Cinco bairros de Araguari (Brasília, Novo Horizonte, Santa Helena, São Sebastião e Aeroporto) com o Levantamento Rápido do Índice de Infestação de Aedes aegypti (LIRAa) entre 3,4% e 6,7%, terão as ações de combate a dengue intensificadas a partir de segunda feira (31). A equipe da Força Tarefa, do governo de Minas, atuará na cidade até o dia 11 de fevereiro com 59 agentes, quatro mobilizadores, dois Dengue móvel e outros 100 agentes municipais. Enquanto o Ministério da Saúde preconiza índice de até 1%, Araguari registra 4,5%, o que a caracteriza como cidade prioritária junto com outras 64 em todo o estado.
De acordo com o prefeito Marcos Coelho de Carvalho, a atual realidade da dengue na cidade é preocupante. “Precisamos contar com a ajuda da população, uma vez que 97,7% dos criadouros estão dentro das residências”. Haverá trocas de objetos como pneu, garrafas pet e latas por materiais escolares.
Uma empresa de grande porte também vai disponibilizar 12 funcionários e um trio elétrico para divulgar os trabalhos e fazer o alerta sobre a doença na cidade.
Transcrito do Correio de Uberlândia.
Rádio Viola - Araguari-MG - 100% caipira!
sexta-feira, 28 de janeiro de 2011
quinta-feira, 27 de janeiro de 2011
Poder é serviço e não regalia!
Dilson Martins de Oliveira *
No domingo, dia 9, na Igreja Nossa Senhora do Rosário, a celebração envolveu o batismo do nosso Senhor Jesus. E o sacerdote frisou a relutância de João em batizar Jesus visto que ele, João, é que deveria ser batizado por Jesus. E relembrou-nos o sentido do batismo – Compromisso, Aceitação, Trabalho, citando a frase título desta explanação.
Para explicar relatou a crença dos homens pela vinda de um ente rico, poderoso, cercado de facilitadores em razão do poder que eliminaria qualquer tipo de “serviço”. Ao contrário, Jesus não mostra armas, não tem empregados, não exibe riqueza, muito menos dá ordens. Assim, Jesus condicionou o sentido do título do nosso texto.
Agora o bicho pega! De forma clássica, as posses de nossas autoridades têm não apenas agradecimentos a Deus, mas também, a citação bíblica de que todo poder emana dele. Que o acento do poder é obra divina. Por pouco, não se intitulam a presença e vontade de Deus na terra. Até aí tudo bem, pois, nada acontece mesmo sem a permissão do Altíssimo.
O lamentável é que o livre arbítrio deu margem para os nossos eleitos usufruírem dos pontos que lhes são convenientes. Desta forma, o poder tem sido transformado em regalia e não em serviço.
Enquanto nossas necessidades são expostas e escancaradas por nossos próprios iluminados, estes mesmos, aparecem empenhando na melhoria de gabinetes, obtenção de móveis novos, prédio próprio e é claro, mais modernos. Recentemente, alguns empossados iniciaram fazendo “justiça” logo no primeiro dia de “serviço” - uma recomposição de 62% nos próprios salários. Também, reestruturar isoladamente setores da máquina pública pode, o resto é com a Lei 041/2006 (Plano de Cargos e Carreiras). Vale lembrar que nossa prestimosa procuradoria “vai muito bem”.
E se depois de tudo a coisa ainda ficar feia, um reajuste tributário, um arrocho na folha de pagamento é coisa simples, rápida e silenciosa. Basta para isso, afirmar necessidades emergenciais e executar o procedimento o mais rápido possível. Convencer que apesar da amargura do remédio ele só nos trará benefícios. Motivo pela rapidez que foi ministrado - Tapam-se os olhos, fecham-se as narinas e enfiam goela abaixo.
E se ninguém percebeu, as necessidades do povo ficaram no esquecimento!
Não é rara, frente à inoperância, a aclamação por mais poder para a concretização das “melhorias” – Se eu fosse Prefeito... Deputado...Senador... Presidente... Observação: é aconselhável ter muito cuidado ao fazer questionamentos e, estar preparado para uma batalha se atrever a fazer cobranças! Inconscientemente dada nossa fragilidade temos aflorados egoísmo e inveja vendo-os ostentar as benesses do dinheiro e da fama. Em breve os estaremos vendo “forçosamente e a contragosto” tendo de readequar seus salários.
E para fazer justiça, vez e outra, aqui e dali, um e outro “serviço”, digo, projeto é apresentado e até sancionado. Pena isto não significar muita coisa. Talvez dependa da cara do freguês. Exemplificando; este mesmo jornal noticiou (14 de janeiro 2011, página 3) a construção de estacionamentos em parte dos canteiros centrais da avenida Minas Gerais, na área próxima ao Centro Universitário Presidente Antônio Carlos. Apesar do “mundo desenvolvido” empenhar na diminuição do uso de veículos automotores em benefício da saúde das pessoas e do planeta. Aqui, os trechos naturais mais belos de nossa cidade (canteiros centrais das avenidas Minas Gerais, Belchior de Godoy e Mato Grosso) poderão estar com os dias contados.
Contudo, segundo o sacerdote, poder é serviço e não regalia! Indistintamente, nenhuma de nossas excelências foi pressionada e/ou forçada a nos pedir autorização para nos representar. Sabiam das nossas necessidades e aflições, inclusive, “somente” por este motivo dispuseram a lutar para mudar esta triste realidade. Ironicamente também, há casos em que a disputa é mais financeiramente dispendiosa do que todo dinheiro oficialmente ganho no mandato. Isto nos leva a pensar que o altruísmo destes entes na terra é mesmo digno de contemplação e honrarias, ou, será que estão é a perseguir regalias?
E vejo que: qual João somos nós! Peças importantes no projeto de crescimento e progresso de nosso lugar e também da humanidade. E qual Jesus é nosso escolhido! Ungidos no batismo de suas posses com: compromisso, aceitação e trabalho em benefício do Povo.
* Funcionário da prefeitura de Araguari e Ex Diretor Sindical
Artigo publicado originalmente no jornal Gazeta do Triângulo, edição de 18/01/2011.
Pitaco do blog
Para aqueles que ainda não leram, resolvi publicar este artigo escrito pelo Dilson. Como em outros textos, o autor faz um análise crítica da gestão do município. Reportando-se a diversos fatos, fundamentadamente ele vai traçando um perfil (nada animador, diga-se de passagem) da administração pública em Araguari.
Como a nossa intenção é conhecer um pouco do que se passa no poder para, depois, mostrar para os leitores, a contribuição do autor será sempre bem-vinda. Assim, espero ter a honra de poder publicar aqui outros textos dele.
No domingo, dia 9, na Igreja Nossa Senhora do Rosário, a celebração envolveu o batismo do nosso Senhor Jesus. E o sacerdote frisou a relutância de João em batizar Jesus visto que ele, João, é que deveria ser batizado por Jesus. E relembrou-nos o sentido do batismo – Compromisso, Aceitação, Trabalho, citando a frase título desta explanação.
Para explicar relatou a crença dos homens pela vinda de um ente rico, poderoso, cercado de facilitadores em razão do poder que eliminaria qualquer tipo de “serviço”. Ao contrário, Jesus não mostra armas, não tem empregados, não exibe riqueza, muito menos dá ordens. Assim, Jesus condicionou o sentido do título do nosso texto.
Agora o bicho pega! De forma clássica, as posses de nossas autoridades têm não apenas agradecimentos a Deus, mas também, a citação bíblica de que todo poder emana dele. Que o acento do poder é obra divina. Por pouco, não se intitulam a presença e vontade de Deus na terra. Até aí tudo bem, pois, nada acontece mesmo sem a permissão do Altíssimo.
O lamentável é que o livre arbítrio deu margem para os nossos eleitos usufruírem dos pontos que lhes são convenientes. Desta forma, o poder tem sido transformado em regalia e não em serviço.
Enquanto nossas necessidades são expostas e escancaradas por nossos próprios iluminados, estes mesmos, aparecem empenhando na melhoria de gabinetes, obtenção de móveis novos, prédio próprio e é claro, mais modernos. Recentemente, alguns empossados iniciaram fazendo “justiça” logo no primeiro dia de “serviço” - uma recomposição de 62% nos próprios salários. Também, reestruturar isoladamente setores da máquina pública pode, o resto é com a Lei 041/2006 (Plano de Cargos e Carreiras). Vale lembrar que nossa prestimosa procuradoria “vai muito bem”.
E se depois de tudo a coisa ainda ficar feia, um reajuste tributário, um arrocho na folha de pagamento é coisa simples, rápida e silenciosa. Basta para isso, afirmar necessidades emergenciais e executar o procedimento o mais rápido possível. Convencer que apesar da amargura do remédio ele só nos trará benefícios. Motivo pela rapidez que foi ministrado - Tapam-se os olhos, fecham-se as narinas e enfiam goela abaixo.
E se ninguém percebeu, as necessidades do povo ficaram no esquecimento!
Não é rara, frente à inoperância, a aclamação por mais poder para a concretização das “melhorias” – Se eu fosse Prefeito... Deputado...Senador... Presidente... Observação: é aconselhável ter muito cuidado ao fazer questionamentos e, estar preparado para uma batalha se atrever a fazer cobranças! Inconscientemente dada nossa fragilidade temos aflorados egoísmo e inveja vendo-os ostentar as benesses do dinheiro e da fama. Em breve os estaremos vendo “forçosamente e a contragosto” tendo de readequar seus salários.
E para fazer justiça, vez e outra, aqui e dali, um e outro “serviço”, digo, projeto é apresentado e até sancionado. Pena isto não significar muita coisa. Talvez dependa da cara do freguês. Exemplificando; este mesmo jornal noticiou (14 de janeiro 2011, página 3) a construção de estacionamentos em parte dos canteiros centrais da avenida Minas Gerais, na área próxima ao Centro Universitário Presidente Antônio Carlos. Apesar do “mundo desenvolvido” empenhar na diminuição do uso de veículos automotores em benefício da saúde das pessoas e do planeta. Aqui, os trechos naturais mais belos de nossa cidade (canteiros centrais das avenidas Minas Gerais, Belchior de Godoy e Mato Grosso) poderão estar com os dias contados.
Contudo, segundo o sacerdote, poder é serviço e não regalia! Indistintamente, nenhuma de nossas excelências foi pressionada e/ou forçada a nos pedir autorização para nos representar. Sabiam das nossas necessidades e aflições, inclusive, “somente” por este motivo dispuseram a lutar para mudar esta triste realidade. Ironicamente também, há casos em que a disputa é mais financeiramente dispendiosa do que todo dinheiro oficialmente ganho no mandato. Isto nos leva a pensar que o altruísmo destes entes na terra é mesmo digno de contemplação e honrarias, ou, será que estão é a perseguir regalias?
E vejo que: qual João somos nós! Peças importantes no projeto de crescimento e progresso de nosso lugar e também da humanidade. E qual Jesus é nosso escolhido! Ungidos no batismo de suas posses com: compromisso, aceitação e trabalho em benefício do Povo.
* Funcionário da prefeitura de Araguari e Ex Diretor Sindical
Artigo publicado originalmente no jornal Gazeta do Triângulo, edição de 18/01/2011.
Pitaco do blog
Para aqueles que ainda não leram, resolvi publicar este artigo escrito pelo Dilson. Como em outros textos, o autor faz um análise crítica da gestão do município. Reportando-se a diversos fatos, fundamentadamente ele vai traçando um perfil (nada animador, diga-se de passagem) da administração pública em Araguari.
Como a nossa intenção é conhecer um pouco do que se passa no poder para, depois, mostrar para os leitores, a contribuição do autor será sempre bem-vinda. Assim, espero ter a honra de poder publicar aqui outros textos dele.
Metas de ações em combate à dengue são discutidas hoje pela equipe Força Tarefa e autoridades
Escrito por Samara Arruda
Qui, 27 de Janeiro de 2011 04:35
Acontece hoje no auditório da GRS - Gerência Regional de Saúde em Uberlândia a reunião de apresentação das propostas de ações e programação da mobilização Força Tarefa de Combate que será realizada em Araguari, Passos e Frutal a partir do dia 31.
Na oportunidade participam o prefeito Marcos Coelho (PMDB) a secretária de Saúde Iara Cristina Borges e representantes do Departamento de Zoonoses e da Divisão Epidemiológica da secretaria municipal de Saúde, bem como as demais autoridades políticas e de saúde da região. A reunião será para discutir os dados estaduais e municipais relativos à dengue.
A ação da Força Tarefa foi criada pelo Governo de Minas em novembro de 2010 objetivando intensificar as ações de combate à dengue. A equipe percorreu 18 municípios mineiros com alto grau de infestações até o momento.
Nesse início de ano, diversos mutirões foram realizados, como nos distritos de Amanhece e Piracaíba, onde cerca de 25 funcionários trabalharam com a coordenação de projetos de conscientização, prevenção e combate, pois é uma região que apresenta grande índices de focos.
O governo de Minas destinou para o primeiro semestre de 2011 cerca de R$ 60 milhões para o combate à dengue. A mobilização foi criada visando estimular as pessoas a participar numa ação conjunta com parceiros. A ação conta com cerca de dez ônibus para dar suporte às equipes de trabalho, 70 carros fumacê, 600 bombas costais, nove caminhões chamados de Dengue móvel e 20 Dengômetros, 432 pessoas, sendo 200 soldados do Exército, 40 da Aeronáutica e 192 agentes de saúde.
A Força Tarefa atuará nos 20 municípios mineiros que apresentam maior incidência da doença fazendo uma varredura em áreas consideradas de risco, eliminando focos do mosquito.
Os caminhões que integram a equipe serão transformados em Dengue Móvel e circularão pelas cidades trocando entulho por material escolar. Pneus, latas e garrafas pets serão trocados por 45 mil cadernos e 125 mil borrachas e lápis.
De acordo com o diretor da Gerência Regional de Saúde (GRS), Daltro Catani, a Força Tarefa é necessária, uma vez que a expectativa de notificação da doença para 2011 é de 500 mil casos em todo o estado, o dobro do registrado no ano passado. “Os casos aumentam ano a ano. Para revertemos esse quadro se faz necessário o trabalho do poder público e principalmente da população. É preciso que todos entendam que a dengue é uma doença que mata. Por isso a secretaria usa o conceito ‘Agora é Guerra’ para atingir e sensibilizar as pessoas”, disse.
Transcrito do Gazeta do Triângulo.
Pitacos do blog
Trata-se de uma boa notícia. Creio que a Força Tarefa, nos moldes da que foi realizada em Uberlândia e em outras cidades, pode contribuir efetivamente na redução dos casos de dengue.
O mais interessante, a meu ver, são as ações de sensibilização da população. Essa proposta de trocar potenciais criadouros (garrafas pet, pneus) por material escolar (cadernos, lápis e borracha) pode produzir bons resultados, reduzindo o número de berços do mosquitos e conscientizando a população.
Há outro de destaque que é a participação mais direta da própria Secretaria Estadual de Saúde nessas ações. Oxalá essa intervenção consiga neutralizar um pouco dos eventuais erros e exageros praticados pelos gestores da dengue em Araguari.
Qui, 27 de Janeiro de 2011 04:35
Acontece hoje no auditório da GRS - Gerência Regional de Saúde em Uberlândia a reunião de apresentação das propostas de ações e programação da mobilização Força Tarefa de Combate que será realizada em Araguari, Passos e Frutal a partir do dia 31.
Na oportunidade participam o prefeito Marcos Coelho (PMDB) a secretária de Saúde Iara Cristina Borges e representantes do Departamento de Zoonoses e da Divisão Epidemiológica da secretaria municipal de Saúde, bem como as demais autoridades políticas e de saúde da região. A reunião será para discutir os dados estaduais e municipais relativos à dengue.
A ação da Força Tarefa foi criada pelo Governo de Minas em novembro de 2010 objetivando intensificar as ações de combate à dengue. A equipe percorreu 18 municípios mineiros com alto grau de infestações até o momento.
Nesse início de ano, diversos mutirões foram realizados, como nos distritos de Amanhece e Piracaíba, onde cerca de 25 funcionários trabalharam com a coordenação de projetos de conscientização, prevenção e combate, pois é uma região que apresenta grande índices de focos.
O governo de Minas destinou para o primeiro semestre de 2011 cerca de R$ 60 milhões para o combate à dengue. A mobilização foi criada visando estimular as pessoas a participar numa ação conjunta com parceiros. A ação conta com cerca de dez ônibus para dar suporte às equipes de trabalho, 70 carros fumacê, 600 bombas costais, nove caminhões chamados de Dengue móvel e 20 Dengômetros, 432 pessoas, sendo 200 soldados do Exército, 40 da Aeronáutica e 192 agentes de saúde.
A Força Tarefa atuará nos 20 municípios mineiros que apresentam maior incidência da doença fazendo uma varredura em áreas consideradas de risco, eliminando focos do mosquito.
Os caminhões que integram a equipe serão transformados em Dengue Móvel e circularão pelas cidades trocando entulho por material escolar. Pneus, latas e garrafas pets serão trocados por 45 mil cadernos e 125 mil borrachas e lápis.
De acordo com o diretor da Gerência Regional de Saúde (GRS), Daltro Catani, a Força Tarefa é necessária, uma vez que a expectativa de notificação da doença para 2011 é de 500 mil casos em todo o estado, o dobro do registrado no ano passado. “Os casos aumentam ano a ano. Para revertemos esse quadro se faz necessário o trabalho do poder público e principalmente da população. É preciso que todos entendam que a dengue é uma doença que mata. Por isso a secretaria usa o conceito ‘Agora é Guerra’ para atingir e sensibilizar as pessoas”, disse.
Transcrito do Gazeta do Triângulo.
Pitacos do blog
Trata-se de uma boa notícia. Creio que a Força Tarefa, nos moldes da que foi realizada em Uberlândia e em outras cidades, pode contribuir efetivamente na redução dos casos de dengue.
O mais interessante, a meu ver, são as ações de sensibilização da população. Essa proposta de trocar potenciais criadouros (garrafas pet, pneus) por material escolar (cadernos, lápis e borracha) pode produzir bons resultados, reduzindo o número de berços do mosquitos e conscientizando a população.
Há outro de destaque que é a participação mais direta da própria Secretaria Estadual de Saúde nessas ações. Oxalá essa intervenção consiga neutralizar um pouco dos eventuais erros e exageros praticados pelos gestores da dengue em Araguari.
quarta-feira, 26 de janeiro de 2011
Para o mundo que eu quero descer...
Hoje estou meio ranzinza. Em parte, deve ser a TPT, tensão pré-trabalho. Agora, as notícias do Brasil também contribuem para esse estado d'alma.
As manchetes da Folha de São Paulo de hoje sintetizam bem o que é o nosso Brasil. Vejam:
Apesar disso tudo, bom dia a todos.
As manchetes da Folha de São Paulo de hoje sintetizam bem o que é o nosso Brasil. Vejam:
Presidente do TCU dá aula paga a órgãos que fiscaliza
Benjamin Zymler recebeu pelo menos R$ 228 mil por palestras desde 2008
Ministro do tribunal afirma que palestras e cursos ministrados por ele de 2008 a 2010 eram "atividades docentes"
Duas tetranetas de Tiradentes também vão pedir pensão
Uma das descendentes do mártir da Inconfidência já recebe benefício do governo, concedido por lei de 1996
Carolina Ferreira disse ter direito à pensão e só não a pediu por falta de tempo: "Se entrar, é tranquilo que ganha"
Lula defenderá a volta de Delúbio, diz dirigente do PT
André Vargas afirma que ex-tesoureiro foi "injustiçado" e merece retornar
"Nenhum de nós tem condição moral ou política de dizer que ele não pode militar no PT", diz secretário da sigla
Acordo dá presidência de Furnas ao PMDB
Acerto prevê escolha técnica para estatal (kkkk)
Alckmin sai em defesa de aliado condenado pelo STJ
Ex-prefeito de Taubaté assume fundação com orçamento de R$ 2,5 bilhões
"Ele é honesto", afirma o governador paulista, que foi apadrinhado por Bernardo Ortiz no início da trajetória política
Menino de 14 anos é flagrado pela 17ª vez ao furtar um carro
Garoto, que cometeu seu primeiro delito aos 9 anos, ainda mordeu o delegado; família diz que "desistiu"
Adolescente estava com mais quatro menores na zona sul de SP e foi perseguido pela PM por quatro quarteirões
Apesar disso tudo, bom dia a todos.
Água parada e inércia
“A grama do vizinho é sempre mais verde.” O ditado popular serve bem a uma análise da condição política de nossa vizinha de lá do rio, em relação à administração e à funcionalidade dos serviços públicos. Sabe-se que as deficiências do atendimento ao público é lugar comum no país, principalmente, falando em Saúde Pública. Porém, alguns administradores, possuidores de visão, conseguem, ao menos, amenizar a situação.
A questão do combate à dengue é um exemplo que vou aqui tratar, pois é a área que conheço há 15 anos nos serviços de campanha. Percebemos que nossa vizinha Uberlândia consegue alavancar soluções com maior rapidez e eficiência, mesmo possuindo área urbana maior que nossa Araguari, o que em tese, tornaria mais difícil o controle vetorial. Apesar dos problemas com mão-de-obra, capacitação e insumos, a secretaria de saúde aproveita há vários anos a mesma equipe de coordenação e supervisão.
Os gestores de nossa vizinha perceberam que rifar os cargos técnicos é extremamente prejudicial ao PNCD ( Programa Nacional de Controle do Dengue). A troca de coordenação de 4 em 4 anos causa descontinuidade ao serviço e, na maioria das vezes, aquele que adentra a chefia do trabalho é total desconhecedor da técnica, e muitos nem querem se inteirar do serviço. Geralmente, devido a uma mentalidade elitista e retrógrada, não consideram o conhecimento prático do servidor, analisando o trabalhador com uma dicotomia: SUBALTERNO/INCAPAZ. Usam a hierarquia não para o sistema funcionar, mas apenas prejudicar o servidor.
O corre em Araguari uma desestruturação do trabalho logo depois das eleições municipais. Inclusive a orientação dos auditores do Ministério da Saúde é que se fixe uma equipe de coordenação. Deste modo a continuidade do trabalho seguiria normalmente, sem preocupação com a rifa de cargos e garantindo, com a experiência adquirida, a qualidade da execução do PNCD. Deve-se evitar, inclusive, a alta rotatividade que o contrato temporário causa, no caso do servidor de campo. Uma das premissas do PNCD é que o agente se familiarize com os moradores de seu setor. Isso só é possível com concurso público. Contratação é precariedade administrativa.
No ano de 2009, participamos de uma capacitação em Patrocínio, onde estavam presentes os colegas de Uberlândia. Em conversas extremamente produtivas, percebemos que lá a coordenação tem acesso pleno ao secretário de saúde, que apoia e confere condições de trabalho (não de circo) à equipe. Araguari, exceção à época do companheiro Edilvo, o gestor raramente abre as portas para se inteirar dos problemas. Coordenadores e supervisores são barrados, cerceados e amputados ao apresentarem iniciativas. Não se dá “carta branca” para a execução de projetos. Não realizam projetos, mesmo quando nós, agentes de endemias, entregamos tudo pronto e “mastigado,” bastando apenas pôr em prática. Tenho protocolo desses projetos. Nossos administradores ainda não perceberam que, apesar da técnica do PNCD ser exigência nacional, o município tem plena autonomia para elaborar projetos complementares ao Programa. Um dos problemas do PNCD é que ele é imposto de cima para baixo, desconsiderando as micro-regionalidades e condições sócio-culturais de cada localidade. Explico: a técnica nivela todos os moradores, desconsiderando problemas específicos de cada bairro. Simples concluir, que em termos de campanha, não devo tratar o morador do Vieno igualmente ao morador do centro e vice-versa.
Cada bairro tem sua dinâmica e cada morador tem sua maneira de entender a realidade. Em cada bairro predominam tipos diferentes de criadouros. Deve-se pensar uma política que insira, no morador, a consciência de que ele faz parte dessa dinâmica. Ensinar que ele deve cuidar apenas de seu quintal, reduz a capacidade do morador sentir-se como parte de um todo. Deve-se torná-lo sujeito ativo dentro da comunidade. E dar condições dele sentir-se assim. Enfiar goela abaixo ensinamentos de cima para baixo nunca funcionou. Qualquer ser humano despreza o que lhe é imposto.
Nossos gestores e até alguns colegas vêem no mutirão uma solução ao problema. Ocorre que, graças ao apego a medidas paliativas, mutirão aqui no município é sinônimo de “catar lixo” do morador. Parecem não conseguir entender a abrangência do termo. Vinculou-se mutirão a enormes contingentes de servidores na rua, recolhendo lixo dos moradores e depositando-o em cima de caminhões caçamba. O resultado efetivo do mutirão é um paternalismo que leva à inércia do morador em relação à dengue.
Mutirão deve, inclusive, ter apoio de todas as secretarias. Aliás, o trabalho em si deveria ser cotidianamente acompanhado pelos gestores de outras pastas, o que não ocorre no Brejo Alegre. Mutirão deve ser tomado como medida educativa e não apenas trabalho de remoção. Porém, não pensam educação como forma eficaz de combate.
Falou-se em mutirão nos distritos de Amanhece e Piracaíba. O que houve na verdade foi trabalho rotineiro executado pelos servidores. Acontece que, devido a distância e a dificuldade de transporte, elencou-se um número elevado de agentes para terminar essas localidades em menos tempo e fazer única viagem. Somente a titulo de informação:
1 – Visita do agente de endemias é rotina de serviço.
2 – Fumacê leve (costal) ou pesado (caminhão) é trabalho de rotina, desde que no caso do costal, exista pessoa suspeita de dengue no quarteirão e do pesado em caso de surto ou epidemia, mas não sai da rotina, apesar de não ser usado diariamente.
Mutirão se caracteriza por ações que fogem à rotina e envolvam todos os seguimentos da sociedade, com a finalidade de conscientizar a população.
Espero ter esclarecido o companheiro Marcos dono do blog e o leitor, principalmente acerca de ações em que nosso município deixa a desejar. Como já disse antes, Araguari não possui políticas públicas a médio e longo prazo. Vivemos de paliativo. Somem ainda a esses problemas aglutinados aqui por mim o descaso com o servidor, a desvalorização do trabalho de campo, a falta de respeito com quem exerce o trabalho. Adicione a inércia de nossos administradores. Deixo a pergunta....Onde isso vai parar?
Wellington Colenghi
Servidor Municipal perseguido pelo “novo modelo”
Pitaco do blog
Nós, leitores, é que agradecemos a sua colaboração, Colenghi. A sua participação e a de outros servidores da área de combate as endemias vêm nos ajudando a entender o que acontece em Araguari. É por meio desses esclarecimentos que podemos cobrar uma mudança de postura por parte dos gestores da Saúde Pública em Araguari.
Este texto deveria ser leitura obrigatório para os gestores do municipio. Ao que tudo indica, eles ainda têm muito o que aprender. Eficiência, continuidade do serviço público e respeito aos subordinados e administrados são expressões desconhecidas do novo modelo de administração.
A questão do combate à dengue é um exemplo que vou aqui tratar, pois é a área que conheço há 15 anos nos serviços de campanha. Percebemos que nossa vizinha Uberlândia consegue alavancar soluções com maior rapidez e eficiência, mesmo possuindo área urbana maior que nossa Araguari, o que em tese, tornaria mais difícil o controle vetorial. Apesar dos problemas com mão-de-obra, capacitação e insumos, a secretaria de saúde aproveita há vários anos a mesma equipe de coordenação e supervisão.
Os gestores de nossa vizinha perceberam que rifar os cargos técnicos é extremamente prejudicial ao PNCD ( Programa Nacional de Controle do Dengue). A troca de coordenação de 4 em 4 anos causa descontinuidade ao serviço e, na maioria das vezes, aquele que adentra a chefia do trabalho é total desconhecedor da técnica, e muitos nem querem se inteirar do serviço. Geralmente, devido a uma mentalidade elitista e retrógrada, não consideram o conhecimento prático do servidor, analisando o trabalhador com uma dicotomia: SUBALTERNO/INCAPAZ. Usam a hierarquia não para o sistema funcionar, mas apenas prejudicar o servidor.
O corre em Araguari uma desestruturação do trabalho logo depois das eleições municipais. Inclusive a orientação dos auditores do Ministério da Saúde é que se fixe uma equipe de coordenação. Deste modo a continuidade do trabalho seguiria normalmente, sem preocupação com a rifa de cargos e garantindo, com a experiência adquirida, a qualidade da execução do PNCD. Deve-se evitar, inclusive, a alta rotatividade que o contrato temporário causa, no caso do servidor de campo. Uma das premissas do PNCD é que o agente se familiarize com os moradores de seu setor. Isso só é possível com concurso público. Contratação é precariedade administrativa.
No ano de 2009, participamos de uma capacitação em Patrocínio, onde estavam presentes os colegas de Uberlândia. Em conversas extremamente produtivas, percebemos que lá a coordenação tem acesso pleno ao secretário de saúde, que apoia e confere condições de trabalho (não de circo) à equipe. Araguari, exceção à época do companheiro Edilvo, o gestor raramente abre as portas para se inteirar dos problemas. Coordenadores e supervisores são barrados, cerceados e amputados ao apresentarem iniciativas. Não se dá “carta branca” para a execução de projetos. Não realizam projetos, mesmo quando nós, agentes de endemias, entregamos tudo pronto e “mastigado,” bastando apenas pôr em prática. Tenho protocolo desses projetos. Nossos administradores ainda não perceberam que, apesar da técnica do PNCD ser exigência nacional, o município tem plena autonomia para elaborar projetos complementares ao Programa. Um dos problemas do PNCD é que ele é imposto de cima para baixo, desconsiderando as micro-regionalidades e condições sócio-culturais de cada localidade. Explico: a técnica nivela todos os moradores, desconsiderando problemas específicos de cada bairro. Simples concluir, que em termos de campanha, não devo tratar o morador do Vieno igualmente ao morador do centro e vice-versa.
Cada bairro tem sua dinâmica e cada morador tem sua maneira de entender a realidade. Em cada bairro predominam tipos diferentes de criadouros. Deve-se pensar uma política que insira, no morador, a consciência de que ele faz parte dessa dinâmica. Ensinar que ele deve cuidar apenas de seu quintal, reduz a capacidade do morador sentir-se como parte de um todo. Deve-se torná-lo sujeito ativo dentro da comunidade. E dar condições dele sentir-se assim. Enfiar goela abaixo ensinamentos de cima para baixo nunca funcionou. Qualquer ser humano despreza o que lhe é imposto.
Nossos gestores e até alguns colegas vêem no mutirão uma solução ao problema. Ocorre que, graças ao apego a medidas paliativas, mutirão aqui no município é sinônimo de “catar lixo” do morador. Parecem não conseguir entender a abrangência do termo. Vinculou-se mutirão a enormes contingentes de servidores na rua, recolhendo lixo dos moradores e depositando-o em cima de caminhões caçamba. O resultado efetivo do mutirão é um paternalismo que leva à inércia do morador em relação à dengue.
Mutirão deve, inclusive, ter apoio de todas as secretarias. Aliás, o trabalho em si deveria ser cotidianamente acompanhado pelos gestores de outras pastas, o que não ocorre no Brejo Alegre. Mutirão deve ser tomado como medida educativa e não apenas trabalho de remoção. Porém, não pensam educação como forma eficaz de combate.
Falou-se em mutirão nos distritos de Amanhece e Piracaíba. O que houve na verdade foi trabalho rotineiro executado pelos servidores. Acontece que, devido a distância e a dificuldade de transporte, elencou-se um número elevado de agentes para terminar essas localidades em menos tempo e fazer única viagem. Somente a titulo de informação:
1 – Visita do agente de endemias é rotina de serviço.
2 – Fumacê leve (costal) ou pesado (caminhão) é trabalho de rotina, desde que no caso do costal, exista pessoa suspeita de dengue no quarteirão e do pesado em caso de surto ou epidemia, mas não sai da rotina, apesar de não ser usado diariamente.
Mutirão se caracteriza por ações que fogem à rotina e envolvam todos os seguimentos da sociedade, com a finalidade de conscientizar a população.
Espero ter esclarecido o companheiro Marcos dono do blog e o leitor, principalmente acerca de ações em que nosso município deixa a desejar. Como já disse antes, Araguari não possui políticas públicas a médio e longo prazo. Vivemos de paliativo. Somem ainda a esses problemas aglutinados aqui por mim o descaso com o servidor, a desvalorização do trabalho de campo, a falta de respeito com quem exerce o trabalho. Adicione a inércia de nossos administradores. Deixo a pergunta....Onde isso vai parar?
Wellington Colenghi
Servidor Municipal perseguido pelo “novo modelo”
Pitaco do blog
Nós, leitores, é que agradecemos a sua colaboração, Colenghi. A sua participação e a de outros servidores da área de combate as endemias vêm nos ajudando a entender o que acontece em Araguari. É por meio desses esclarecimentos que podemos cobrar uma mudança de postura por parte dos gestores da Saúde Pública em Araguari.
Este texto deveria ser leitura obrigatório para os gestores do municipio. Ao que tudo indica, eles ainda têm muito o que aprender. Eficiência, continuidade do serviço público e respeito aos subordinados e administrados são expressões desconhecidas do novo modelo de administração.
Projeto que prevê aumento do número de vereadores tramita na Câmara Municipal
Escrito por Sávia de Lima
Qua, 26 de Janeiro de 2011 06:43
Com a aprovação da Emenda Constitucional 58, que estabeleceu faixas populacionais para fixação da composição das câmaras de todo o Brasil, os vereadores de Araguari já estão se preparando para discutir o projeto que prevê o aumento do número de vagas também na Câmara do município.
O Departamento Jurídico da Casa está elaborando parecer sobre o assunto para que os membros do Poder Legislativo iniciem as discussões sobre a matéria
De acordo com Rogério Bernardes Coelho (PTC), presidente da Câmara de Vereadores, um projeto a respeito da matéria já está tramitando na Casa e a expectativa é de que as discussões sejam iniciadas em breve. “Estamos aguardando um posicionamento do Departamento Jurídico da Casa porque, inicialmente, a interpretação da Emenda era de que Araguari pudesse ter entre 11 e 19 vereadores. No entanto, nossa assessoria está verificando se há um número pré-estabelecido que, obrigatoriamente, teremos que acatar. Só então, iniciaremos as discussões que precisam ser conduzidas com muito cuidado e cautela, tendo em vista os impactos que a proposta acarretará às finanças da Câmara”, explicou.
Embora tenha aberto a possibilidade de se criar mais vagas nas câmaras, a emenda reduziu em um ponto percentual o orçamento do Legislativo, que passou a variar entre 3,5% a 7% da arrecadação do município. Antes, os valores variavam entre 5% e 8% sobre o orçamento das prefeituras. “Realmente serão mais pessoas com menos recursos e nós teremos que avaliar isso com muita responsabilidade. Além dos salários dos vereadores existem os gastos com os gabinetes e com a administração. Neste sentido, pretendemos verificar a evolução dos recursos, o aumento da arrecadação do município, e fazer uma projeção para os próximos anos, a fim de chegarmos a um número seguro e com tranqüilidade. Com certeza não será algo fácil, mas estamos imbuídos em fazer o melhor pela cidade de Araguari, tratando a questão de forma séria e responsável”, acrescentou Rogerinho.
Outro ponto que preocupa o vereador diz respeito ao espaço físico da sede do atual Poder Legislativo que, segundo ele, não comporta um número muito maior de vereadores. “Os departamentos da Câmara cresceram, hoje contamos com posto de identificação, salas de chefias, de informática, comunicação e cerimonial, além do museu. Dependendo do número de gabinetes, não teremos salas suficientes para abrigar todo mundo. Então esta é uma questão séria que também precisa ser avaliada, pois, como nós bem sabemos, o atual prédio da Câmara Municipal de Araguari comporta com certa dificuldade a demanda de atendimento à população. Assim, a nossa maior preocupação é atender o que foi estabelecido pela emenda, mas da melhor maneira possível”, concluiu Rogério Bernardes Coelho.
A expectativa é de que a matéria seja apreciada até o mês de setembro, tendo em vista que, para entrar em vigor já no pleito de 2012, é necessário que a aprovação tenha ocorrido há pelo menos um ano antes. Caso contrário, prevalece o número atual que é de 11 vereadores.
Em todo o Brasil existem 51.756 vereadores, número que, com a emenda, pode subir para 59.572. De acordo com a emenda, as câmaras podem ter entre nove e 55 vereadores em cidades de até 15 mil e com mais de 8 milhões de habitantes, respectivamente.
Transcrito do Gazeta do Triângulo
Pitaco do blog
Tivemos a sorte de já ter falado sobre este assunto (clique aqui). Esse é um dos abacaxis que a Câmara terá que descascar neste ano. É uma verdadeira escolha de Sophia.
De um lado, os edis querem preservar os seus "empregos". Aumentando o número de vagas, crescem as chances de reeleição. Além disso, podem realizar o velho sonho de construir um novo prédio para a Câmara para abrigar a nova composição da Casa (não sei por que político adora tanto fazer obra pública...risos).
Por outro lado, os nobres vereadores devem estar pensando que aumentar o número de vereadores e, ao mesmo tempo, reduzir os gastos com assessorias pode ser um mal negócio.
Se correr, o bicho pega, se ficar o bicho come...
Vai aqui uma sugestão: este é um dos assuntos em que a população deve ser ouvida. Pode até não estar prevista na Lei Orgânica a realização de audiências e consultas públicas, mas o bom senso e uma coisa chamada democracia recomendam a participação popular nessa tomada de decisão.
Qua, 26 de Janeiro de 2011 06:43
Com a aprovação da Emenda Constitucional 58, que estabeleceu faixas populacionais para fixação da composição das câmaras de todo o Brasil, os vereadores de Araguari já estão se preparando para discutir o projeto que prevê o aumento do número de vagas também na Câmara do município.
O Departamento Jurídico da Casa está elaborando parecer sobre o assunto para que os membros do Poder Legislativo iniciem as discussões sobre a matéria
De acordo com Rogério Bernardes Coelho (PTC), presidente da Câmara de Vereadores, um projeto a respeito da matéria já está tramitando na Casa e a expectativa é de que as discussões sejam iniciadas em breve. “Estamos aguardando um posicionamento do Departamento Jurídico da Casa porque, inicialmente, a interpretação da Emenda era de que Araguari pudesse ter entre 11 e 19 vereadores. No entanto, nossa assessoria está verificando se há um número pré-estabelecido que, obrigatoriamente, teremos que acatar. Só então, iniciaremos as discussões que precisam ser conduzidas com muito cuidado e cautela, tendo em vista os impactos que a proposta acarretará às finanças da Câmara”, explicou.
Embora tenha aberto a possibilidade de se criar mais vagas nas câmaras, a emenda reduziu em um ponto percentual o orçamento do Legislativo, que passou a variar entre 3,5% a 7% da arrecadação do município. Antes, os valores variavam entre 5% e 8% sobre o orçamento das prefeituras. “Realmente serão mais pessoas com menos recursos e nós teremos que avaliar isso com muita responsabilidade. Além dos salários dos vereadores existem os gastos com os gabinetes e com a administração. Neste sentido, pretendemos verificar a evolução dos recursos, o aumento da arrecadação do município, e fazer uma projeção para os próximos anos, a fim de chegarmos a um número seguro e com tranqüilidade. Com certeza não será algo fácil, mas estamos imbuídos em fazer o melhor pela cidade de Araguari, tratando a questão de forma séria e responsável”, acrescentou Rogerinho.
Outro ponto que preocupa o vereador diz respeito ao espaço físico da sede do atual Poder Legislativo que, segundo ele, não comporta um número muito maior de vereadores. “Os departamentos da Câmara cresceram, hoje contamos com posto de identificação, salas de chefias, de informática, comunicação e cerimonial, além do museu. Dependendo do número de gabinetes, não teremos salas suficientes para abrigar todo mundo. Então esta é uma questão séria que também precisa ser avaliada, pois, como nós bem sabemos, o atual prédio da Câmara Municipal de Araguari comporta com certa dificuldade a demanda de atendimento à população. Assim, a nossa maior preocupação é atender o que foi estabelecido pela emenda, mas da melhor maneira possível”, concluiu Rogério Bernardes Coelho.
A expectativa é de que a matéria seja apreciada até o mês de setembro, tendo em vista que, para entrar em vigor já no pleito de 2012, é necessário que a aprovação tenha ocorrido há pelo menos um ano antes. Caso contrário, prevalece o número atual que é de 11 vereadores.
Em todo o Brasil existem 51.756 vereadores, número que, com a emenda, pode subir para 59.572. De acordo com a emenda, as câmaras podem ter entre nove e 55 vereadores em cidades de até 15 mil e com mais de 8 milhões de habitantes, respectivamente.
Transcrito do Gazeta do Triângulo
Pitaco do blog
Tivemos a sorte de já ter falado sobre este assunto (clique aqui). Esse é um dos abacaxis que a Câmara terá que descascar neste ano. É uma verdadeira escolha de Sophia.
De um lado, os edis querem preservar os seus "empregos". Aumentando o número de vagas, crescem as chances de reeleição. Além disso, podem realizar o velho sonho de construir um novo prédio para a Câmara para abrigar a nova composição da Casa (não sei por que político adora tanto fazer obra pública...risos).
Por outro lado, os nobres vereadores devem estar pensando que aumentar o número de vereadores e, ao mesmo tempo, reduzir os gastos com assessorias pode ser um mal negócio.
Se correr, o bicho pega, se ficar o bicho come...
Vai aqui uma sugestão: este é um dos assuntos em que a população deve ser ouvida. Pode até não estar prevista na Lei Orgânica a realização de audiências e consultas públicas, mas o bom senso e uma coisa chamada democracia recomendam a participação popular nessa tomada de decisão.
A César o que é de César
Da coluna Em Resumo do Gazeta do Triângulo, edição de hoje:
Concordo com a opinião do colunista Márcio Marques. O Aloísio é uma das poucas ilhas de excelência que existem no governo Marcão. Vem merecendo elogios também a atuação do senhor Cândido Arruda, Candinho.
Boa sorte aos dois.
DESTAQUE
Pitaco do blog
Até que enfim Marcão definiu mais duas mudanças tão esperadas em seu secretariado. O competente Aloisio Nunes de Faria assume a secretaria de Gabinete e o atual titular Cândido Arruda passa a comandar o Meio Ambiente. Aloisio não precisa de apresentações, pois é um profissional extremamente competente e o nome certo para assumir tão importante pasta da prefeitura. O senhor Nunes é um dos principais formadores de jornalistas de nossa cidade e assume um lugar que deveria ter sido seu há muito tempo. Parabéns Marcão pela escolha e boa sorte ao “Tio” em mais essa empreitada.
Concordo com a opinião do colunista Márcio Marques. O Aloísio é uma das poucas ilhas de excelência que existem no governo Marcão. Vem merecendo elogios também a atuação do senhor Cândido Arruda, Candinho.
Boa sorte aos dois.
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