo, as coisas não passam de promessas,” desabafou. A intenção da prefeitura para resolver este que é um dos principais problemas na área de Saúde é transferir o Pronto-Socorro Municipal provisoriamente para as instalações do Hospital Municipal, para que o antigo prédio situado à praça da Constituição dê lugar a UPA - Unidade de Pronto Atendimento, obra com duração prevista de um ano. Segundo informações da secretária de Planejamento, Thereza Christina Griep, o projeto da UPS está finalizado, e o município dispõe de 2 milhões e 600 mil para execução da obra. “Estamos tentando agilizar esse processo; é uma das coisas que o prefeito tem pedido demais para trazer esse benefício à população. Tentamos de todo jeito corrigir esse problema, mas dependemos do laudo da Universidade Federal de Uberlândia para liberar o prédio, que foi condenado pelo Ministério da Saúde em 2008, e não tem como transferir para um prédio que está condenado. A UFU pode até chegar a essa conclusão novamente, mas trabalhamos com a hipótese de que será possível,” declarou. Ainda conforme Thereza Griep, a UFU informaria hoje à prefeitura a data em que o laudo de avaliação do Hospital Municipal será entregue. Transcrito do Gazeta do Triângulo, 25/05 Pitaco do Blog O problema da saúde é extremamente complexo e está presente em quase todo o país. Diversos fatores agravam o quadro: má gestão dos recursos, corporativismo da classe médica, falta de políticas públicas sérias. Agora, tudo isso pode ser agravado pela incompetência e má fé dos gestores. Esse, o caso de Araguari. As graves irregularidades na construção do "Hospital Municipal", a omissão dos gestores diante das irregularidades praticadas por alguns profissionais de saúde e o superfaturamento de preços de medicamentos são algumas das mazelas que contribuem para deixar a população simplesmente abandonada num momento de fragilidade causada pela doença. |
Rádio Viola - Araguari-MG - 100% caipira!
quarta-feira, 25 de maio de 2011
Pronto-Socorro Municipal segue como alvo de críticas da população
terça-feira, 24 de maio de 2011
Teatro Municipal
Abre aspas para a coluna Em Foco, Correio de Araguari, 24/05:
Pitaco do blog
O espaço deveria ser inaugurado com a apresentação de um filme sobre corrupção. Seria mais adequado. Afinal, como explicar o governo jogar dinheiro público na melhoria de um prédio particular? Como convencer o povo de que vale a pena pagar mais de dois anos de aluguel sem utilizar o prédio? Quais os motivos para a excessiva demora na reforma do imóvel? É generosidade demais... Quem não quer ter um inquilino assim?
TEATRO MUNICIPAL
Está prevista para a primeira semana do próximo junho a inauguração do teatro de Araguari, que servirá também para cinema, devendo ser apresentado o filme “O Caso dos Irmãos Naves”. O cinema voltará a funcionar graças à recuperação do velho projetor, que contou com trabalho criativo, de verdadeira especulação científica, de um grupo de araguarinos, sob a coordenação do engenheiro José Radi Neto.
Pitaco do blog
O espaço deveria ser inaugurado com a apresentação de um filme sobre corrupção. Seria mais adequado. Afinal, como explicar o governo jogar dinheiro público na melhoria de um prédio particular? Como convencer o povo de que vale a pena pagar mais de dois anos de aluguel sem utilizar o prédio? Quais os motivos para a excessiva demora na reforma do imóvel? É generosidade demais... Quem não quer ter um inquilino assim?
Monumento à Incompetência dos Governantes Araguarinos
Coluna Em Foco, Correio de Araguari, 24/05:
TOCO
Só mesmo em Araguari: cresce a história do toco de uma velha sibipiruna da Praça Manoel Bonito que foi cortada. O toco resiste. Cresce também a indignação da população com o estorvo que se torna a provisoriedade da situação. A árvore já foi cortada e retirada do local, dificilmente o toco se recupera, mas a Prefeitura espera parecer da Curadoria de Defesa do Meio Ambiente, do Ministério Público Estadual, que, por sua vez, aguarda o plano de reposição das árvores que foram cortadas.
Pitaco do Blog
Um toco incomoda muita gente, mas um prefeito ruim incomoda muito mais.
Se o Novo Modelo de Destruição tivesse seguido as regras do jogo, as árvores ainda estariam ali ou teriam sido retiradas corretamente. Entretanto, o Novo Modelo não gosta de jogo limpo, só acerta da canela pra cima e prefere ganhar com gol de mão.
Vai uma sugestão. Deixem o toco lá. Transformem aquele espaço no Monumento à Incompetência dos Governantes Araguarinos. Dinheiro público para o coffee break inaugural e para a divulgação da obra não faltará.
Lula não sabia de nada. E o Marcão?
Arquivamento. Ao encerrarem dessa forma os trabalhos da Comissão Legislativa de Inquérito da Saúde, os vereadores da base aliada prestaram um desserviço à população. Foi um espetáculo deprimente. Em outras palavras, disseram ao povo araguarino que pouco se importam com a forma como são gastos os recursos públicos. Em suma, deram um cheque em branco ao senhor prefeito para praticar as irregularidades que quiser.
Embora existindo inúmeras balizas para a realização de despesas públicas, a Secretaria de Saúde, na concessão de recursos para Tratamento Fora do Domicílio, optou por atropelar regras básicas de Contabilidade Pública, de Direito Financeiro e as normas específicas da Secretaria de Estado de Saúde.
Conforme se vê no exemplo abaixo, a realização das despesas parecia tão informal quanto a gestão de uma birosca. Vejam:
O Diretor Dijaírio pede ao funcionário Jubinho que realize saques de dinheiro para o custeio do TFD. Jubinho concorda, empresta seu nome, passa seus dados ao Diretor Dijaírio e desconta, na boca do caixa, um cheque nomimal. Em seguida, transfere, em mãos, o valor sacado para outra pessoa: o Diretor Coelhino. Este, por sua vez, vai repassando pequenas quantias à Assistente Social Eunícia, que, por fim, as entrega ao paciente Zé das Couves (usuário do TFD).
Conforme apontado no Relatório da CLI da Saúde, esse procedimento já é estranho por envolver cinco pessoas diferentes e permitir a guarda de recursos públicos fora da conta-corrente do município. O pior vem agora: quem presta contas do numerário sacado em nome do funcionário Jubinho não é ele próprio, mas sim a Assistente Social Eunícia, com base nos documentos fornecidos pelo usuário Zé das Couves. Vale dizer: aquele que recebeu e sacou o cheque nominal (Jubinho) não tem participação direta nessa prestação de contas, é um mero intermediário nessa operação. E se Assistente Social Eunícia não prestar contas corretamente? E se ela sumir com o dinheiro? Como ficarão as contas de Jubinho? Quem irá cobrir o rombo?
Vale ressaltar que os vereadores Porcão, Tiboca, Tibazinho, Evaldo, Rafael Guedes e Hamilton Júnior, ao considerarem regulares esses procedimentos nitidamente ilegais, apenas reproduziram o pensamento do Chefe do Executivo. Afinal, foi o próprio prefeito que, no Ofício nº 215/2011 GAB/PREF., afirmou: “...sou anuente a todas as medidas adotadas com relação à gestão da saúde pública do Município...”.
Por fim, não custa lembrar que Lula escapou do Mensalão porque não sabia de nada. Terá a mesma sorte aquele que, mesmo sabendo de tudo, concorda com condutas irregulares e não faz nada? Só o tempo dirá.
Embora existindo inúmeras balizas para a realização de despesas públicas, a Secretaria de Saúde, na concessão de recursos para Tratamento Fora do Domicílio, optou por atropelar regras básicas de Contabilidade Pública, de Direito Financeiro e as normas específicas da Secretaria de Estado de Saúde.
Conforme se vê no exemplo abaixo, a realização das despesas parecia tão informal quanto a gestão de uma birosca. Vejam:
O Diretor Dijaírio pede ao funcionário Jubinho que realize saques de dinheiro para o custeio do TFD. Jubinho concorda, empresta seu nome, passa seus dados ao Diretor Dijaírio e desconta, na boca do caixa, um cheque nomimal. Em seguida, transfere, em mãos, o valor sacado para outra pessoa: o Diretor Coelhino. Este, por sua vez, vai repassando pequenas quantias à Assistente Social Eunícia, que, por fim, as entrega ao paciente Zé das Couves (usuário do TFD).
Conforme apontado no Relatório da CLI da Saúde, esse procedimento já é estranho por envolver cinco pessoas diferentes e permitir a guarda de recursos públicos fora da conta-corrente do município. O pior vem agora: quem presta contas do numerário sacado em nome do funcionário Jubinho não é ele próprio, mas sim a Assistente Social Eunícia, com base nos documentos fornecidos pelo usuário Zé das Couves. Vale dizer: aquele que recebeu e sacou o cheque nominal (Jubinho) não tem participação direta nessa prestação de contas, é um mero intermediário nessa operação. E se Assistente Social Eunícia não prestar contas corretamente? E se ela sumir com o dinheiro? Como ficarão as contas de Jubinho? Quem irá cobrir o rombo?
Vale ressaltar que os vereadores Porcão, Tiboca, Tibazinho, Evaldo, Rafael Guedes e Hamilton Júnior, ao considerarem regulares esses procedimentos nitidamente ilegais, apenas reproduziram o pensamento do Chefe do Executivo. Afinal, foi o próprio prefeito que, no Ofício nº 215/2011 GAB/PREF., afirmou: “...sou anuente a todas as medidas adotadas com relação à gestão da saúde pública do Município...”.
Por fim, não custa lembrar que Lula escapou do Mensalão porque não sabia de nada. Terá a mesma sorte aquele que, mesmo sabendo de tudo, concorda com condutas irregulares e não faz nada? Só o tempo dirá.
Juiz Ladrão e o Código de Defesa do Consumidor
O ministro Luis Felipe Salomão determinou à Justiça do Rio que remeta para análise do Superior Tribunal de Justiça (STJ) o processo em que um torcedor do Atlético Mineiro pede indenização por danos morais em razão de erro de arbitragem que prejudicou seu time na Copa do Brasil, em 2007. O jogo, no Maracanã, acabou em 2 a 1 para o Botafogo e levou à desclassificação do clube mineiro.
O autor da ação – que, além de torcedor, é advogado –, sustenta que o caso deve ser tratado à luz do direito do consumidor e que a Confederação Brasileira de Futebol (CBF), na condição de fornecedora, deve responder objetivamente pelos atos de seus prepostos – no caso, o árbitro da partida, Carlos Eugênio Simon.
Fonte: www.stj.jus.br
Pitaco do blog
Imaginem se a moda pega. A CBF iria à falência.
Os argumentos do torcedor podem até ser interessantes, mas duvido que a Justiça brasileira venha a dar guarida a esse tipo de pretensão. Erros de arbitragem devem ser discutidos em rodas de botequim e em mesas-redondas da TV. Cega e lenta, a Justiça já não dá conta da demanda atual.
segunda-feira, 23 de maio de 2011
Marcão e a Agenda Positiva
Marcão está em nova fase. Agora, tenta implantar uma agenda positiva. Esquecendo-se das falhas do seu governo, procura a mídia apenas para falar de coisas boas.
Hoje à tarde, no programa Linha Dura da Rádio Vitoriosa, não foi diferente. Contando com a benevolência do apresentador Valmir Brasileiro, o prefeito despejou boas notícias, fazendo diversas promessas à população. Numa delas, afirmou que o asfaltamento das avenidas-rodovias sairá de qualquer jeito, com ou sem os recursos do Projeto Somma. Noutra, garantiu que a cidade terá uma UPA - Unidade de Pronto Atendimento, com médicos e equipamentos suficientes para bem atender à população.
Contrastando com isso, o prefeito acabou tendo um momento Jânio Quadros. Não. Não é isso que estão pensando. Ele não~falou em renúncia. Apenas, a exemplo do ex-presidente da República, referiu-se à existência de umas tais "forças ocultas", que, segundo o prefeito, estariam atrasando a liberação do recursos do Projeto Somma e, por conseguinte, a revitalização da avenidas que ligam as rodovias que cortam o município.
Faltando um ano e meio para o término do mandato, mesmo não assumindo a possibilidade de se candidatar à reeleição, nota-se uma mudança de postura do prefeito. Impulsionado pela grande soma de dinheiro público despejada em publicidade e contando com a boa vontade de parte da imprensa, que só pergunta o que ele quer responder, o prefeito vem tentando implantar uma agenda positiva, saindo um pouco da defensiva e tentando se esquecer do fogo amigo palaciano.
Hoje à tarde, no programa Linha Dura da Rádio Vitoriosa, não foi diferente. Contando com a benevolência do apresentador Valmir Brasileiro, o prefeito despejou boas notícias, fazendo diversas promessas à população. Numa delas, afirmou que o asfaltamento das avenidas-rodovias sairá de qualquer jeito, com ou sem os recursos do Projeto Somma. Noutra, garantiu que a cidade terá uma UPA - Unidade de Pronto Atendimento, com médicos e equipamentos suficientes para bem atender à população.
Contrastando com isso, o prefeito acabou tendo um momento Jânio Quadros. Não. Não é isso que estão pensando. Ele não~falou em renúncia. Apenas, a exemplo do ex-presidente da República, referiu-se à existência de umas tais "forças ocultas", que, segundo o prefeito, estariam atrasando a liberação do recursos do Projeto Somma e, por conseguinte, a revitalização da avenidas que ligam as rodovias que cortam o município.
Faltando um ano e meio para o término do mandato, mesmo não assumindo a possibilidade de se candidatar à reeleição, nota-se uma mudança de postura do prefeito. Impulsionado pela grande soma de dinheiro público despejada em publicidade e contando com a boa vontade de parte da imprensa, que só pergunta o que ele quer responder, o prefeito vem tentando implantar uma agenda positiva, saindo um pouco da defensiva e tentando se esquecer do fogo amigo palaciano.
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